{"id":4983,"date":"2025-07-02T13:11:29","date_gmt":"2025-07-02T16:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/agipi\/?p=4983"},"modified":"2025-07-02T13:11:29","modified_gmt":"2025-07-02T16:11:29","slug":"uepg-lanca-observatorio-para-fortalecer-a-cultura-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/agipi\/uepg-lanca-observatorio-para-fortalecer-a-cultura-da-paz\/","title":{"rendered":"UEPG lan\u00e7a Observat\u00f3rio para fortalecer a cultura da paz"},"content":{"rendered":"<p>A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) planeja instalar um Observat\u00f3rio da Cultura de Paz (Obpaz). O projeto est\u00e1 em fase adiantada, com lan\u00e7amento oficial previsto para setembro deste ano. O objetivo \u00e9 unificar as boas pr\u00e1ticas da institui\u00e7\u00e3o que contemplem a Agenda 2030 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). A iniciativa envolve cursos de todas as \u00e1reas do conhecimento, com aux\u00edlio da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o e Propriedade Intelectual (Agipi).<\/p>\n<p>O professor Nei Alberto Salles Filho, que coordena o Observat\u00f3rio, explica que a demanda surgiu do F\u00f3rum das Universidades pela Paz (Foup), do qual a UEPG faz parte, e de um encaminhamento da Reitoria. Segundo ele, o debate existe desde o final de 2024. \u201cA Universidade \u00e9 muito grande e precisamos perceber onde essas quest\u00f5es de cultura de paz e direitos humanos est\u00e3o alinhadas. Por isso, compusemos um pequeno grupo de professores de setores diferentes, todos volunt\u00e1rios, para pensar essas quest\u00f5es. Assim surgiu a ideia do Observat\u00f3rio\u201d, recorda o docente.<\/p>\n<p><b>Estrutura<\/b><\/p>\n<p>Obpaz conta com alunos bolsistas e uma p\u00e1gina no site institucional. Est\u00e3o previstas reuni\u00f5es peri\u00f3dicas e a realiza\u00e7\u00e3o de eventos. \u201cMuitos projetos de extens\u00e3o da UEPG j\u00e1 integram o Foup. Portanto, o foco do Observat\u00f3rio \u00e9 reunir tudo o que a Universidade j\u00e1 desenvolve, fazendo com que essas excelentes iniciativas dialoguem entre si, para que possamos qualificar cada vez mais a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nas quest\u00f5es humanas\u201d, comenta Nei.<\/p>\n<p><b>Tecnologia e inova\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O chefe do Escrit\u00f3rio de Propriedade Intelectual e Transfer\u00eancia de Tecnologia da Agipi, L\u00edvio Marcel Queij, esclarece que a participa\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia segue uma pol\u00edtica p\u00fablica estadual orientada pela Ag\u00eancia de Desenvolvimento Regional Sustent\u00e1vel (Ageuni). \u201cVemos o Obpaz como uma inova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente tecnol\u00f3gica, mas sim no \u00e2mbito da inclus\u00e3o social e da equidade. O projeto tem uma natureza inicialmente acad\u00eamica, mas com tend\u00eancia a extrapolar os muros da universidade para a sociedade\u201d, defende o professor.<\/p>\n<p><b>Autonomia<\/b><\/p>\n<p>Todos os projetos vinculados ao Obpaz ter\u00e3o sua autonomia e funcionamento assegurados. Um exemplo \u00e9 o \u201cN\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o para a Paz\u201d, tamb\u00e9m coordenado pelo professor Nei, que promove palestras e a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o para entidades e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O N\u00facleo tem 17 anos de atua\u00e7\u00e3o e j\u00e1 contribuiu para pol\u00edticas locais e nacionais que visam consolidar a cultura da paz. Uma de suas a\u00e7\u00f5es mais relevantes foi o convite para integrar a Comiss\u00e3o Especial da C\u00e2mara dos Deputados, \u201cdestinada a elaborar propostas legislativas e a promover a Cultura da Paz\u201d, respons\u00e1vel por inserir o tema na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o (LDB), em 2018.<\/p>\n<p>Nei relata que, naquela \u00e9poca, havia a expectativa de que medidas efetivas avan\u00e7assem prontamente. No entanto, com a mudan\u00e7a de governo e, em seguida, a pandemia, a elabora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de abrang\u00eancia nacional foi paralisada, apesar dos avan\u00e7os j\u00e1 realizados. As discuss\u00f5es eram lideradas pela deputada federal Keiko Ota (SP) e pelo deputado paranaense Aliel Machado. \u201cFoi um per\u00edodo muito rico e especial de reconhecimento de boas pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0s viol\u00eancias e constru\u00e7\u00e3o da paz por meio da educa\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta o professor.<\/p>\n<p>Em 2024, com a experi\u00eancia acumulada desde 2018 e uma base s\u00f3lida para fundamentar uma pol\u00edtica nacional, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o instituiu o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate \u00e0 Viol\u00eancia nas Escolas (Snave) e, dentro dele, o Programa Escola que Protege. \u201cPortanto, ap\u00f3s esses anos, come\u00e7am a se configurar a\u00e7\u00f5es efetivas para a preven\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias e a promo\u00e7\u00e3o da Cultura de Paz nas escolas, seguindo a determina\u00e7\u00e3o da LDB. Ainda h\u00e1 um longo caminho a percorrer, mas a cria\u00e7\u00e3o de um sistema nacional e de propostas pedag\u00f3gicas \u00e9 um grande passo\u201d, avalia Nei.<\/p>\n<p>Embora o N\u00facleo seja vinculado ao curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, a a\u00e7\u00e3o conta com a participa\u00e7\u00e3o de alunos de diversas \u00e1reas, muitos atra\u00eddos pela possibilidade de curriculariza\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o. \u201cEstimula-se a participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria dos acad\u00eamicos, e a presen\u00e7a deles tem sido bastante efetiva e importante\u201d, comenta o docente.<\/p>\n<p><b>Aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/b><\/p>\n<p>Guilherme Daneliv, do curso de Engenharia de Software, \u00e9 um dos integrantes do projeto de extens\u00e3o do N\u00facleo e volunt\u00e1rio no Obpaz. O estudante j\u00e1 reflete sobre como aplicar as no\u00e7\u00f5es de cultura da paz em sua futura \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. \u201cA gente pensa que a paz \u00e9 s\u00f3 a aus\u00eancia de guerra, mas, quando entrei no projeto, passei a entender que ela \u00e9 muito mais abrangente. A paz est\u00e1 em v\u00e1rias esferas da nossa sociedade, inclusive na tecnologia, que \u00e9 a \u00e1rea em que atuo. \u00c9, por exemplo, desenvolver um software e pens\u00e1-lo de forma \u00e9tica\u201d, explica.<\/p>\n<p>Vis\u00e3o semelhante tem Anne Nicole Macedo Rosa, do curso de Enfermagem, que v\u00ea na humaniza\u00e7\u00e3o dos atendimentos e na conviv\u00eancia harm\u00f4nica no ambiente de trabalho uma forma de aplicar os preceitos da cultura da paz. \u201cA gente cuida, mas \u00e0s vezes o cuidado \u00e9 t\u00e3o t\u00e9cnico, focado na sa\u00fade f\u00edsica, que acabamos esquecendo da sa\u00fade mental e de sua import\u00e2ncia. E n\u00e3o pode ser assim, tanto com o paciente quanto com os profissionais da equipe. \u00c9 preciso ter respeito pela equipe, trabalhar em conjunto. Ent\u00e3o, acredito que a cultura da paz se encaixa nisso tamb\u00e9m\u201d, defende Anne.<\/p>\n<p>Texto: Helton Costa<\/p>\n<p>Fotos: Aline Jasper\/Helton Costa<\/p>\n<pre><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) planeja instalar um Observat\u00f3rio da Cultura de Paz (Obpaz). O projeto est\u00e1 em fase adiantada, com lan\u00e7amento oficial previsto para setembro deste ano. O objetivo \u00e9 unificar as boas pr\u00e1ticas da institui\u00e7\u00e3o que contemplem a Agenda 2030 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). 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