{"id":233,"date":"2021-04-05T09:40:10","date_gmt":"2021-04-05T12:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/crrq\/?page_id=233"},"modified":"2021-04-05T16:28:54","modified_gmt":"2021-04-05T19:28:54","slug":"passivos-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/crrq\/passivos-2\/","title":{"rendered":"Passivos"},"content":{"rendered":"<h2>Considera\u00e7\u00f5es sobre res\u00edduos passivos<\/h2>\n<h2>Defini\u00e7\u00e3o:<\/h2>\n<p>\u00c9 todo material qu\u00edmico que se encontra estocado nas depend\u00eancias dos laborat\u00f3rios did\u00e1ticos, de pesquisa ou em dep\u00f3sitos, etc, e que n\u00e3o participa das atividades rotineiras de trabalho por um per\u00edodo superior ao considerado normal pelo pessoal t\u00e9cnico respons\u00e1vel.<\/p>\n<h3>Porque acabar com eles?<\/h3>\n<ul>\n<li>Colocam em risco a seguran\u00e7a;<\/li>\n<li>Podem causar graves danos ambientais se n\u00e3o tratados e descartados de forma correta;<\/li>\n<li>Ocupam espa\u00e7o;<\/li>\n<li>Servem de motiva\u00e7\u00e3o para que novos res\u00edduos sejam acumulados.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>O que fazer?<\/h3>\n<ul>\n<li>Colocar os frascos de todos os res\u00edduos passivos em uma regi\u00e3o isolada do laborat\u00f3rio;<\/li>\n<li>Separar em identificados e n\u00e3o-identificados.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Identificados:<\/h3>\n<ul>\n<li>Procurar esgotar as possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o dos 3 R\u2019s (recuperar, reutilizar, reciclar);<\/li>\n<li>Colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para outros laborat\u00f3rios atrav\u00e9s do BIQ;<\/li>\n<li>Encaminhar para o LRQ para tratamento qu\u00edmico e\/ou disposi\u00e7\u00e3o final;<\/li>\n<\/ul>\n<h3>N\u00e3o identificados:<\/h3>\n<ul>\n<li>Tentar identific\u00e1-los e ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o, seguir as recomenda\u00e7\u00f5es fornecidas aos passivos identificados;<\/li>\n<li>Se n\u00e3o for poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o deve-se simplesmente agreg\u00e1-los como n\u00e3o identificados;<br \/>\n<h3>Avalia\u00e7\u00e3o das Propriedades dos Res\u00edduos Passivos:<\/h3>\n<p>Nessa etapa deve-se empregar experimentos em microescala e ser prudente, trabalhando sempre na capela.<br \/>\n<strong>1 \u2013<\/strong>\u00a0Reatividade em ar Colocar 5 gotas de res\u00edduo n\u00e3o identificado em um vidro de rel\u00f3gio e deixar exposto ao ar (em uma capela). Observar se ocorre alguma evid\u00eancia de rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>2 \u2013<\/strong>\u00a0Reatividade com \u00e1gua: Homogeneizar o res\u00edduo e colocar 3 gotas deste em um vidro de rel\u00f3gio. Adicionar 3 gotas de \u00e1gua. Observar se h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de chama, gera\u00e7\u00e3o de g\u00e1s ou rea\u00e7\u00e3o violenta.<\/p>\n<p><strong>3 \u2013<\/strong>\u00a0Solubilidade em \u00e1gua: Colocar 2 mL de \u00e1gua em uma proveta de 5 mL. Adicionar 2 mL do res\u00edduo e agitar. Observar se h\u00e1 presen\u00e7a de 2 fases ou apenas uma. Se o res\u00edduo for sol\u00favel em \u00e1gua haver\u00e1 apenas uma fase e as subst\u00e2ncias presentes no res\u00edduo provavelmente s\u00e3o inorg\u00e2nicas ou compostos org\u00e2nicos polares. Se o res\u00edduo n\u00e3o for sol\u00favel em \u00e1gua haver\u00e1 forma\u00e7\u00e3o duas fases. Pode acontecer do res\u00edduo conter algumas subst\u00e2ncias sol\u00faveis em \u00e1gua e outras n\u00e3o sol\u00faveis. Observar e anotar.<\/p>\n<p><strong>4 \u2013<\/strong>\u00a0pH: Verificar com papel indicador ou pHmetro.<\/p>\n<p><strong>5 \u2013<\/strong>\u00a0Inflamabilidade Introduzir um palito de cer\u00e2mica no res\u00edduo, deixar escorrer o excesso e levar \u00e0 chama.<\/p>\n<p><strong>6 \u2013<\/strong>\u00a0Presen\u00e7a de compostos clorados Colocar 2 mL de \u00e1gua em uma proveta de 5 mL. Adicionar 2 mL do res\u00edduo a esta proveta. Os compostos org\u00e2nicos halogenados s\u00e3o mais densos que a \u00e1gua e deve-se observar duas fases. Se o res\u00edduo contiver compostos halogenados, a \u00e1gua ficar\u00e1 acima da fase do res\u00edduo. A presen\u00e7a de compostos org\u00e2nicos clorados pode ser detectada atrav\u00e9s do seguinte teste: Aquecer um fio de cobre ao rubro na chama do bico de Bunsem para sua limpeza. Ap\u00f3s o resfriamento do fio, mergulhe-o no res\u00edduo e leve-o a chama novamente. Observe a colora\u00e7\u00e3o. A cor verde indica a presen\u00e7a de composto clorado.<\/p>\n<p><strong>7 \u2013<\/strong>\u00a0Solubilidade em hexano: Colocar 2 mL de hexano em uma proveta de 5 mL. Adicionar 2 mL do res\u00edduo e agitar. Se o res\u00edduo for sol\u00favel em hexano haver\u00e1 apenas uma fase e as subst\u00e2ncias presentes no res\u00edduo provavelmente s\u00e3o compostos org\u00e2nicos apolares. Se o res\u00edduo n\u00e3o for sol\u00favel em hexano ser\u00e3o observadas duas fases.<\/p>\n<p><strong>8 \u2013<\/strong>\u00a0Presen\u00e7a de cianetos Se o pH da amostra de res\u00edduo for menor ou igual a sete, pode-se assumir que a concentra\u00e7\u00e3o de cianeto \u00e9 insignificante. Em res\u00edduos com pH maior que 7, devem ser feitos testes espec\u00edficos para os \u00edons cianeto (CN-) como o descrito abaixo:;<\/p>\n<p>Para 1 mL de res\u00edduo: adicionar 0,5 mL de solu\u00e7\u00e3o tamp\u00e3o pH 5,2 (\u223c10 gotas) e adicionar 0,05 mL de cloramina (\u223c1 gota). Agitar. Ap\u00f3s 1-2 minutos acrescentar 0,6 mL de uma solu\u00e7\u00e3o de \u03b3-picolina \u2013 \u00e1cido barbit\u00farico (\u223c12 gotas). A forma\u00e7\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o roxo-azulada indica teste positivo.<\/p>\n<p>Preparo da solu\u00e7\u00e3o tamp\u00e3o pH 5,2: dissolver 0,136 g de dihidrogenofosfato de pot\u00e1ssio (fosfato di\u00e1cido de pot\u00e1ssio) e 0,0028 g de hidrogenofosfato de s\u00f3dio (fosfato mono\u00e1cido de s\u00f3dio) em 10 mL de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Preparo do reagente \u03b3-picolina \u2013 \u00e1cido barbit\u00farico: Colocar 0,6 g de \u00e1cido barbit\u00farico em um bal\u00e3o volum\u00e9trico de 10 mL. Acrescentar um pouco de \u00e1gua para dissolver. Adicionar 3 mL de \u03b3-picolina (4-metil-piridina) e 0,6 mL de \u00e1cido clor\u00eddrico concentrado. Agitar a mistura. Completar o volume do bal\u00e3o volum\u00e9trico ap\u00f3s a mistura atingir temperatura ambiente.<\/p>\n<p><strong>9 \u2013<\/strong>\u00a0Presen\u00e7a de sulfetos Acidificar uma pequena fra\u00e7\u00e3o da amostra com HCl. Papel embebido em solu\u00e7\u00e3o de acetato de chumbo e exposto aos vapores dessa solu\u00e7\u00e3o acidificada dever\u00e1 ficar enegrecido.<\/p>\n<p><strong>10 \u2013<\/strong>\u00a0Res\u00edduo oxidante Adicionar 0,1 a 0,2 g de iodeto de s\u00f3dio ou pot\u00e1ssio a 1 mL de uma solu\u00e7\u00e3o 10% do res\u00edduo em \u00e1gua. O desenvolvimento de colora\u00e7\u00e3o amarelo-marrom indica um oxidante. Caso disponha de papel de amido\/iodeto, umidec\u00ea-lo com solu\u00e7\u00e3o de \u00e1cido clor\u00eddrico 1 mol L-1 e ent\u00e3o colocar uma pequena por\u00e7\u00e3o do res\u00edduo desconhecido no papel. Uma mudan\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o para roxo escuro indica a presen\u00e7a de oxidante.<\/p>\n<p><strong>11 \u2013<\/strong>\u00a0Res\u00edduo redutor: Descolora\u00e7\u00e3o de papel umedecido em 2,6-dicloro-indofenol ou azul de metileno.<\/li>\n<\/ul>\n<p><b>BIBLIOGRAFIA<\/b><\/p>\n<p>W. F. Jardim,\u00a0<i>Qu\u00edmica Nova<\/i>,\u00a0<b>21<\/b>(5) 1998, 671.<\/p>\n<p><span lang=\"fr-FR\">J. C. Chang, S. P. Levine, M. S. Simmons,\u00a0<\/span><span lang=\"fr-FR\"><i>J. Chem.\u00a0<\/i><\/span><i>Education<\/i>,\u00a0<b>63<\/b>(7), 1986, 640<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considera\u00e7\u00f5es sobre res\u00edduos passivos Defini\u00e7\u00e3o: \u00c9 todo material qu\u00edmico que se encontra estocado nas depend\u00eancias dos laborat\u00f3rios did\u00e1ticos, de pesquisa ou em dep\u00f3sitos, etc, e que n\u00e3o participa das atividades rotineiras de trabalho por um per\u00edodo superior ao considerado normal pelo pessoal t\u00e9cnico respons\u00e1vel. Porque acabar com eles? 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