{"id":1062,"date":"2012-11-20T22:53:34","date_gmt":"2012-11-20T22:53:34","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1062"},"modified":"2012-11-20T22:53:34","modified_gmt":"2012-11-20T22:53:34","slug":"700-cidades-brasileiras-comemoram-dia-da-consciencia-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/700-cidades-brasileiras-comemoram-dia-da-consciencia-negra\/","title":{"rendered":"700 cidades brasileiras comemoram Dia da Consci\u00eancia Negra"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p>Dos 5.564 munic\u00edpios brasileiros, 757 adotam o dia 20 de novembro como feriado, segundo a Secretaria Especial de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial. Al\u00e9m dos que decretaram feriado, outros munic\u00edpios transformaram a data em ponto facultativo.<\/p>\n<p>O Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra homenageia Zumbi, l\u00edder do Quilombo dos Palmares. O quilombo era uma localidade situada na Serra da Barriga, onde escravos se refugiavam. Com o passar dos anos, chegou a atingir uma popula\u00e7\u00e3o de 20 mil habitantes, em raz\u00e3o do aumento das fugas dos escravos.<br \/>\nOs escravos serviam para fazer os trabalhos pesados que os brancos n\u00e3o realizavam, al\u00e9m de serem maltratados fisicamente e repousar em senzalas, onde dormiam no ch\u00e3o de terra batida.<\/p>\n<p>Alguns movimentos intentavam a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil do s\u00e9culo XIX. Entre eles, est\u00e3o a Lei do Ventre Livre, de 1871, que libertou os filhos de escravos que ainda iriam nascer; e a Lei dos Sexagen\u00e1rios, de 1885, que deu direito \u00e0 liberdade aos escravos com mais de 60 anos.<\/p>\n<p>A Princesa Isabel foi respons\u00e1vel pela liberta\u00e7\u00e3o dos escravos, quando assinou a Lei \u00c1urea, em 13 de maio de 1888, dando-os direito de ir embora das fazendas em que trabalhavam ou de continuar morando com seus patr\u00f5es, como empregados e n\u00e3o mais como escravos.<\/p>\n<p>&#8220;O Dia da Consci\u00eancia Negra \u00e9 uma forma de lembrar o sofrimento dos negros ao longo da hist\u00f3ria, desde a \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, tentando garantir seus direitos sociais&#8221;, conta a pedagoga Jussara de Barros. Algumas leis defendem esses direitos, como a de cotas nas universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&#8220;A data marca o valor da conquista da liberdade deste grupo&#8221;, explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Universidade Metodista de S\u00e3o Bernardo do Campo (UMESP).<\/p>\n<p>O Dia da Consci\u00eancia Negra tamb\u00e9m p\u00f5e em pauta a import\u00e2ncia de discutir a tem\u00e1tica negra na escola. A inclus\u00e3o de assuntos ligados \u00e0 \u00c1frica e ao povo negro na educa\u00e7\u00e3o formal \u00e9 uma das estrat\u00e9gias para reconhecer a presen\u00e7a desse grupo na hist\u00f3ria do Brasil &#8211; os negros correspondem a 6,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira segundo o IBGE, mas os chamados &#8216;pardos&#8217; chegam a um n\u00famero pr\u00f3ximo da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Escolas e institui\u00e7\u00f5es diversas j\u00e1 reconhecem a import\u00e2ncia de trabalhar a cultura negra em seu dia a dia.<\/p>\n<p>Hoje, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos \u00e0 hist\u00f3ria dos povos africanos em seu curr\u00edculo. Al\u00e9m disso, os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do pa\u00eds deve ser trabalhada no \u00e2mbito escolar. &#8220;A sociedade em que vivemos valoriza outro estere\u00f3tipo, o que resulta na invisibiliza\u00e7\u00e3o do negro. Isso tem um efeito bastante perverso: as crian\u00e7as negras nunca se v\u00eam e o que elas olham \u00e9 sempre diferente delas&#8221;, explica Roseli, que coordenou o grupo respons\u00e1vel pelo documento sobre Pluralidade Cultural nos PCNs.<\/p>\n<p>&#8220;A pluralidade cultural \u00e9 um tema que pode ser abordado de forma transversal, em v\u00e1rias disciplinas&#8221;, conclui. Estrat\u00e9gias simples, como a introdu\u00e7\u00e3o de bonecas negras, podem ter um efeito positivo para refor\u00e7ar a identifica\u00e7\u00e3o cultural dos alunos negros. &#8220;Revelar a \u00c1frica pela pr\u00f3pria vis\u00e3o africana tamb\u00e9m surte efeito. O continente produz cultura, hist\u00f3rias e mitologia, o que a perspectiva euroc\u00eantrica n\u00e3o nos deixa ver&#8221;, diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos da UMESP.<\/p>\n<p><strong>Dia da Consci\u00eancia Negra em Ponta Grossa<\/strong><br \/>\nEm Ponta Grossa, a Sociedade Afro-brasileira Cacique Pena Branca organiza, na noite de hoje (20\/11), na sede da entidade (Rua Adolfo Lamenha siqueira FIlho, n\u00ba 100), um feijoada em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 data. Al\u00e9m do jantar &#8211; a pre\u00e7o de R$ 15,00 &#8211; apresentam-se, durante o evento, grupo de capoeira e dan\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos 5.564 munic\u00edpios brasileiros, 757 adotam o dia 20 de novembro como feriado, segundo a Secretaria Especial de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial. Al\u00e9m dos que decretaram feriado, outros munic\u00edpios transformaram a data em ponto facultativo. O Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra homenageia Zumbi, l\u00edder do Quilombo dos Palmares. 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