{"id":1146,"date":"2012-12-21T01:55:50","date_gmt":"2012-12-21T01:55:50","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1146"},"modified":"2012-12-21T01:55:50","modified_gmt":"2012-12-21T01:55:50","slug":"tradicao-e-religiosidade-as-celebracoes-religiosas-em-lingua-estrangeira-em-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/tradicao-e-religiosidade-as-celebracoes-religiosas-em-lingua-estrangeira-em-pg\/","title":{"rendered":"Tradi\u00e7\u00e3o e religiosidade: as celebra\u00e7\u00f5es religiosas em l\u00edngua estrangeira em PG"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p>A coloniza\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 se deu principalmente pelos imigrantes. A diversidade \u00e9tnica do Estado \u00e9 resultado dessa vari\u00e1vel. Alem\u00e3es, japoneses, poloneses, ucranianos, italianos, espanh\u00f3is e outros ajudaram a constituir a identidade cultural do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Estima-se que existam hoje no Brasil cerca de 300.000 descendentes de ucranianos, dos quais 90% est\u00e3o no Paran\u00e1. \u201cNa regi\u00e3o acontece algo que \u00e9 in\u00e9dito: a quinta gera\u00e7\u00e3o de ucranianos ainda preserva a l\u00edngua e os costumes dos antepassados, o que n\u00e3o \u00e9 visto em outros lugares do mundo\u201c, conta Regina Chicoski, pesquisadora em L\u00edngua, Hist\u00f3ria e Cultura Ucraniana.<\/p>\n<p>Na Par\u00f3quia Transfigura\u00e7\u00e3o de Nosso Senhor, no bairro da Nova R\u00fassia, que segue o rito cat\u00f3lico ortodoxo ucraniano, apenas no s\u00e1bado a celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em portugu\u00eas. No domingo, a missa solene \u00e9 realizada em ucraniano \u2013 somente o evangelho \u00e9 lido em portugu\u00eas. Sueli Hellmann de Souza, secret\u00e1ria da par\u00f3quia, conta que a procura \u00e9 grande para as celebra\u00e7\u00f5es em ucraniano. \u201cEm cada missa, participam em m\u00e9dia de 300 a 500 pessoas.<\/p>\n<p>Existe um p\u00fablico cativo para as missas e os fi\u00e9is participam bastante\u201d, diz.<br \/>\nA\u00a0 maior parte das igrejas de Ponta Grossa parou de realizar as celebra\u00e7\u00f5es na l\u00edngua original dos imigrantes. As Igrejas Cat\u00f3lica Polonesa e Evang\u00e9lica Luterana Bom Pastor, por exemplo, cessaram as celebra\u00e7\u00f5es em l\u00edngua estrangeira h\u00e1 mais de 10 anos. \u201cO grupo de pessoas interessadas foi diminuindo. A maioria era mais idosa, e conforme v\u00e3o morrendo, os jovens n\u00e3o se interessam tanto. A maioria dos nossos jovens nem sabe mais falar alem\u00e3o\u201d, conta Rute Gueibel, secret\u00e1ria da Igreja Bom Pastor.<\/p>\n<p>Mesmo sem haver mais celebra\u00e7\u00f5es em alem\u00e3o, a Igreja Bom Pastor ainda tem um grupo de senhoras que se re\u00fane quinzenalmente e fazem medita\u00e7\u00f5es e cantos em alem\u00e3o. \u201cAs pessoas de maior idade t\u00eam mais interesse em manter a l\u00edngua e as tradi\u00e7\u00f5es de origem, at\u00e9 pela nostalgia que isso traz\u201d, conta Gunda Nerling, participante do grupo de senhoras.<\/p>\n<p>Reportagem de Aline Jasper e Andressa Kaliberda<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coloniza\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 se deu principalmente pelos imigrantes. A diversidade \u00e9tnica do Estado \u00e9 resultado dessa vari\u00e1vel. Alem\u00e3es, japoneses, poloneses, ucranianos, italianos, espanh\u00f3is e outros ajudaram a constituir a identidade cultural do Paran\u00e1. Estima-se que existam hoje no Brasil cerca de 300.000 descendentes de ucranianos, dos quais 90% est\u00e3o no Paran\u00e1. \u201cNa regi\u00e3o acontece&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":1147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}