{"id":1384,"date":"2014-09-29T18:15:56","date_gmt":"2014-09-29T18:15:56","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1384"},"modified":"2014-09-29T18:15:56","modified_gmt":"2014-09-29T18:15:56","slug":"americo-uma-vida-marcada-pelo-teatro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/americo-uma-vida-marcada-pelo-teatro\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rico: uma vida marcada pelo teatro"},"content":{"rendered":"<p>Em uma sala pequena e cheia no Cine Teatro \u00d3pera, Am\u00e9rico Nunes, figura conhecida e querida de Ponta Grossa, iluminador do \u00d3pera, conta sua hist\u00f3ria. Sentado em um banquinho com uma prateleira cheia de objetos de todos os tipos como paisagem de fundo, ao lado uma mesinha com alguns jornais, um lanche e objetos de trabalho, vestido com roupas de frio &#8211; blusa, colete e touca \u2013, \u00f3culos pequenos e a barba branca. Sempre sorridente e bem humorado, brinca que devemos come\u00e7ar do in\u00edcio, mais precisamente no dia em que nasceu.<\/p>\n<p>Am\u00e9rico nasceu em Ponta Grossa, no dia 22 de fevereiro de 1962. \u201cNasci de parto natural &#8211; n\u00e3o lembro direito, era muito novo &#8211; na Maternidade Santana, n\u00e3o lembro se nasci ali, acho que sim\u201d, come\u00e7a Am\u00e9rico. Quando perguntado sobre a inf\u00e2ncia, ele afirma que sua hist\u00f3ria de vida \u00e9 curiosa. Inicia contando que a m\u00e3e tem uma leve defici\u00eancia mental e que era a av\u00f3 materna quem tomava conta dele e dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Quando a av\u00f3 morreu os irm\u00e3os foram separados. O mais velho foi adotado por uma fam\u00edlia, o do meio foi para a Guarda Mirim. Am\u00e9rico, com cinco anos na \u00e9poca, permaneceu com a m\u00e3e que fora internada em um asilo, a Vila Vicentina. Aos sete precisou ser separado da m\u00e3e, por normas do asilo, e tamb\u00e9m foi para a Guarda Mirim. \u201cFui institucionalizado muito cedo, por isso me dou bem com a institui\u00e7\u00e3o\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Aos doze anos foi estudar em Curitiba, com a Guarda Mirim. No mesmo ano foi convidado para entrar em um educand\u00e1rio na capital, o Centro de Forma\u00e7\u00e3o Profissional para Menores de Campo Comprido. Permaneceu l\u00e1 at\u00e9 os dezoito anos. Quando saiu n\u00e3o conseguiu se acostumar com a vida fora da institui\u00e7\u00e3o. Voltou e ficou at\u00e9 os vinte anos. Depois disso morou em algumas cidades do Paran\u00e1, tr\u00eas anos depois, retornou \u00e0 Ponta Grossa. Casou-se e permaneceu na cidade desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Am\u00e9rico conta que o gosto pelas artes e pelo teatro surgiu enquanto ainda estava na escola. No ensino m\u00e9dio fez um curso profissionalizante de Publicidade e Propaganda e nesse curso conheceu a mulher de um ator renomado no Paran\u00e1 na \u00e9poca. Por influ\u00eancia desta mulher, de quem Am\u00e9rico n\u00e3o lembra o nome, ele come\u00e7ou a ter aulas de teatro, dedicando-se desde ent\u00e3o a aprender sobre esta arte.<\/p>\n<p>Em 2011, aproximadamente, Am\u00e9rico Nunes passou a ser \u201cAm\u00e9rico Nunnes\u201d para dirigir uma pe\u00e7a de teatro. Conta que acrescentou uma letra ao sobrenome por conta da numerologia, mas desistiu porque n\u00e3o teve mais sorte por conta disso. Sobre a pe\u00e7a que dirigiu, ele diz que nem se lembra mais o nome dessa pe\u00e7a, mas que deve ter sido um mon\u00f3logo. \u201cEu guardava tudo, anota\u00e7\u00f5es, recortes de jornal. Agora joguei tudo fora, n\u00e3o guardo mais nada\u201d.<\/p>\n<p>Quando perguntando sobre a esposa, Luc\u00e9lia Clarindo, ele diz: \u201cEla me conheceu logo que eu voltei a morar em Ponta Grossa. Eu fui a um festival de teatro aqui na cidade, estava assistindo a uma pe\u00e7a chamada Vel\u00f3ria Brasileira e fiquei para o debate \u2013 adoro dar opini\u00e3o, falo pelos cotovelos \u2013 e foi a\u00ed que ela me viu\u201d. Logo entrou para um grupo de teatro, o Lambe-Lambe, que chegou a participar do Festival Nacional de Teatro (Fenata).<\/p>\n<p>Na primeira montagem do grupo, O Palheiro, Am\u00e9rico conheceu Luc\u00e9lia. Os dois contracenavam juntos e logo come\u00e7aram um relacionamento. Inclusive, o primeiro filho do casal, hoje com 26 anos, foi gerado na \u00e9poca em que a pe\u00e7a era encenada. Logo ap\u00f3s se conhecerem, o casal morou por alguns anos no teatro Pax, algum tempo dentro do teatro e depois na casa dos fundos. Foi quando morou no Pax que nasceram todos os filhos de Am\u00e9rico. \u201cEles brincavam na coxia, viam todas as montagens, talvez por isso ficaram desequilibrados. A menina estuda dan\u00e7a, o mais velho estuda m\u00fasica na Federal (UFPR), e o mais novo toca contrabaixo e n\u00e3o faz mais nada, \u00e9 muito novo, dezoito anos \u00e9 uma crian\u00e7a ainda\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Sobre a profiss\u00e3o, ele diz que foi convidado para ser iluminador do \u00d3pera e conta que n\u00e3o tem hor\u00e1rio fixo, trabalha seis horas por dia, revezando com um colega, mas precisa fazer \u201cde tudo um pouco\u201d, por isso precisa estar presente a qualquer momento. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 um trabalho, \u00e9 um sacerd\u00f3cio. Qualquer profiss\u00e3o, se a pessoa gostar, vira sacerd\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>Reportagem de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/search?SearchableText=Andre%20Lopes\">Andre Lopes<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma sala pequena e cheia no Cine Teatro \u00d3pera, Am\u00e9rico Nunes, figura conhecida e querida de Ponta Grossa, iluminador do \u00d3pera, conta sua hist\u00f3ria. Sentado em um banquinho com uma prateleira cheia de objetos de todos os tipos como paisagem de fundo, ao lado uma mesinha com alguns jornais, um lanche e objetos de&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":1385,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1384"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1384\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}