{"id":1496,"date":"2015-08-05T00:33:55","date_gmt":"2015-08-05T00:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1496"},"modified":"2015-08-05T00:33:55","modified_gmt":"2015-08-05T00:33:55","slug":"tem-gente-que-chega-pra-ficar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/tem-gente-que-chega-pra-ficar\/","title":{"rendered":"Tem gente que chega pra ficar&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Por Nathasja Rotter<\/p>\n<p><em>Texto originalmente publicado no jornal Foca Livre<\/em><\/p>\n<p>\u2018\u2019Est\u00e3o na esquina, cantando e tocando viol\u00e3o.\u2019\u2019 Assim eram identificados os membros do Clube da Esquina, movimento da MPB na d\u00e9cada de 60. Compositor mineiro, Fernando Brant, ajudou a fundar o grupo e comp\u00f4s obras como Maria Maria e Encontros e Despedidas.\u00a0 Jurado do 22\u00b0 FUC, faleceu em junho deste ano, deixando um legado de admiradores.<\/p>\n<p>O Clube da Esquina foi um movimento da m\u00fasica que aconteceu em Belo Horizonte de forma natural e entre amigos, e acabou marcando a hist\u00f3ria da MPB. Entre bares, casas e esquinas, foram escritas composi\u00e7\u00f5es que mesclavam jazz, rock e express\u00f5es folcl\u00f3ricas. Ainda jovens, Fernando Brant, Milton Nascimento e outros nomes, como os irm\u00e3os Borges, escreveram can\u00e7\u00f5es sobre amor, f\u00e9 e luta.<\/p>\n<p><span class=\"5yl5\">Em 2009, Brant esteve em Ponta Grossa marcando presen\u00e7a em algo que ele conhecia bem: os festivais. O compositor exerceu a fun\u00e7\u00e3o de jurado no 22<\/span>\u00b0<span class=\"5yl5\">\u00a0Festival Universit\u00e1rio da Can\u00e7\u00e3o, o FUC. Na ocasi\u00e3o, cantou com m\u00fasicos da cidade e reuniu f\u00e3s de suas composi\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, participou de eventos de reconhecimento nacional, como o II Festival Nacional da Can\u00e7\u00e3o e o IV Festival de M\u00fasica Popular Brasileira.<\/span><\/p>\n<p>Para o produtor musical, Bortolo Bor\u00f3, o FUC teve muito crit\u00e9rio na escolha de Brant como jurado, pois trouxe um entendedor de letras, um homem que trabalhava com a poesia. Afirma ainda que ele est\u00e1 para Milton Nascimento como Vinicius de Morais para Toquinho. \u201cO cara era uma imensid\u00e3o de pensamentos. Voc\u00ea ouve as letras dele e lembra de Minas, e quem n\u00e3o conhece Minas passa a imagin\u00e1-la.\u2019\u2019, comenta.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelos jurados na \u00e9poca, Andr\u00e9a Fermino, conta que Brant preferia n\u00e3o julgar os m\u00fasicos, mas foi vencido pela insist\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o. Ela comenta ainda a expectativa que surgiu para a chegada do compositor e a grata surpresa com o tratamento que receberam dele.\u00a0 &#8221;Ele foi muito simp\u00e1tico, eu acho que ele se sentiu bem recebido e acolhido na cidade&#8221;, conta Andr\u00e9a.<\/p>\n<p>As letras de Brant proporcionaram \u00e0 MPB obras como \u2018Travessia\u2019, \u2018Bola de meia, bola de gude\u2019, \u2018Paix\u00e3o e f\u00e9\u2019 e outras poesias, que na voz de Milton Nascimento marcaram uma gera\u00e7\u00e3o. A repercuss\u00e3o e a complexidade de suas composi\u00e7\u00f5es geraram desde pesquisas at\u00e9 a devo\u00e7\u00e3o de muitos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-1501\" src=\"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/tssh-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"373\" \/><\/p>\n<p>Com o produtor musical Athon Gallera, foi assim. Ao ouvir de A a Z o repert\u00f3rio de Brant, em virtude da espiritualidade que encontrou nas can\u00e7\u00f5es, por um tempo fez disso sua religi\u00e3o. No momento de confraterniza\u00e7\u00e3o no bar, ap\u00f3s o FUC, os presentes relatam boas lembran\u00e7as ao lado de Brant. Dentre elas, a chegada de Athon com uma mochila de vinis para ser autografada, e seu carisma ao perguntar se precisava assinar tudo aquilo mesmo. \u2018\u2019Ficamos emocionados pelo nosso \u00eddolo estar ali, foi muito r\u00e1pido mas foi marcante. Fernando \u00e9 um grande mestre\u2019\u2019, relembra Athon, concorrente naquele FUC, sobre o momento que p\u00f4de cantar com o compositor.<\/p>\n<p>\u2018\u2019Essas m\u00fasicas tem uma juventude eterna, s\u00e3o esp\u00edritos que vieram para iluminar os outros\u2019\u2019, afirma Scilas Augusto, da Banda Mandau, que v\u00ea Brant como algu\u00e9m que prezava pela arte, muito al\u00e9m do visual do pop star. Acredita que hoje em dia a arte moment\u00e2nea seja mais valorizada, enquanto que a arte destas composi\u00e7\u00f5es \u00e9 eterna. \u2018\u2019As m\u00fasicas falam de sonhos que n\u00e3o envelhecem, e se o Clube da Esquina falava no sonho de serem grandes artistas, eles se tornaram\u2019\u2019.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m do Clube da Esquina, o festival j\u00e1 teve como jurado Marcio Borges, em sua 20\u00b0 edi\u00e7\u00e3o. O FUC deste ano acontece entre 13 e 15 de agosto no Cine Teatro \u00d3pera. A organiza\u00e7\u00e3o far\u00e1 men\u00e7\u00e3o ao falecimento de Fernando Brant e sua passagem pelo j\u00fari.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nathasja Rotter Texto originalmente publicado no jornal Foca Livre \u2018\u2019Est\u00e3o na esquina, cantando e tocando viol\u00e3o.\u2019\u2019 Assim eram identificados os membros do Clube da Esquina, movimento da MPB na d\u00e9cada de 60. 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