{"id":1530,"date":"2015-01-27T00:55:23","date_gmt":"2015-01-27T00:55:23","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1530"},"modified":"2015-01-27T00:55:23","modified_gmt":"2015-01-27T00:55:23","slug":"casal-de-atores-deixa-sua-marca-na-cena-teatral-de-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/casal-de-atores-deixa-sua-marca-na-cena-teatral-de-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Casal de atores deixa sua marca na cena teatral de Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p>Suellen Galv\u00e3o Jansen e Hugo Jansen Galv\u00e3o s\u00e3o casados h\u00e1 10 anos, mas diferente de muitos casais eles compartilham uma mesma paix\u00e3o, a paix\u00e3o pelo fazer teatro, que n\u00e3o apenas os uniu, mas os mant\u00eam juntos.<\/p>\n<p>Um grupo de amigos atores, uma casa com as portas abertas e a vontade de fazer uma pe\u00e7a que fugisse dos padr\u00f5es tradicionais motivou o casal a montar o grupo Ep\u00edteto em 2012. E foi assim que surgiu a pe\u00e7a chamada Mnem\u00f4nicos, que ficou instalada na casa de Suellen e Hugo durante dois meses.<\/p>\n<p><strong>Pierrot e Colombina<\/strong><\/p>\n<p>Suellen conheceu Hugo no ano de 2004 quando ainda estudava Geografia na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Passados apenas quatro meses de namoro, os dois decidiram se casar e foi ent\u00e3o que Suellen descobriu seu talento para o teatro.<\/p>\n<p>Hugo j\u00e1 fazia teatro h\u00e1 muito tempo quando conheceu Suellen e, em 2005, quando ingressaram em um curso de filosofia e tiveram de fazer uma tarefa juntos, ele sugeriu que fosse feita uma pequena pe\u00e7a teatral. \u201cTinha que ter um palha\u00e7o, mas a roupa que tinha n\u00e3o serviu para ningu\u00e9m e tive que ser eu a fazer. Eu n\u00e3o tinha a menor pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o para isso, mas fiz e foi muito bacana\u201d, relembra a atriz.<\/p>\n<p>No mesmo ano, Suellen j\u00e1 come\u00e7ou a fazer um curso de artes c\u00eanicas na cidade. Hugo recebeu um convite para participar de uma pe\u00e7a, mas n\u00e3o p\u00f4de ir e a indicou. Assim, os dois se tornaram oficialmente um casal de atores.<\/p>\n<p>Ainda em 2005, eles come\u00e7aram a fazer parte do mesmo grupo de teatro. Nesse per\u00edodo uma novidade surgiu no grupo de teatro: Suellen descobriu que estava gr\u00e1vida e, assim, mais uma menina passou a fazer parte da vida de Hugo.<\/p>\n<p>Em 2010 o casal viajou para Curitiba, para participar da banca de capacita\u00e7\u00e3o profissional do Sindicato dos Artistas e T\u00e9cnicos em Espet\u00e1culos de Divers\u00e3o (Sated) para registro profissional de ator e atriz.<\/p>\n<p>Passado um tempo e cansados dos moldes tradicionais de se fazer teatro que se enraizaram em Ponta Grossa, o casal decide tomar iniciativa e criar seu pr\u00f3prio grupo de teatro, o Ep\u00edteto. De uma simples ideia, surge uma pe\u00e7a teatral que mudou a rotina e a hist\u00f3ria da fam\u00edlia Galv\u00e3o Jansen.<\/p>\n<p><strong>Para ficar na mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de fazer teatro de uma forma mais livre e din\u00e2mica, Suellen e Hugo convidaram os amigos J\u00e9ssica Figueiredo e Alfredo Prestes para participarem da aventura. Pela falta de tempo e coincid\u00eancias de agenda, os amigos ensaiavam apenas uma vez por semana, na garagem da casa dos atores.<\/p>\n<p>Passados seis meses, o grupo de amigos decidiu que seria um bom momento para fazerem uma apresenta\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico. Foi quando passaram a se chamar Ep\u00edteto. O grupo tinha como principal caracter\u00edstica o texto original, a participa\u00e7\u00e3o colaborativa e a dire\u00e7\u00e3o coletiva. \u201cT\u00ednhamos como objetivo formar um grupo de atores que se preocupasse constantemente com a sua forma\u00e7\u00e3o\u201d, explica Hugo.<\/p>\n<p>Para que todas as dire\u00e7\u00f5es sa\u00edssem do papel, o grupo optou por se apresentar com o conceito de instala\u00e7\u00e3o c\u00eanica, em que o p\u00fablico n\u00e3o fica sentado, mas caminha passando pelos diferentes cen\u00e1rios da pe\u00e7a. \u201cPara isso precis\u00e1vamos de uma casa, tentamos de todos os jeitos inclusive alugar um espa\u00e7o, mas n\u00e3o aconteceu. Foi ent\u00e3o que tivemos a ideia de fazer aqui em casa mesmo\u201d, conta Suellen.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o surge um novo espa\u00e7o cultural na cidade, o Boazartes, onde a pe\u00e7a Mnem\u00f4nicos foi apresentada durante agosto e setembro de 2012. \u201cNatural que fosse assim, pois o profissional e o pessoal estavam misturados, foi dif\u00edcil para a rotina da casa, que teve de ser completamente mudada durante a temporada, mas tivemos muitas compensa\u00e7\u00f5es\u201d, conta Hugo.<\/p>\n<p>Apesar das apresenta\u00e7\u00f5es serem feitas dentro da casa da fam\u00edlia, a filha Clara, que na \u00e9poca tinha sete anos de idade, entendeu e se adaptou bem ao processo. \u201cO primeiro ensaio com p\u00fablico foi feito para ela e seus melhores amigos, at\u00e9 para que ela entendesse porque tinha que ficar na casa da v\u00f3 nos fins de semana e porque a mam\u00e3e estava usando seu quarto para apresentar uma pe\u00e7a\u201d, conta Suellen.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 mudou a rotina da fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m foi uma grande experi\u00eancia de carreira e de vida para os atores que participaram. O ator Alfredo Prestes relata: \u201cpercebi a coragem que h\u00e1 neles de abrir a sua pr\u00f3pria casa para uma instala\u00e7\u00e3o, abrindo m\u00e3o do desconforto de receber pessoas desconhecidas\u201d, conta o ator que teve o prazer de conhecer o casal e trabalhar com eles.<\/p>\n<p>Depois da temporada no espa\u00e7o cultural Boazartes, o grupo foi convidado pelo Sesc para se apresentar na Semana do Teatro e do Circo em mar\u00e7o de 2013. Mnem\u00f4nico \u00e9 o termo usado para as estrat\u00e9gias de memoriza\u00e7\u00e3o. E assim o grupo Ep\u00edteto passou a fazer parte da mem\u00f3ria teatral ponta-grossense.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 preciso pagar as contas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do talento e da imensa paix\u00e3o pelo teatro, o casal admite que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel viver apenas do teatro em Ponta Grossa. \u201cEle te abre portas, como dar aulas, por exemplo, mas em cena dificilmente\u201d, lamenta Suellen.<\/p>\n<p>Outra queixa do casal \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico de teatro da cidade: \u201cO Fenata, por exemplo, tem uma grande aceita\u00e7\u00e3o, mas isso porque s\u00e3o artistas de fora, os artistas daqui n\u00e3o tem o mesmo carinho do publico, \u00e9 quase um parto arrumar plateia\u201d, conta. \u201cIsso acontece pelo que chamo de \u2018complexo de vira-lata sarnento\u2019, tudo que \u00e9 daqui \u00e9 ruim, ent\u00e3o para a gente, que \u00e9 de Ponta Grossa, \u00e9 pior ainda\u201d, explica Hugo.<\/p>\n<p>Mas os atores conseguem ver mesmo assim uma grande estrada pela frente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de plateia. Durante as apresenta\u00e7\u00f5es de Mnem\u00f4nicos a maior parte do p\u00fablico era jovem, o que \u00e9 bastante promissor. \u201cAchei muito legal e diferente eles prepararem voc\u00ea na entrada, te envolverem no assunto\u201d, relembra Barbara Cruvinel, universit\u00e1ria que assistiu a apresenta\u00e7\u00e3o no Sesc.<\/p>\n<p>Suellen tamb\u00e9m lembra da iniciativa da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura que pode ajudar na forma\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico. Trata-se do Plano de Descentraliza\u00e7\u00e3o da Cultura, que vem organizando oficinas de ballet, audiovisual, hip hop e teatro nos bairros da cidade. \u201cAlguns grupos j\u00e1 se apresentaram para a comunidade e est\u00e3o come\u00e7ando a circular em outros bairros com a pe\u00e7a\u201d, conta Eduardo Godoy, assessor de imprensa da Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E aos poucos, com a iniciativa ousada de pequenos grupos, a cena teatral da cidade deve se expandir. Projetos como o do casal Suellen e Hugo s\u00e3o um bom exemplo a ser lembrado e admirado.<\/p>\n<p>Reportagem de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/search?SearchableText=Isabela%20Almeida\">Isabela Almeida<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Suellen Galv\u00e3o Jansen e Hugo Jansen Galv\u00e3o s\u00e3o casados h\u00e1 10 anos, mas diferente de muitos casais eles compartilham uma mesma paix\u00e3o, a paix\u00e3o pelo fazer teatro, que n\u00e3o apenas os uniu, mas os mant\u00eam juntos. 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