{"id":1558,"date":"2015-02-26T13:35:44","date_gmt":"2015-02-26T13:35:44","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1558"},"modified":"2015-02-26T13:35:44","modified_gmt":"2015-02-26T13:35:44","slug":"ideias-que-movimentam-estantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/ideias-que-movimentam-estantes\/","title":{"rendered":"Ideias que movimentam estantes"},"content":{"rendered":"<p>A aten\u00e7\u00e3o dos ponta-grossenses voltou-se em 2012 para a Biblioteca P\u00fablica Municipal, por causa de uma pol\u00eamica com os vidros do banheiro da obra rec\u00e9m constru\u00edda, que eram transparentes. Depois disso, ao fazer uma r\u00e1pida visita ao local, percebe-se que a maioria dos corredores permanece praticamente vazio.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, projetos que incentivam a leitura na cidade n\u00e3o faltam. Gisele Aparecida Fran\u00e7a, coordenadora do espa\u00e7o, conta que neste ano a Biblioteca ganhou um pr\u00eamio nacional em 23\u00ba lugar com o projeto \u201cPrograma de Visitas Monitoradas\u201d, que concorreu com outras 52 bibliotecas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como o nome j\u00e1 diz, o projeto funciona com visitas individuais ou em grupo que podem ser agendadas durante o hor\u00e1rio de funcionamento da Biblioteca. O projeto abrange: visitas no geral, visita no setor de obras raras, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, Curta o curta, Desvendando poesia, Oficina de desenho, Oficina de arte para crian\u00e7as, PC Conta, entre outros.<\/p>\n<p>Outro programa da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u201cLevando para casa\u201d, que disponibiliza no audit\u00f3rio centenas de obras para que o p\u00fablico possa adquirir gratuitamente. Segundo Gisele, os livros foram todos conseguidos por doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Conte na biblioteca<\/strong><\/p>\n<p>Mariane Filipkowski, respons\u00e1vel pelo projeto Conte na Biblioteca, que existe desde 2012, afirma que os idosos frequentam regularmente o espa\u00e7o e n\u00e3o faltam a uma reuni\u00e3o. \u201cAntes eu ia com uma funcion\u00e1ria l\u00e1 na Pra\u00e7a Get\u00falio Vargas. Quando a Biblioteca foi inaugurada, transferimos o projeto para aproximar as pessoas e incentivar o gosto pela leitura.\u201d Os encontros do Conte acontecem uma vez por m\u00eas, sempre na segunda quarta-feira do m\u00eas.<\/p>\n<p>Marine conta que j\u00e1 foram discutidos assuntos como carnaval, maternidade e idoso. A pessoa que participa pode ler um livro e trazer para a roda de conversa, algumas vezes Mariane prepara textos para serem discutidos e outras vezes os idosos trazem textos de casa feitos por eles mesmos. O encontro \u00e9 livre, quem quiser falar, ou contar uma hist\u00f3ria, pode fazer o que quiser. Mariane destaca que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 incentivar a intera\u00e7\u00e3o e recorda\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias dos idosos.<\/p>\n<p>Nos encontros participam uma m\u00e9dia de 12 idosos. Dona Anita de G\u00f3es \u00e9 uma das participantes do \u2018Conte na Biblioteca\u2019. Ela relata que gosta muito de ler e que participa do grupo para conhecer novas hist\u00f3rias. \u201cEstou enriquecendo muito com o grupo. Eu gosto de participar como ouvinte para conhecer hist\u00f3rias e indica\u00e7\u00f5es de livros\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Pega\u00ed que a leitura \u00e9 gr\u00e1tis<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEu sempre quis fazer uma coisa, tipo uma estante de trocas dentro da UEPG. Ano passado assisti uma reportagem na televis\u00e3o, em que tinha um grupo de motoboys fazendo uma bicicloteca, em que eles tinham uma bicicleta com uma caixa que enchiam de livros e saiam distribuindo.\u201d Foi assim que surgiu a ideia do projeto Pega\u00ed, conforme conta o idealizar e coordenador do projeto, Idomar Augusto Cerutti. Hoje, o Pega\u00ed conta com 10 estantes e 30 caixas de coleta na cidade e cerca de 90 volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Como o nome \u2013 Pega\u00ed &#8211; diz, a leitura \u00e9 gr\u00e1tis, n\u00e3o o livro. O objetivo do projeto \u00e9 fazer com que o livro seja lido e retorne para ser oferecido a outra pessoa. \u201cA ideia \u00e9 fazer um trabalho desburocratizado, sem que ningu\u00e9m precise fazer registro com carteirinha, dar o nome, entregar num prazo. \u00c9 chegar \u00e0 estante, escolher, pegar e levar\u201d.<\/p>\n<p>Ao ser questionado quanto ao retorno dos livros, Idomar afirma que a preocupa\u00e7\u00e3o do projeto n\u00e3o \u00e9 essa. \u201cNos pontos em que a estante fica sempre tem a caixa de coleta para que eu tenha este controle de que o livro volte. Se a pessoa devolver direto na estante eu n\u00e3o fico sabendo. Quando ela devolve na caixa, a gente faz o registro de que o livro voltou e depois ele volta para a estante e o ciclo continua\u201d, relata. Ele observa que tem mais ou menos 10% de registro dos livros que retornaram. \u00c9 um n\u00famero subestimado porque tem muito livro que volta direto para a estante. Segundo o coordenador, j\u00e1 circularam mais de 23 mil livros na cidade.<\/p>\n<p>No projeto Pega\u00ed, h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o nos livros em dois tipos: os que podem ser entregues numa escola infantil, e os gerais que n\u00e3o tem exatamente uma separa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s temos uma preocupa\u00e7\u00e3o de colocar em alguns livros adultos uma etiqueta de leitura impr\u00f3pria. Ent\u00e3o teoricamente tem tr\u00eas tipos de separa\u00e7\u00e3o, mas na estante normal vai leitura para adultos tamb\u00e9m\u201d, diz Idomar.<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 da venda do livro. Todas as obras t\u00eam o carimbo do projeto na lombada e na primeira p\u00e1gina. O projeto tem um acordo com as lojas de livros usados da cidade, para que n\u00e3o aceite livros com o carimbo do Pega\u00ed. \u201cQuando a gente recebe livros t\u00e9cnicos, que n\u00e3o \u00e9 o foco do nosso projeto, mas que \u00e9 um livro bom eu levo no sebo e troco. Troco por livro de literatura, principalmente infantil\u201d, conta.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas pessoas que doam livros para o projeto. Para isso, basta colocar na caixa de coleta. Por\u00e9m, deve haver um crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o antes de doar, para garantir obras de qualidade aos futuros leitores. Outra quest\u00e3o \u00e9 n\u00e3o colocar o livro na estante junto com os livros j\u00e1 etiquetados.<\/p>\n<p>\u201cD\u00e1 d\u00f3 de falar que j\u00e1 coloquei uma barsa num recicl\u00e1vel, porque n\u00e3o tem ningu\u00e9m que aceite, nem mesmo biblioteca. Isso vira um problema para n\u00f3s, porque o nosso foco n\u00e3o \u00e9 esse. Se eu colocar na estante vai ficar l\u00e1. Nosso foco \u00e9 o livro de leitura. As pessoas t\u00eam que entender que antes de entregar para n\u00f3s, elas devem fazer uma triagem. Tem algumas coisas que n\u00f3s conseguimos fazer troca, por exemplo, revistas e gibis, eu direciono para algumas gibitecas da cidade\u201d, diz Idomar.<\/p>\n<p>O projeto trabalha com diversos aspectos: o h\u00e1bito da leitura, a quest\u00e3o do desapego, o acesso \u00e0 leitura para todos e tamb\u00e9m com a cidadania, ao estimular a pr\u00e1tica do voluntariado.<\/p>\n<p>Outro projeto de Ponta Grossa que atua na forma\u00e7\u00e3o de novos leitores \u00e9 o Bando da Leitura, que funciona todas as quartas (14 horas) e sextas-feiras (9 horas), na casa da coordenadora, que foi transformada em um ponto de cultura. Luc\u00e9lia Clarindo, coordenadora do projeto, fala sobre a necessidade de projetos que incentivem a leitura na cidade: \u201cAcho que existem bons projetos, mas \u00e9 claro que se fazem necess\u00e1rias mais iniciativas para que o gosto pela leitura continue e envolva pessoas de todas as idades\u201d.<\/p>\n<p>Luc\u00e9lia revela que est\u00e1 sempre em contato com pessoas e institui\u00e7\u00f5es de est\u00edmulo \u00e0 leitura. \u201cS\u00e3o v\u00e1rios os projetos em todas as esferas. Mas \u00e9 preciso que estes projetos alcancem as pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Reportagem de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/search?SearchableText=Mariana%20Tozetto\">Mariana Tozetto<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aten\u00e7\u00e3o dos ponta-grossenses voltou-se em 2012 para a Biblioteca P\u00fablica Municipal, por causa de uma pol\u00eamica com os vidros do banheiro da obra rec\u00e9m constru\u00edda, que eram transparentes. 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