{"id":1693,"date":"2016-06-13T23:05:29","date_gmt":"2016-06-13T23:05:29","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1693"},"modified":"2016-06-13T23:05:29","modified_gmt":"2016-06-13T23:05:29","slug":"grupos-se-mobilizam-contra-cultura-do-estupro-em-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/grupos-se-mobilizam-contra-cultura-do-estupro-em-pg\/","title":{"rendered":"Grupos se mobilizam contra cultura do estupro em PG"},"content":{"rendered":"<p>O estupro pode ser caracterizado, conforme defini\u00e7\u00e3o presente nos dicion\u00e1rios, como todo ato n\u00e3o consentido em que se utiliza da viol\u00eancia para a sua consuma\u00e7\u00e3o. Ao longa da hist\u00f3ria, observa-se que tal pr\u00e1tica era recorrente como forma de oprimir mulheres, n\u00e3o existindo puni\u00e7\u00e3o para o estupro. Hoje, existem pa\u00edses que continuam com a pr\u00e1tica, mas o ato \u00e9 visto pela ONU e pelos pa\u00edses membros como uma grande viola\u00e7\u00e3o aos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o termo \u2018cultura do estupro\u2019, utilizado desde os anos 70 por feministas norte-americanas, pode ser sintetizado como a normaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher. Para destacar a necessidade de debate sobre o assunto no Brasil, um indicador da gravidade do problema \u00e9 o de que 38,72% das mulheres que sofrem viol\u00eancia s\u00e3o agredidas diariamente, segundo balan\u00e7o realizado no per\u00edodo de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento \u00e0 Mulher.<\/p>\n<p>O caso de estupro coletivo que ocorreu no Rio de Janeiro, no m\u00eas de maio, em que uma menina desacordada foi violentada por mais de 30 homens, ganhou repercuss\u00e3o nacional e internacional. Motivou o pa\u00eds e salientou ainda mais a necessidade da discuss\u00e3o da cultura do estupro. \u201cO caso foi t\u00e3o chocante que fez a gente acordar para o fato de que a cultura do estupro ainda \u00e9 muito forte na nossa sociedade e precisa ser combatida diariamente\u201d, afirma Kat Rockenbach, coordenadora da Frente Feminista Malalas de Ponta Grossa.<\/p>\n<p>Devido ao caso de viol\u00eancia contra a adolescente no Rio de Janeiro, ocorreu no dia 28 de maio o Ato pelo Fim da Cultura de Estupro no Parque Ambiental, \u00e0s 14 horas. A manifesta\u00e7\u00e3o foi organizada pela Frente Feminista Malalas, que foi formada em abril deste ano e j\u00e1 possui 51 integrantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a cultura do estupro<\/strong><\/p>\n<p>O estupro pode ser identificado como cultural por estar disseminado nas pr\u00e1ticas cotidianas. Exemplos que expressam a cultura do estupro podem ser verificados quando uma mulher \u00e9 repreendida pela roupa que usa, quando se repercutem piadas machistas, ou mesmo nas produ\u00e7\u00f5es musicais que representam as mulheres de forma negativa.<\/p>\n<p>Outro espa\u00e7o de dissemina\u00e7\u00e3o da cultura do estupro \u00e9 a publicidade, que costuma associar a mulher a um objeto, retirando sua representa\u00e7\u00e3o individual. Uma pesquisa realizada pela Data Popular e Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o no ano de 2013 revela que,\u00a0para 58% das pessoas entrevistadas, as propagandas de TV mostram a mulher como um objeto sexual.<\/p>\n<p>Todos esses fatores contribuem para que a v\u00edtima internalize a culpa pela viol\u00eancia sofrida. Em um question\u00e1rio do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA) de 2013, foi apurado que existem 527 mil casos de tentativa ou consuma\u00e7\u00e3o de estupros, mas apenas 10% deste percentual s\u00e3o reportados \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es de grupos feministas<\/strong><\/p>\n<p>Para o m\u00eas de junho, a Frente Feminista Malalas est\u00e1 mobilizando uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o chamada \u201cN\u00e3o \u00c9 Amor<em>\u201d<\/em>, contra relacionamentos abusivos, que pode ser acompanhada pela p\u00e1gina no facebook do grupo (<span class=\"link-https\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/FrenteFeministaMalalas\/?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/FrenteFeministaMalalas\/?fref=ts<\/a><\/span>)<\/p>\n<p>O coletivo Feminista Resist\u00eancia Amp\u00f4, outro grupo de Ponta Grossa, j\u00e1 possui 114 integrantes e tamb\u00e9m realiza a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 desconstru\u00e7\u00e3o das desigualdades que afetam as mulheres. Os debates e a\u00e7\u00f5es do grupo s\u00e3o divulgados em sua p\u00e1gina (<span class=\"link-https\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/coletivoamapo\/?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/coletivoamapo\/?fref=ts<\/a><\/span>)<\/p>\n<p>Sobre o estupro coletivo, grupos de pesquisa formados em institui\u00e7\u00f5es de ensino tamb\u00e9m demarcam sua posi\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do manifesto divulgado pelo grupo de pesquisa Jornalismo e G\u00eanero, da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A \u00edntegra do documento pode ser conferida na p\u00e1gina do facebook: (<span class=\"link-https\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornalismoegeneroUEPG\/?fref=nf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/jornalismoegeneroUEPG\/?fref=nf<\/a><\/span>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estupro pode ser caracterizado, conforme defini\u00e7\u00e3o presente nos dicion\u00e1rios, como todo ato n\u00e3o consentido em que se utiliza da viol\u00eancia para a sua consuma\u00e7\u00e3o. Ao longa da hist\u00f3ria, observa-se que tal pr\u00e1tica era recorrente como forma de oprimir mulheres, n\u00e3o existindo puni\u00e7\u00e3o para o estupro. Hoje, existem pa\u00edses que continuam com a pr\u00e1tica, mas&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":1697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[41,28],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1693"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1693\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}