{"id":1754,"date":"2015-12-05T10:01:12","date_gmt":"2015-12-05T10:01:12","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1754"},"modified":"2015-12-05T10:01:12","modified_gmt":"2015-12-05T10:01:12","slug":"os-caminhos-da-fe-islamica-em-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/os-caminhos-da-fe-islamica-em-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Os caminhos da f\u00e9 isl\u00e2mica em Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Jos\u00e9 Tramontin<\/em><\/p>\n<p>Em Ponta Grossa, a comunidade mu\u00e7ulmana costuma se reunir na Mesquita Imam Ali. Pode parecer ir\u00f4nico, mas ela fica localizada em uma rua com refer\u00eancias extremamente cat\u00f3licas, a Rua do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio verde berrante, constru\u00eddo em 1997, recebe os praticantes do Isl\u00e3 toda semana, principalmente \u00e0s sextas-feiras por volta das 13 horas, hor\u00e1rio em que v\u00e1rios mu\u00e7ulmanos se re\u00fanem para fazer suas ora\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00f3s constru\u00edmos a mesquita com amigos mu\u00e7ulmanos. Juntamos o dinheiro e come\u00e7amos as obras\u201d, conta Nowreddine El Sayed, um dos l\u00edderes da religi\u00e3o na cidade.<\/p>\n<p>A comunidade mu\u00e7ulmana come\u00e7ou a se formar h\u00e1 80 anos, com a chegada de estrangeiros vindos do oriente m\u00e9dio. Eram cerca de 70 fam\u00edlias. Hoje \u00e9 composta tamb\u00e9m por muitos ponta-grossenses e pessoas naturais de outras cidade que se converteram ao isl\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cA religi\u00e3o conseguiu entrar no cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas, mostrando as coisas bonitas, fazendo as pessoas gostarem dessa religi\u00e3o\u201d, afirma Nowreddine.<\/p>\n<p>Os costumes praticados pelos seguidores da religi\u00e3o em Ponta Grossa n\u00e3o s\u00e3o diferentes do que o resto do mundo faz. As cinco ora\u00e7\u00f5es di\u00e1rias sempre voltadas para a cidade de Meca, o Ramad\u00e3 (grande per\u00edodo de jejum) e o uso frequente da l\u00edngua \u00e1rabe. A \u00fanica diferen\u00e7a s\u00e3o as vestimentas tradicionais da religi\u00e3o, que s\u00e3o deixadas um pouco de lado.<\/p>\n<p>Nas festas de final de ano, a mesquita fica cheia de fi\u00e9is. Tanto sunitas quanto xiitas, costumam participar das ora\u00e7\u00f5es, que juntam entre 80 e 90 pessoas, desde europeus a africanos.<\/p>\n<p><strong>A falta de conhecimento gera a intoler\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira 13 o mundo voltou a colocar o dedo na cara do isl\u00e3. Os atentados terroristas praticados em Paris, trouxeram mais uma vez o fantasma do fundamentalismo religioso \u00e0 tona, gerando mais uma enxurrada de coment\u00e1rios intolerantes e preconceituosos. A maioria das pessoas coloca todos os mu\u00e7ulmanos no mesmo saco, sem levar em conta que o radicalismo \u00e9 praticado por uma minoria.<\/p>\n<p>\u201cIsso que o grupo Estado Isl\u00e2mico vem fazendo no mundo n\u00e3o \u00e9 o Isl\u00e3\u201d, conta Abdul Hamyd, isl\u00e2mico h\u00e1 doze anos. \u201cEles tem uma vis\u00e3o completamente deturpada. E o que a cobertura da televis\u00e3o vem fazendo tamb\u00e9m \u00e9 uma sacanagem. Ajuda a propagar essa imagem de que o mu\u00e7ulmano \u00e9 terrorista. Todas as c\u00e2meras se voltam para condenar o Isl\u00e3 e esquecem dos outros problemas do mundo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A intoler\u00e2ncia religiosa ganhou for\u00e7a ao redor do mundo nos \u00faltimos anos. Em Ponta Grossa, por exemplo, a mesquita isl\u00e2mica Imam Ali sofreu com ataques de v\u00e2ndalos em Julho deste ano. Diariamente vemos not\u00edcias que revelam a\u00e7\u00f5es de intoler\u00e2ncia contra v\u00e1rias religi\u00f5es no Brasil.<\/p>\n<p>Rosana dos Santos, dona de casa, se converteu ao Isl\u00e3 h\u00e1 oito anos. \u201cFelizmente eu nunca sofri com isso, mas eu sei que algumas pessoas acham estranho\u201d. Ela n\u00e3o costuma sair de casa com a roupa tradicional da religi\u00e3o, o Icharb, apenas quando vai \u00e0 mesquita. \u201cN\u00e3o me sinto preparada ainda para isso\u201d, diz.<\/p>\n<p>Nowreddine El Sayed \u00e9 um dos fundadores da \u00fanica mesquita ponta-grossense. \u00c1rabe de nascimento, mudou-se para Ponta Grossa em 1996, e desde essa \u00e9poca luta para difundir o Isl\u00e3 que acredita ser o verdadeiro, o que foge do radicalismo. \u201c\u00c9 preciso entender a religi\u00e3o que o profeta Mohhamed trouxe pra n\u00f3s atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. O fanatismo nunca foi isl\u00e2mico\u201d. Nowreddine tamb\u00e9m acha que a cobertura midi\u00e1tica vem, ao longo dos anos, ajudando a criar uma imagem errada sobre a f\u00e9 mu\u00e7ulmana. \u201cO ensinamento da religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ensinamento de matar ou atacar os outros\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>O capoeirista tem religi\u00e3o, a capoeira n\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre fui um cara pacato. Nada de lutas, nada de armas, nada de incita\u00e7\u00f5es ao \u00f3dio ou \u00e0 viol\u00eancia. Mas sabe-se l\u00e1 porque cargas d\u2019\u00e1gua eu marquei pra fazer uma aula de capoeira. Foi um impulso curioso, daqueles que voc\u00ea pensa \u201cah, se eu n\u00e3o fizer nunca vou saber como \u00e9\u201d. Tamb\u00e9m tem o lance da mat\u00e9ria que estava escrevendo. A minha fonte era um mu\u00e7ulmano. Um mu\u00e7ulmano professor de capoeira. Um dia antes eu fui bater um papo com ele e recebi o convite pra aula. No dia seguinte cheguei exatamente no hor\u00e1rio marcado. 18 horas.<\/p>\n<p>Vinte minutos esperando em frente \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Moradores do Bairro Santa L\u00facia, nada da minha fonte chegar. Ser\u00e1 que \u00e9 da cultura mu\u00e7ulmana atrasar-se? Realmente sou neur\u00f3tico com hor\u00e1rios. Ele n\u00e3o chegava, mas dali a pouco me vi cercado de crian\u00e7as, umas com roupas de capoeira, outras com roupas normais, todas saracoteando, o que parecia ser uma esp\u00e9cie de aquecimento para a aula que viria.<\/p>\n<p>Um carro azul escuro, um tanto velho, mas nem t\u00e3o velho assim desponta na esquina.<\/p>\n<p>&#8211; Eu falei que o profe se atrasa sempre. Mas ele nunca falta. Quando o carro estaciona leio em \u00e1rabe um adesivo colado no vidro traseiro \u201cN\u00e3o h\u00e1 outro deus sen\u00e3o Allah. Reconhe\u00e7o que Maom\u00e9 \u00e9 profeta de Allah\u201d.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 mentira. Eu n\u00e3o sei ler \u00e1rabe coisa nenhuma. Quem traduziu pra mim foi o pr\u00f3prio professor de capoeira, Abdul Hamyd. &#8211; \u00c1rabe se l\u00ea de tr\u00e1s pra frente \u2013 ele disse.<\/p>\n<p>Grande diferen\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p>Primeiro come\u00e7ou a aula das crian\u00e7as. Fiquei fotografando e prestando aten\u00e7\u00e3o em todos os exerc\u00edcios. Mas a todo momento passava pela minha cabe\u00e7a que eu nunca mais iria encontrar na vida um professor de capoeira mu\u00e7ulmano. Eu estava realmente espantado com isso. E como fica a religi\u00e3o? Os mu\u00e7ulmanos, at\u00e9 onde eu sabia, adoravam um \u00fanico deus e eram extremamente cuidadosos para que seus h\u00e1bitos nunca fossem contra o que prega a religi\u00e3o. E a capoeira tem v\u00e1rios elementos do candombl\u00e9 e do sincretismo religioso brasileiro.<\/p>\n<p>&#8211; A capoeira tem muito do candombl\u00e9 e do Isl\u00e3 \u2013 conta Abdul. Nesse momento eu reparo em como as suas olheiras formam duas crateras enormes no seu rosto. Ele est\u00e1 vestindo o Taqiyah (chap\u00e9u isl\u00e2mico de croche) e preserva a barba comprida. Elementos que o homem isl\u00e2mico deve usar para mostrar seu respeito perante deus. Durante a aula, o Taqiyah \u00e9 deixado de lado, mostrando uma calv\u00edcie prematura.<\/p>\n<p>&#8211; Muitos dos escravos que praticavam a capoeira no Brasil, vieram de pa\u00edses isl\u00e2micos da \u00c1frica e continuaram praticando a religi\u00e3o aqui, junto com a capoeira. J\u00e1 ouviu falar na revolta dos Mal\u00eas? Eram esses escravos.<\/p>\n<p>A\u00ed comecei a receber uma aula de hist\u00f3ria, o que era natural, j\u00e1 que Abdul, mu\u00e7ulmano h\u00e1 12 anos, passou mais de cinco estudando a l\u00edngua \u00e1rabe e o pr\u00f3prio Isl\u00e3 no Instituto Latino Americano de Estudos Isl\u00e2micos, em Maring\u00e1. Inclusive foi para pa\u00edses como Espanha e Kwait para praticar e buscar conhecimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de bastante instru\u00eddo, ele parece ser um cara s\u00e9rio. N\u00e3o d\u00e1 mole pra crian\u00e7ada da capoeira. Levanta a voz e toma as r\u00e9deas. Um dos seus tr\u00eas filhos est\u00e1 no meio dos alunos. Said, ou \u201cmorrinho\u201d como foi apelidado, \u00e9 o que tem mais desenvoltura. Imagino o quanto o garoto n\u00e3o deve ser cobrado em casa pelo pai, que imp\u00f5e muito respeito do alto dos seus quase 1,90m de altura.<\/p>\n<p>Acaba a aula das crian\u00e7as, vou trocar de roupa.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea j\u00e1 fez capoeira antes? \u2013 me pergunta Abdul.<\/p>\n<p>&#8211; Nunquinha.<\/p>\n<p>&#8211; Nada mesmo?<\/p>\n<p>&#8211; Nada.<\/p>\n<p>Ele olha pra mim e sorri, como se pensasse \u201cvamos ver quantos minutos esse cara acha que aguenta na minha aula\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos com uma sequ\u00eancia de alongamentos. At\u00e9 a\u00ed tudo bem, me garanto tranquilamente. Uma corridinha? Beleza, manda mais que t\u00e1 pouco.<\/p>\n<p>N\u00e3o se passaram vinte minutos e eu j\u00e1 estava estuporado, pedindo arrego em meio \u00e0s sequ\u00eancias de golpes que ele tentava me ensinar. At\u00e9 que em um deles \u201cRRRREEEEEEECKKKKKK\u201d. A minha cal\u00e7a rasgou quando fazia um movimento chamado \u201carmada\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Hahahahahahahaha parece que voc\u00ea t\u00e1 com um problema a\u00ed amigo! \u2013 Abdul faz tro\u00e7a da situa\u00e7\u00e3o tentando me tranquilizar.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o adianta. Na minha cabe\u00e7a me imagino vestindo a roupa completa de um mu\u00e7ulmano, a Burca, pra tentar esconder o rombo da minha cal\u00e7a. Minutos antes o pr\u00f3prio Abdul havia dito que a vestimenta mu\u00e7ulmana n\u00e3o \u00e9 usada por fundamentalismo, mas por pudor! E como eu ia continuar tendo aula de capoeira com um mu\u00e7ulmano sendo que a minha cal\u00e7a tinha um buraco maior do que o da camada de oz\u00f4nio, deixando aparecer a minha cueca? Cad\u00ea o pudor nisso?<\/p>\n<p>Sem falar que ele n\u00e3o era o \u00fanico praticante do isl\u00e3 no sal\u00e3o. Seus tr\u00eas filhos e sua esposa estavam ali. Inclusive ela estava participando da aula. Que vergonha.<\/p>\n<p>Um pouco antes ela me contava o quanto o Abdul \u00e9 um pai r\u00edgido. Rosana dos Santos, 32, casou-se h\u00e1 13 anos com Tiago Sebasti\u00e3o dos Santos. Agora \u00e9 esposa de Abdul Hamyd, embora ainda o chame de Tiago. A mudan\u00e7a de nome vem com a convers\u00e3o completa para o Isl\u00e3. Foi o pr\u00f3prio Tiago quem escolheu Abdul, que significa \u201co servo do louvad\u00edssimo\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Eu vi num livro chamado \u201cOs 99 nomes mais belos de Deus\u201d.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o para a convers\u00e3o ao isl\u00e3 tamb\u00e9m foi influenciada por refer\u00eancias culturais. A m\u00e3e era evang\u00e9lica e o fazia estudar a b\u00edblia, mas ele gostava mesmo era dos filmes de profeta. Um dia conheceu Rodrigo Abdulkareem, na BRFoods em Carambe\u00ed, lugar que trabalha at\u00e9 hoje. Rodrigo j\u00e1 praticava o Isl\u00e3 e apresentou alguns livros para Tiago, um deles foi \u201cA b\u00edblia, o alcor\u00e3o e a ci\u00eancia\u201d. A partir da\u00ed, Tiago aprofundou seus estudos, e em seis meses estava convertido.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de vida \u00e9 radical. A come\u00e7ar pelas ora\u00e7\u00f5es. Abdul conta que s\u00e3o cinco momentos de ora\u00e7\u00e3o por dia, todos eles virados para a cidade sagrada de Meca. Os hor\u00e1rios que ele costuma orar s\u00e3o 5:30h, 12:30h, 15:00h, 18:30h e 20:00h. Al\u00e9m disso, ele explica que existem dois tipos de ora\u00e7\u00f5es, a Duai, que \u00e9 a s\u00faplica pessoal, e a Salat, que segue as regras do isl\u00e3 e deve ser professada em \u00e1rabe. Em todos os momentos de ora\u00e7\u00e3o, o fiel deve lavar-se em sinal de purifica\u00e7\u00e3o para ficar diante de deus.<\/p>\n<p>&#8211; Pra que lado fica a Meca? \u2013 eu pergunto.<\/p>\n<p>&#8211; Ali pro lado do mercado Big, naquela dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A aula vai chegando ao final, eu quase n\u00e3o tenho pernas pra mais nada. Concluo que capoeira n\u00e3o \u00e9 para mim e um mu\u00e7ulmano n\u00e3o \u00e9 um bicho de sete cabe\u00e7as, muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo a seguir foi realizado na mesquita Imam Ali, localizada na rua do Ros\u00e1rio, e traz uma entrevista com Nowreddine El Sayed, um dos principais membros da comunidade mu\u00e7ulmana de Ponta Grossa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Tramontin Em Ponta Grossa, a comunidade mu\u00e7ulmana costuma se reunir na Mesquita Imam Ali. Pode parecer ir\u00f4nico, mas ela fica localizada em uma rua com refer\u00eancias extremamente cat\u00f3licas, a Rua do Ros\u00e1rio. 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