{"id":1821,"date":"2016-04-04T00:51:47","date_gmt":"2016-04-04T00:51:47","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1821"},"modified":"2016-04-04T00:51:47","modified_gmt":"2016-04-04T00:51:47","slug":"sexta-as-seis-incentiva-producao-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/sexta-as-seis-incentiva-producao-local\/","title":{"rendered":"Sexta \u00e0s Seis incentiva produ\u00e7\u00e3o local"},"content":{"rendered":"<p>Por Marcelo Ribas<\/p>\n<p>Sexta feira \u00e0s 18 horas. Em Ponta Grossa, \u00e9 a hora e o dia da semana em que os amantes do rock n\u2019roll costumam se reunir para ouvir as bandas locais se apresentarem na plataforma da Esta\u00e7\u00e3o Saudade no projeto \u2018Sexta \u00e0s Seis\u2019.<\/p>\n<p>O projeto faz parte do cen\u00e1rio cultural da m\u00fasica em Ponta Grossa desde os anos 1990, mas passou por interrup\u00e7\u00f5es. Muitas bandas v\u00eaem o Sexta \u00e0s Seis como vitrine para se tornarem conhecidas musicalmente no cen\u00e1rio local, sendo um dos poucos projetos que valorizam e incentivam o Rock n\u2019 Roll .<\/p>\n<p>\u201cTocamos duas vezes no \u2018Sexta \u00e0s Seis\u2019, uma em 2014 e outra em 2015. Para a banda sempre \u00e9 bom apresentar-se num evento em que o publico \u00e9 aberto, pois v\u00e1rias pessoas podem conhecer nosso trabalho. Muita gente est\u00e1 de passagem por ali e fica para olhar. O projeto agregou positivamente para a banda\u201d, conta Itto Eleut\u00e9rio, baixista da banda Jump.<\/p>\n<p>De acordo com a Secretaria de Cultura, o local escolhido para as apresenta\u00e7\u00f5es \u00e9 estrat\u00e9gico, e como s\u00e3o shows abertos \u00e9 poss\u00edvel atingir p\u00fablicos variados. \u201cAli na esta\u00e7\u00e3o Saudade \u00e9 um local onde o espa\u00e7o \u00e9 amplo, tem boa ilumina\u00e7\u00e3o e fica ao lado do terminal central. Conseguimos abranger um p\u00fablico bem maior pela localiza\u00e7\u00e3o do evento\u201d, explica o diretor de Cultura\u00a0Luis\u00a0<em>Cirillo<\/em>\u00a0Barbisan.<\/p>\n<p>Para bandas que j\u00e1 est\u00e3o h\u00e1 algum tempo na estrada, o Sexta \u00e0s Seis torna-se importante local para divulga\u00e7\u00e3o de suas can\u00e7\u00f5es autorais. \u201cPara n\u00f3s, que fazemos som autoral, quanto mais shows com p\u00fablicos maiores e em lugares abertos, melhor. Conseguimos divulgar para mais pessoas nosso trabalho\u201d, exp\u00f5e Ronaldo Costa, vocalista da banda Fire Hunter.<\/p>\n<p>As bandas s\u00e3o escolhidas por uma comiss\u00e3o julgadora, que analisa os quesitos arranjos, conjunto, afina\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e timbre, al\u00e9m da adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s propostas do projeto. \u201cTem algumas bandas que s\u00e3o muito boas e outras que est\u00e3o melhorando. Ent\u00e3o estamos procurando oportunizar a todos na medida do poss\u00edvel\u201d, argumenta Cirillo.<\/p>\n<p>Em 2015, 20 bandas foram selecionadas para se apresentarem no \u2018Sexta as Seis\u2019 e outras 12 escolhidas para fazer o show de abertura, por\u00e9m sem receber o cach\u00ea de R$ 600,00. Al\u00e9m destas, quatro bandas que n\u00e3o se apresentaram em 2014 devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do mau tempo tamb\u00e9m fizeram parte da programa\u00e7\u00e3o, totalizando 36 bandas em 2015. No entanto, as chuvas impediram que algumas delas se apresentassem nas datas marcadas.<\/p>\n<p>Para grupos iniciantes, como a banda Astrid, que foi fundada em 2014, o Sexta \u00e0s Seis surge como \u2018alavanca\u2019 para o crescimento. A Astrid se apresentou nos \u00faltimos dois anos no projeto. \u201cEm 2014 fomos a banda de abertura, mas em 2015 conseguimos nos classificar como banda principal, e foi o maior show que j\u00e1 fizemos at\u00e9 o momento. P\u00fablico euf\u00f3rico do come\u00e7o ao fim, cantando e vibrando com as m\u00fasicas. Simplesmente memor\u00e1vel para n\u00f3s\u201d, conta C\u00e1ssio Murilo, vocalista da Astrid.<\/p>\n<p>O p\u00fablico que sempre enche o gramado da Esta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m considera um projeto importante e essencial para a cidade. \u201c\u00c9 uma iniciativa legal por parte da Prefeitura. O espa\u00e7o aberto ao p\u00fablico, sem taxa de entrada, nas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es contou com a forte presen\u00e7a da guarda municipal fazendo a seguran\u00e7a\u201d, explica Lucas Machado.<\/p>\n<p><strong>Das idas e voltas, um pouco da hist\u00f3ria do Sexta \u00e0s Seis<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Sexta \u00e0s Seis conta com idas e voltas. Em 1990, na gest\u00e3o do prefeito Pedro Wosgrau, nascia o projeto musical. Perdurou at\u00e9 1992, quando foi encerrado, retornando somente 13 anos depois.\u00a0 Em 2005 ressurge o projeto, por\u00e9m por apenas tr\u00eas anos, at\u00e9 2008.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada seguinte, funcionou por mais dois anos e novamente foi paralisado. De 2011 a 2012 ele teve apresenta\u00e7\u00f5es, por\u00e9m em 2013 foi interrompido mais uma vez. Durante todo esse per\u00edodo o projeto teve como sede a Concha Ac\u00fastica da Pra\u00e7a Bar\u00e3o de Guara\u00fana.<\/p>\n<p>\u201cQuando o projeto come\u00e7ou na d\u00e9cada de 90, o terminal de \u00f4nibus era ali na pra\u00e7a. Como \u00e0s 18 horas era hor\u00e1rio de pico e os \u00f4nibus ficavam lotados, as pessoas preferiam esperar, assistiam aos espet\u00e1culos, e depois pegavam outro \u00f4nibus menos cheio\u201d, explica Cirillo.<\/p>\n<p>Para algumas pessoas que frequentavam o projeto nos per\u00edodos ap\u00f3s 2005, a lembran\u00e7a do Sexta \u00e0s Seis \u00e9 de quando a Pra\u00e7a Bar\u00e3o de Guara\u00fana lotava para acompanhar as apresenta\u00e7\u00f5es. \u201cLembro dos shows ap\u00f3s as aulas do Col\u00e9gio Regente, onde estudava. Foi vendo o Sexta \u00e0s Seis que comecei a me identificar e consumir mais Rock n\u2019 Roll\u201d, conta Rodrigo Munhoz.<\/p>\n<p>Em 2014, o projeto voltou \u00e0 ativa como uma das demandas debatidas na Confer\u00eancia Municipal de Cultura.\u00a0 As apresenta\u00e7\u00f5es passaram a ser na Esta\u00e7\u00e3o Saudade e as bandas s\u00e3o selecionadas por meio de edital e crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, a fim de dar mais transpar\u00eancia \u00e0s escolhas.<\/p>\n<p><strong>Ainda \u00e9 preciso melhorar<\/strong><\/p>\n<p>Muitas pessoas se identificam e veem o Sexta \u00e0s Seis como um projeto bom para divulga\u00e7\u00e3o das bandas locais. Entretanto, as reclama\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es para melhoria tamb\u00e9m s\u00e3o apontadas por bandas e frequentadores.<\/p>\n<p>Uma delas, apontada pelo frequentador Lucas Machado, \u00e9 a falta de um calend\u00e1rio para apresenta\u00e7\u00f5es o ano todo. Segundo ele, v\u00e1rias bandas ficam de fora e muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de ir aos bares em que as bandas costumam tocar.<\/p>\n<p>Alain Barros, vocalista da\u00a0banda Jerimoon, argumenta que a Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura\u00a0poderia disponibilizar o material em \u00e1udio e v\u00eddeo, gravado no dia das apresenta\u00e7\u00f5es. Segundo ele, \u00a0isso j\u00e1 ajudaria imensamente as bandas, principalmente \u00a0aquelas que tem mais dificuldade financeira para produzir material.<\/p>\n<p>O vocalista da Astrid, C\u00e1ssio Murilo, indica seu ponto de vista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s melhorias que poderiam ser implantadas no projeto. Para ele, \u00e9 preciso deixar de lado bandas consagradas na cidade e promover as que ainda n\u00e3o possuem o mesmo prest\u00edgio.<\/p>\n<p>\u201cPonta Grossa n\u00e3o se resume \u00e0s bandas que sempre figuram por a\u00ed, precisamos que o projeto mostre as caras novas do pessoal. Tamb\u00e9m as que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o novas e, mesmo assim, n\u00e3o tiveram chance ainda no projeto\u201d, argumenta C\u00e1ssio.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o apontada por um frequentador \u00e9 a falta de seguran\u00e7a. Segundo Luiz Felipe Ornes, alguns \u2018baderneiros\u2019 aproveitam a aus\u00eancia da Guarda Municipal em alguns momentos para arrumar brigas e confus\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo a Funda\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o do calend\u00e1rio o ano todo \u00e9 invi\u00e1vel, tendo em vista o or\u00e7amento do \u00f3rg\u00e3o. J\u00e1 a quest\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o de bandas \u00e9 feita por uma equipe t\u00e9cnica que julga o trabalho de acordo com os crit\u00e9rios estipulados no edital.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcelo Ribas Sexta feira \u00e0s 18 horas. Em Ponta Grossa, \u00e9 a hora e o dia da semana em que os amantes do rock n\u2019roll costumam se reunir para ouvir as bandas locais se apresentarem na plataforma da Esta\u00e7\u00e3o Saudade no projeto \u2018Sexta \u00e0s Seis\u2019. O projeto faz parte do cen\u00e1rio cultural da m\u00fasica&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":536,"featured_media":1823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6,43],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/536"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}