{"id":1995,"date":"2016-05-13T02:08:00","date_gmt":"2016-05-13T02:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=1995"},"modified":"2016-05-13T02:08:00","modified_gmt":"2016-05-13T02:08:00","slug":"13-de-maio-o-falso-ideal-de-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/13-de-maio-o-falso-ideal-de-libertacao\/","title":{"rendered":"13 de maio: o falso ideal de liberta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por Bruna Alexandrino<\/p>\n<p>Brasil, 13 de maio de 1888. Num ato pol\u00edtico, embasado no com\u00e9rcio e nas proibi\u00e7\u00f5es internacionais de escravid\u00e3o, a Princesa Isabel assinou a Lei\u00a0\u00c1urea.<\/p>\n<p>Sob o mito da democracia racial, o Brasil criou in\u00fameras leis de liberta\u00e7\u00e3o negra, contudo sem promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial. Ap\u00f3s 400 anos de tortura, sendo retirados de suas terras-m\u00e3es, centenas de escravos se viram livres e sem nenhuma condi\u00e7\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o social. O que restou? Guetos, periferias e condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas ao trabalho escravo da\u00a0\u00e9poca dos senhores de engenho.<\/p>\n<p>Com um modelo educacional baseado no eurocentrismo, aprendemos que a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o\u00a0\u2018solucionou o problema\u2019. A hist\u00f3ria do negro foi escrita e contada, ano ap\u00f3s ano, na vis\u00e3o do outro. Do branco. Daquele que n\u00e3o sabe o que\u00a0\u00e9\u00a0ter sua origem resumida a\u2018descendente. de escravo\u2019. O ex-escravo, antes da condi\u00e7\u00e3o de escravo,\u00a0\u00e9\u00a0negro.<\/p>\n<p>Apenas nos anos 2000 nos deparamos com uma princesa\u00a0\u2018negra\u2019. Negra entre aspas, porque o tom da pele n\u00e3o condiz com os tra\u00e7os europeus desenhados. A crian\u00e7a negra n\u00e3o tem um correspondente nos brinquedos, nos filmes, na novela e &#8211; acredito que mais preocupante &#8211; n\u00e3o tem sua cultura respeitada.<\/p>\n<p>13 de maio n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0uma data a se comemorar. A condi\u00e7\u00e3o na qual o negro foi marginalizado no Brasil n\u00e3o serve de festividade, mas sim como uma data de fortalecimento identit\u00e1rio. Uma data para promover debates sobre o racismo, principalmente o velado, t\u00e3o comum no dia a dia. O preconceito racial tornou-se o crime perfeito desde que decidimos vela-lo.\u00a0\u2018Ah, uma piadinha n\u00e3o ofende\u2019.<\/p>\n<p>Em contrapartida, a luta do movimento negro\u00a0\u00e9\u00a0marcada em 20 de novembro, data de assassinato de Zumbi dos Palmares. Um her\u00f3i brasileiro na luta contra a escravid\u00e3o, que tem sua hist\u00f3ria deixada de lado em detrimento de nomes como Mandela. O equ\u00edvoco? Esquecer o maior nome da luta brasileira. A luta do negro est\u00e1\u00a0no dia a dia, esta nas\u00a0\u2018piadinhas\u2019, est\u00e1\u00a0na caracteriza\u00e7\u00e3o do negro como c\u00f4mico, ex\u00f3tico, estereotipado. A luta\u00a0\u00e9\u00a0pela promo\u00e7\u00e3o de igualdade e da democracia racial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bruna Alexandrino Brasil, 13 de maio de 1888. Num ato pol\u00edtico, embasado no com\u00e9rcio e nas proibi\u00e7\u00f5es internacionais de escravid\u00e3o, a Princesa Isabel assinou a Lei\u00a0\u00c1urea. Sob o mito da democracia racial, o Brasil criou in\u00fameras leis de liberta\u00e7\u00e3o negra, contudo sem promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial. Ap\u00f3s 400 anos de tortura, sendo retirados de&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":536,"featured_media":1997,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1995"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/536"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}