{"id":2000,"date":"2016-05-28T02:10:00","date_gmt":"2016-05-28T02:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=2000"},"modified":"2016-05-28T02:10:00","modified_gmt":"2016-05-28T02:10:00","slug":"concerto-cenico-discute-papel-da-mulher-na-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/concerto-cenico-discute-papel-da-mulher-na-sociedade\/","title":{"rendered":"Concerto c\u00eanico discute papel da mulher na sociedade"},"content":{"rendered":"<p>Por Julio C\u00e9sar Prado e William Clarindo<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O Cine-Teatro \u00d3pera foi palco, nesta semana, do concerto c\u00eanico \u201cMulheres\u201d, que re\u00fane mais uma vez o Coro Cidade de Ponta Grossa com o Studio de Dan\u00e7a Fab\u00edola Capri. A estreia do espet\u00e1culo, que aborda o papel e as representa\u00e7\u00f5es das mulheres na atualidade, aconteceu na quarta-feira (25), \u00e0s 20h.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A equipe de artistas envolvidos compreende uma parceria entre o Coro Cidade de Ponta Grossa, que possui 24 cantores, com a dire\u00e7\u00e3o musical da maestrina Carla Roggenkamp, arranjos de Amani Sviercoski e participa\u00e7\u00e3o do produtor e diretor geral Eziquiel Ramos, e seis bailarinas do Studio de Dan\u00e7a Fab\u00edola Capri, tendo a pr\u00f3pria Fab\u00edola Capri como core\u00f3grafa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A estrutura do concerto foi dividida em quatro cap\u00edtulos, cada um baseado na integra\u00e7\u00e3o entre m\u00fasicas (todas nacionais), dan\u00e7a, encena\u00e7\u00e3o, cen\u00e1rio e frases da intelectual francesa Simone de Beauvoir, importante refer\u00eancia feminista. Segundo Ezequiel Ramos, diretor geral do espet\u00e1culo, a proposta foi contextualizar cada cap\u00edtulo, demonstrando aos espectadores como a mulher \u00e9 vista e tratada numa sociedade que ainda possui valores opressores, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o a g\u00eanero, mas tamb\u00e9m a diversos grupos que s\u00e3o considerados minorias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">No primeiro cap\u00edtulo, denominado \u201cA humanidade\u201d, \u00e9 apresentada ao p\u00fablico a ideia de um \u201cmundo masculino\u201d, onde a mulher n\u00e3o tem autonomia, refor\u00e7ando a imagem de uma cultura machista. O segundo cap\u00edtulo, \u201cO est\u00f4mago\u201d, mostra a falta de espa\u00e7o das mulheres na sociedade, por\u00e9m aponta a sua luta pela liberdade e busca de igualdade de g\u00eanero. Conforme Mariene Silva, contralto do coro, \u00e9 neste cap\u00edtulo que a opress\u00e3o masculina atinge seu \u00e1pice e em \u201cC\u00e1lice\u201d, interpretada originalmente por Chico Buarque e Milton Nascimento, as mulheres se imp\u00f5em, ganhando destaque.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 na terceira parte, \u201cA rosa\u201d, de forma mais intensa, s\u00e3o evidenciados os resqu\u00edcios da desvaloriza\u00e7\u00e3o sentida por toda mulher, ao mesmo tempo em que se revela seu valor e sua beleza. O \u00faltimo momento, definido como \u201cO come\u00e7o\u201d, refor\u00e7a a import\u00e2ncia e a for\u00e7a da mulher. Assim, a imagem inferiorizada da figura feminina assume outro sentido, sugerindo mudan\u00e7as de atitude e orgulho de ser mulher.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Inicialmente, o coro e as dan\u00e7arinas ensaiaram separadamente, focando em suas partes individuais. Posteriormente, os ensaios visaram adaptar e ajustar ambos os trabalhos para o palco. Carla Roggenkamp, diretora art\u00edstica do coro e maestrina do espet\u00e1culo, que atuou como pianista nas apresenta\u00e7\u00f5es, recorda que o tempo de prepara\u00e7\u00e3o para o espet\u00e1culo foi curto, somente \u00a0seis semanas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A espectadora Simone Carneiro, militante feminista, ressalta a exist\u00eancia de uma discrimina\u00e7\u00e3o com a mulher, conforme retratado no espet\u00e1culo. \u201cTem uma luta muito grande pela igualdade, mas a discrimina\u00e7\u00e3o existe, e ainda \u00e9 muito velada\u201d, observa. Para ela, a m\u00eddia, as fam\u00edlias e a sociedade escondem a realidade de preconceito vivido pela mulher.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Depois do t\u00e9rmino da apresenta\u00e7\u00e3o, os integrantes do concerto c\u00eanico deram mais uma \u201cpalhinha\u201d da m\u00fasica que fechou a noite, devido \u00e0 empolga\u00e7\u00e3o da plateia. \u201cPagu\u201d, de Rita Lee, lan\u00e7ada no ano 2000, fala sobre a imagem da mulher e rendeu uma longa salva de palmas do p\u00fablico presente no espet\u00e1culo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o do \u201cMulheres\u201d acontece neste domingo (29), \u00e0s 18h30, no Cine-Teatro \u00d3pera. O ingresso \u00e9 a doa\u00e7\u00e3o de qualquer livro, que ser\u00e1 destinado ao projeto \u201cPega\u00ed\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Julio C\u00e9sar Prado e William Clarindo O Cine-Teatro \u00d3pera foi palco, nesta semana, do concerto c\u00eanico \u201cMulheres\u201d, que re\u00fane mais uma vez o Coro Cidade de Ponta Grossa com o Studio de Dan\u00e7a Fab\u00edola Capri. 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