{"id":2099,"date":"2015-05-04T17:28:34","date_gmt":"2015-05-04T17:28:34","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=2099"},"modified":"2015-05-04T17:28:34","modified_gmt":"2015-05-04T17:28:34","slug":"artistas-enfrentam-falta-de-apoio-e-estrutura-para-a-divulgacao-de-seus-trabalhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/artistas-enfrentam-falta-de-apoio-e-estrutura-para-a-divulgacao-de-seus-trabalhos\/","title":{"rendered":"Artistas enfrentam falta de apoio e estrutura para a divulga\u00e7\u00e3o de seus trabalhos"},"content":{"rendered":"<p>Limita\u00e7\u00f5es n\u00e3o faltam para os artistas locais. De acordo com Graciana Moreira Justo, participante do inativo Grupo de Dan\u00e7a Paralela, o que faltam s\u00e3o espa\u00e7os para cria\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o. O incentivo \u00e9 substitu\u00eddo pela cobran\u00e7a de taxa em espa\u00e7os p\u00fablicos para exposi\u00e7\u00f5es e a divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 ineficaz. A maioria deles n\u00e3o consegue viver somente da arte. Quando se finaliza uma obra, o artista parte para a busca de algum lugar ou edital para viabilizar a exposi\u00e7\u00e3o, v\u00ednculo fundamental com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cPara divulgar as minhas obras participo de editais\u201d, conta a artista pl\u00e1stica Ang\u00e9lica Elo\u00e1 Ribeiro. H\u00e1 falta de apoio tamb\u00e9m quando n\u00e3o se abre espa\u00e7os para apresenta\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es que divulgariam e ajudariam no trabalho local. Assim, muitos artistas de Ponta Grossa ficam atentos a editais ou at\u00e9 mesmo locam espa\u00e7os, como \u00e9 caso de Ang\u00e9lica.<\/p>\n<p>De acordo com o assessor de imprensa da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, Eduardo Godoy, \u201c\u00e9 o produtor cultural que solicita a loca\u00e7\u00e3o ou cess\u00e3o dos espa\u00e7os\u201d. Quem deseja utilizar os espa\u00e7os dispon\u00edveis no Cine-Teatro \u00d3pera ou no Centro de Cultura (atualmente interditado), tem que pagar uma taxa para reserva e utiliza\u00e7\u00e3o, que varia com o tipo de contratante e de evento.<\/p>\n<p>O contexto aponta que poucos artistas foram convidados por algum \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico municipal para falar sobre arte, expor suas obras ou at\u00e9 mesmo fazer algum show. Mesmo para a reabertura da Esta\u00e7\u00e3o Arte, que aconteceu no dia 23 de abril, n\u00e3o teve nenhum convite oficial para o Grupo que se apresentou, \u201cA ideia surgiu do pr\u00f3prio grupo, pois essa data [anivers\u00e1rio do m\u00fasico Pixinguinha] \u00e9 comemorada por v\u00e1rios m\u00fasicos em diversas cidades do Brasil, com v\u00e1rias rodas de choro. Ent\u00e3o eu entrei em contato com a Funda\u00e7\u00e3o de cultura e pedi um apoio pra realizar a apresenta\u00e7\u00e3o, eles cederam o lugar e o som. Foi algo pra gente celebrar mesmo, sem receber dinheiro em troca, apenas pra mostrar e fazer o que a gente gosta e acredita que deve ser valorizado e mantido\u201d, conta Nicolas Pedroso Salazar, integrante do Grupo Novos Malandros.<\/p>\n<p>Nicolas ainda ressalta que o apoio \u00e9 raro e que a facilidade para o uso do local foi uma surpresa para ele e para o grupo. \u00a0Em geral, Ponta Grossa ainda carece de muita coisa, e o m\u00fasico aponta o caso do Conservat\u00f3rio como prova disso. \u201cVeja o descaso que esta acontecendo com o conservat\u00f3rio, os alunos j\u00e1 perderam o primeiro semestre de aula neste ano e ningu\u00e9m sabe o real motivo.\u201d \u00a0O Conservat\u00f3rio n\u00e3o retomou as atividades em 2015 e um dos motivos \u00e9 a falta de contrata\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o divulgou ainda que em poucos dias estar\u00e1 aberto um edital para os grupos de teatro que queiram se apresentar no Cine-Teatro \u00d3pera nos pr\u00f3ximos meses. O objetivo \u00e9 incentivar a divulga\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos promovidos pelas companhias de teatro lacais.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio dos Espa\u00e7os Culturais em PG<\/strong><\/p>\n<p>O Centro de Cultura foi interditado no dia 28 de fevereiro deste ano devido a problemas na estrutura do teto, que est\u00e1 totalmente degradado, uma vez que desde o restauro do pr\u00e9dio n\u00e3o foi feita nenhuma manuten\u00e7\u00e3o de reforma. Um laudo da Defesa Civil, a pedido da pr\u00f3pria Funda\u00e7\u00e3o, determinou que o im\u00f3vel fosse interditado imediatamente para que os reparos e a troca do telhado e das vigas fossem feitos o quanto antes. O Centro foi inaugurado no dia 15 de setembro de 1988 com o prop\u00f3sito de servir como espa\u00e7o cultural, e at\u00e9 hoje funciona como um dos principais locais para exposi\u00e7\u00e3o de fotos, pinturas e at\u00e9 mesmo de objetos pessoais hist\u00f3ricos ou art\u00edsticos. Constru\u00eddo em 1907, o pr\u00e9dio mant\u00e9m caracter\u00edsticas da arquitetura da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Arte tamb\u00e9m vai passar por reformas. O Instituto de Pesquisa e Planejamento de Ponta Grossa (Iplan) est\u00e1 criando o projeto para o Centro de Conviv\u00eancia Cultural Esta\u00e7\u00e3o Arte, que dever\u00e1 ter um caf\u00e9 e estrutura necess\u00e1ria para exposi\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, o espa\u00e7o \u00a0j\u00e1 est\u00e1 sendo utilizado para atividades culturais.<\/p>\n<p>O lugar, que faz parte da hist\u00f3ria de Ponta Grossa, com a ferrovia e a era da Maria Fuma\u00e7a, foi constru\u00eddo em 1896 e reformado em 1910, ap\u00f3s um inc\u00eandio que comprometeu parte da estrutura. J\u00e1 em alvenaria, o ponto foi sede do Armaz\u00e9m da Estrada de Ferro do Paran\u00e1 at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, funcionou como espa\u00e7o cultural entre os anos de 1996 e 2007, como Mercado da fam\u00edlia de mar\u00e7o de 2008 at\u00e9 a sua desativa\u00e7\u00e3o no come\u00e7o de 2015 e agora volta a funcionar como uma oportunidade de reunir, assim como em outros espa\u00e7os da cidade, a arte local e regional. Surgindo como uma esperan\u00e7a de boa estrutura para assumir a responsabilidade de comportar as manifesta\u00e7\u00f5es culturais da cidade.<\/p>\n<p>Ponta Grossa possui atualmente cerca de 20 espa\u00e7os que podem abrigar exposi\u00e7\u00f5es. Shopping Palladium, galeria da PROEX, pr\u00e9dio da OAB, Centro de M\u00fasica, Centro de Cultura, Conservat\u00f3rio, Mans\u00e3o Villa Hilda, Galeria Jo\u00e3o Pillarski e Espa\u00e7o Cultural da C\u00e2mara Municipal, s\u00e3o alguns dos lugares mais citados na pesquisa feita em abril de 2015 sobre o cen\u00e1rio cultural da cidade e os lugares dispon\u00edveis para a exposi\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o dos artistas locais. Para \u00a0m\u00fasica e teatro o n\u00famero tende a aumentar \u00a0e inclui, principalmente, espa\u00e7os ao ar livre como o Parque Ambiental, Cal\u00e7ad\u00e3o e Concha Ac\u00fastica.<\/p>\n<p><strong>Reinaugura\u00e7\u00e3o na malandragem<\/strong><\/p>\n<p>Alternando entre batidas com as m\u00e3os, movimentos com os p\u00e9s e dan\u00e7as t\u00edmidas, o grupo Novos Malandros reinaugurou a Esta\u00e7\u00e3o Arte em um dia memor\u00e1vel para o Choro brasileiro: o anivers\u00e1rio de Alfredo da Rocha Vianna Filho, o famoso e saudoso Pixinguinha.<\/p>\n<p>Os improvisos com cadeiras pl\u00e1sticas, mesa de bar para o som e as janelas interditadas com grades eram elementos que denunciavam a estrutura pouco satisfat\u00f3ria do lugar que, para um espa\u00e7o onde grande parte das atividades vai acontecer, ainda n\u00e3o est\u00e1 preparado para acolher tal sequencia de eventos. O Nicolas \u00e9 flautista e saxofonista do grupo e comenta que felizmente n\u00e3o tiveram dificuldades, pois tinham o que precisavam. Ele ressalta que o lugar n\u00e3o est\u00e1 100% adequado para uma apresenta\u00e7\u00e3o musical, porque faltam cadeiras, \u00a0isolamento contra os ru\u00eddos de fora, e outras caracter\u00edsticas que s\u00e3o necess\u00e1rias em uma boa apresenta\u00e7\u00e3o, e que o ideal seria restaurar, mas que \u201ccada grupo tem uma necessidade diferente\u201d.<\/p>\n<p>Embora ainda pouco apresent\u00e1vel, a Esta\u00e7\u00e3o Arte acolheu cerca de 90 pessoas no dia 23 de abril. Com mais de uma hora de apresenta\u00e7\u00e3o, entre uma batida e outra, as m\u00fasicas foram tirando a timidez do p\u00fablico que come\u00e7ou a fazer suas pr\u00f3prias rodas de samba e dan\u00e7ar ali mesmo, no improviso. \u201cA aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico tamb\u00e9m foi legal e importante pra gente, pois nem todo mundo tem o costume e a paci\u00eancia de apreciar a m\u00fasica instrumental. Enfim, foi muito positiva, pois esper\u00e1vamos um p\u00fablico menor\u201d, conta Nicolas.<\/p>\n<p>Reportagem de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/search?SearchableText=Karin%20Del%20N%C3%B3bile\">Karin Del N\u00f3bile<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Limita\u00e7\u00f5es n\u00e3o faltam para os artistas locais. De acordo com Graciana Moreira Justo, participante do inativo Grupo de Dan\u00e7a Paralela, o que faltam s\u00e3o espa\u00e7os para cria\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o. 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