{"id":2113,"date":"2015-05-29T17:59:00","date_gmt":"2015-05-29T17:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=2113"},"modified":"2015-05-29T17:59:00","modified_gmt":"2015-05-29T17:59:00","slug":"documentario-e-atividades-culturais-relembram-o-massacre-29-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/documentario-e-atividades-culturais-relembram-o-massacre-29-de-abril\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio e atividades culturais relembram o &#8216;Massacre 29 de abril&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A press\u00e3o dos professores em greve e a ampla repercuss\u00e3o negativa da censura \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u2018Massacre 29 de abril\u2019, no Cine Teatro \u00d3pera, em Ponta Grossa, fez com que o prefeito Marcelo Rangel contrariasse o entendimento da procuradoria jur\u00eddica, que no fim da tarde de ontem (28) vetou a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>O argumento da procuradoria considerou o evento como pol\u00edtico-partid\u00e1rio, ferindo artigo 13 do decreto que regulamenta uso do espa\u00e7o. A exibi\u00e7\u00e3o foi liberada na manh\u00e3 de hoje para acontecer no Cine-Teatro \u00d3pera \u00e0s 20h nesta sexta-feira (entrada gratuita e livre para toda a comunidade).<\/p>\n<p>O document\u00e1rio \u2018Massacre 29 de abril\u2019 retrata de forma in\u00e9dita, em 45 minutos, os acontecimentos do tr\u00e1gico epis\u00f3dio no Centro C\u00edvico, em Curitiba, h\u00e1 um m\u00eas, quando a pol\u00edcia atacou professores que desejavam acompanhar sess\u00e3o da Assembleia Legislativa que iria votar projeto de altera\u00e7\u00e3o da Paranaprevid\u00eancia, deixando mais de 300 feridos.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de professores e estudantes do curso de jornalismo da UEPG, que entrevistaram docentes, estudantes e servidores de Ponta Grossa que estavam presentes na data. Imagens e fotografias realizadas in loco documentam a a\u00e7\u00e3o desproporcional da pol\u00edcia contra os manifestantes.<\/p>\n<p>Os produtores do document\u00e1rio questionam com veem\u00eancia a pr\u00e1tica de censura pr\u00e9via por parte da procuradoria jur\u00eddica do munic\u00edpio \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o de um filme jornal\u00edstico de interesse p\u00fablico, que deve ser exibido simultaneamente na data de hoje em v\u00e1rias cidades do estado. \u201cRepudiamos essa restri\u00e7\u00e3o impositiva que vem sendo colocada ao uso do principal aparelho cultural da cidade. E o document\u00e1rio trata exatamente do fato de que as pessoas s\u00e3o expulsas do espa\u00e7o p\u00fablico sistematicamente. Foi a press\u00e3o da sociedade, que deseja ver as imagens, que fez com que a prefeitura revisse a decis\u00e3o\u201d, avalia o jornalista e professor Rafael Schoenherr, diretor do document\u00e1rio e representante dos Campos Gerais no Conselho Estadual de Cultura.<\/p>\n<p>\u201cO document\u00e1rio serve de registro e mem\u00f3ria do acontecimento da tarde do dia 29 de abril. O v\u00eddeo \u00e9 fruto de um trabalho coletivo de alguns estudantes e professores que pensam a greve como momento tamb\u00e9m de aprendizado e de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica\u201d, explica o jornalista e professor Gabriel Carven, um dos produtores do audiovisual.<\/p>\n<p><strong>Financiamento coletivo<\/strong><\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, ser\u00e1 feito o lan\u00e7amento da campanha de financiamento coletivo para a produ\u00e7\u00e3o de um livro de fotos jornal\u00edsticas do dia 29 de abril. O evento ocorre a partir das 21h, no bar Rei das Batidas, com exposi\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de fotos. A iniciativa \u00e9 de um coletivo de fot\u00f3grafos do curso de Jornalismo da UEPG em parceria com a editora Est\u00fadio Texto e com apoio do projeto Lente Quente.<\/p>\n<p>\u201cA proposta do livro Massacre 29 de abril \u00e9 a prova de que alguns acontecimentos hist\u00f3ricos precisam ser devidamente documentadas para n\u00e3o serem esquecidos. As fotos que v\u00e3o compor o livro constituem uma lembran\u00e7a forte do erro hist\u00f3rico do Governo do Paran\u00e1\u201d, explica Andr\u00e9 Jonsson, fot\u00f3grafo participante do projeto de financiamento coletivo \u2013 modalidade na internet que aceita contribui\u00e7\u00f5es de volunt\u00e1rios que ajudam a viabilizar o projeto e recebem &#8216;recompensas&#8217; na forma de produtos culturais. Algumas das imagens que v\u00e3o estar no livro s\u00e3o in\u00e9ditas, ainda n\u00e3o foram exibidas em exposi\u00e7\u00f5es e na web.<\/p>\n<p>\u201cO financiamento coletivo \u00e9 uma alternativa democr\u00e1tica para a produ\u00e7\u00e3o de um livro. A colabora\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de empresas ou pessoas f\u00edsicas d\u00e1 ao projeto uma autonomia maior quanto ao conte\u00fado e a produ\u00e7\u00e3o. O financiamento coletivo \u00e9 funcional em muitos aspectos, um deles \u00e9 a devolu\u00e7\u00e3o total da verba arrecadada caso o projeto n\u00e3o obtenha sucesso\u201d, complementa o fot\u00f3grafo Pedro Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro m\u00eas ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o policial e do Governo estadual, no Centro C\u00edvico, tamb\u00e9m ser\u00e1 marcado pela abertura da exposi\u00e7\u00e3o itinerante \u2018Massacre 29 de abril\u2019, na Galeria da C\u00e2mara Municipal de Vereadores de Ponta Grossa, \u00e0s 18h. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 do projeto Lente Quente em parceria com a iniciativa Arte na C\u00e2mara e com apoio do Sinduepg.<\/p>\n<p>A mostra resulta de exposi\u00e7\u00e3o itinerante de fotografias, em circula\u00e7\u00e3o desde 4 de maio por diversos espa\u00e7os p\u00fablicos de Ponta Grossa e da regi\u00e3o, como Esta\u00e7\u00e3o Saudade, Cal\u00e7ad\u00e3o, Pra\u00e7a Bar\u00e3o do Guara\u00fana, Campus Uvaranas e na cidade de Palmeira.<\/p>\n<p>Lente Quente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A press\u00e3o dos professores em greve e a ampla repercuss\u00e3o negativa da censura \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u2018Massacre 29 de abril\u2019, no Cine Teatro \u00d3pera, em Ponta Grossa, fez com que o prefeito Marcelo Rangel contrariasse o entendimento da procuradoria jur\u00eddica, que no fim da tarde de ontem (28) vetou a sess\u00e3o. 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