{"id":2272,"date":"2012-04-23T19:47:34","date_gmt":"2012-04-23T19:47:34","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=2272"},"modified":"2012-04-23T19:47:34","modified_gmt":"2012-04-23T19:47:34","slug":"dialogo-de-ponta-discute-humor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/dialogo-de-ponta-discute-humor\/","title":{"rendered":"Di\u00e1logo de Ponta discute humor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">por\u00a0Keren Bonfim<\/p>\n<p>O 2\u00ba encontro do Di\u00e1logo de Ponta, uma parceria da Prefeitura de Ponta Grossa com a Secretaria de Cultura, trouxe para o debate o cartunista da Gazeta do Povo, Tiago Recchia. O evento ocorreu quinta-feira, 19, no Centro de Cultura da cidade, onde o convidado esclareceu assuntos relacionados ao humor gr\u00e1fico dentro da \u00e1rea jornal\u00edstica, expondo as diferen\u00e7as entre charge, cartum e quadrinhos.<\/p>\n<p>Para dar in\u00edcio ao debate, Recchia contou um pouco de sua vida e de como come\u00e7ou a desenhar, aos 13 anos, quando, ao quebrar uma das pernas, aproveitava o tempo livre para esbo\u00e7ar desenhos. Mais tarde, mudou-se para Curitiba e foi a partir desse momento que Recchia teve contato com o mundo do humor gr\u00e1fico. Segundo o cartunista, essa era a sa\u00edda para se sentir vivo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma breve apresenta\u00e7\u00e3o de como se tornou cartunista, Recchia passou a explicar quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas que comp\u00f5em uma charge. \u201cEla deve ser factual e o seu conte\u00fado precisa estar relacionado ao cotidiano ou \u00e0 pol\u00edtica. A charge tamb\u00e9m pode ser aplicada em v\u00e1rios campos e n\u00e3o precisa estar necessariamente dentro de um editorial\u201d. De acordo com Recchia, o cartum sugere um tema mais livre e n\u00e3o h\u00e1 necessidade de um fato atual para ser interpretado, pois o seu car\u00e1ter \u00e9 atemporal. De uma forma bem humorada, o palestrante resumiu a diferen\u00e7a entre cartum e charge: \u201cO cartum \u00e9 um primo pobre e chato da charge\u201d.<\/p>\n<p>A ilustra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi discutida no di\u00e1logo. \u201cJ\u00e1 a ilustra\u00e7\u00e3o \u00e9 como se fosse um adorno. \u00c9 silenciosa, pois cria uma beleza pl\u00e1stica, e nela n\u00e3o h\u00e1 texto verbal\u201d, afirma o cartunista. \u00c9 nesse equil\u00edbrio entre explica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e descontra\u00e7\u00e3o que Recchia desenvolve o seu di\u00e1logo. Ele aproveitou para destacar que o processo de cria\u00e7\u00e3o de um chargista ou cartunista exige muita leitura e paci\u00eancia e que \u00e9 o pr\u00f3prio dia a dia que cria os seus trabalhos. Recchia salienta que a maior dificuldade para um cartunista s\u00e3o as press\u00f5es di\u00e1rias para entrega de material, o que no jarg\u00e3o jornal\u00edstico se chama \u201cdeadline\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o palestrante, outro problema para os humoristas de hoje \u00e9 o policiamento do \u201cpoliticamente correto\u201d, pois isso faz com que muitos dos seus trabalhos sejam mal interpretados. O chargista tamb\u00e9m contou que sofreu alguns processos ao abordar determinadas personalidades em suas charges. No entanto, n\u00e3o \u00e9 isso que impede o cartunista de realizar suas obras nas quais tematiza, n\u00e3o apenas conte\u00fados pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m futebol e cotidiano. \u201cDe qualquer forma, eu me divirto e eles me pagam\u201d, conclui Recchia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por\u00a0Keren Bonfim O 2\u00ba encontro do Di\u00e1logo de Ponta, uma parceria da Prefeitura de Ponta Grossa com a Secretaria de Cultura, trouxe para o debate o cartunista da Gazeta do Povo, Tiago Recchia. 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