{"id":2468,"date":"2018-02-12T21:40:53","date_gmt":"2018-02-12T21:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=2468"},"modified":"2018-02-12T21:40:53","modified_gmt":"2018-02-12T21:40:53","slug":"maluquice-sobre-quatro-rodas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/maluquice-sobre-quatro-rodas\/","title":{"rendered":"\u201cMaluquice\u201d sobre quatro rodas"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Jo\u00e3o Vitor Rezende<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Abro port\u00e3o e Mauro me convida para entrar, contando que derrubou o celular e quebrou parte da tela ao me atender anteriormente. Entro e dou de cara com dois de seus quatro filhos sentados na sala. Nos oito eventos de 2017 (na \u00e9poca, estava preparando o nono) e nas outras 42 corridas h\u00e1 tr\u00eas anos, a fam\u00edlia \u00e9 parte fundamental para que os \u2018Malucos dos Campos Gerais\u2019 \u2013 como se intitulam \u2013 existam.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Mauro Fernandes era vendedor. Ap\u00f3s o dia 1 de maio de 2014, com o primeiro encontro na Rua Iap\u00f3 no bairro Rio Verde, ele se dedicou a ser maluco. Desde ent\u00e3o, outras ruas nos bairros da Ronda, Nossa Senhora das Gra\u00e7as e tamb\u00e9m de localidades vizinhas, como Reserva, Castro, Prudent\u00f3polis e outras cidades dos Campos Gerais passaram a ser sua divers\u00e3o e o seu sustento.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Orgulhoso, relembra com pompa as reportagens que elevaram o nome do grupo a n\u00edvel estadual, nacional e internacional. Mesmo com esta repercuss\u00e3o conquistada neste ano, Mauro revela dificuldade em ter patroc\u00ednios para a promo\u00e7\u00e3o dos eventos. Com poucos patrocinadores fixos, boa parte dos gastos s\u00e3o cobertos pelas inscri\u00e7\u00f5es dos participantes nas corridas. O dinheiro restante s\u00f3 tem um destino ap\u00f3s a \u00faltima descida: \u201cNo final, a gente senta aqui em casa, pede uma pizza e todo mundo come junto\u201d.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\"><i>Taunay, a casa (ou a rua) do rolim\u00e3 em Ponta Grossa<\/i><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">As onze categorias j\u00e1 passaram por diversas ruas e bairros de Ponta Grossa. Por\u00e9m, encontraram um lar definitivo na Avenida Visconde de Taunay, no bairro da Ronda. Um dos companheiros de Mauro e piloto de \u2018alto-n\u00edvel\u2019, Jo\u00e3o Fidelis conquista bons resultados desde as primeiras corridas. Logo quando foi chamado para correr, aceitou sem pestanejar: \u201csempre fui envolvido com competi\u00e7\u00f5es, quando crian\u00e7a pratiquei alguns esportes. Quando o Mauro veio com essa ideia, me veio na cabe\u00e7a de resgatar aquelas coisas da inf\u00e2ncia e eu tinha um carrinho guardado, a\u00ed tudo se encaixou\u201d.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Outras ruas importantes de Ponta Grossa receberam o evento. Em setembro de\u00a0<a href=\"https:\/\/maps.google.com\/?q=2014,+a+Rua+Balduino+Taques&amp;entry=gmail&amp;source=g\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/maps.google.com\/?q%3D2014,%2Ba%2BRua%2BBalduino%2BTaques%26entry%3Dgmail%26source%3Dg&amp;source=gmail&amp;ust=1519072428961000&amp;usg=AFQjCNHy-8xaJ1K9cvsSz6EPTPjt3hu_xA\">2014, a Rua Balduino Taques<\/a>\u00a0(uma das maiores vias no centro da cidade) sediou uma das corridas. Pela primeira e (provavelmente) a \u00faltima vez. Al\u00e9m de ser uma pista pequena (cerca de 400m), \u00e9 considerada \u201clenta\u201d. Entretanto, Mauro considera que a ocasi\u00e3o foi importante para a populariza\u00e7\u00e3o do grupo na cidade.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Antes de conquistar o asfalto ponta-grossense, o pai arrastou os filhos e a fam\u00edlia toda pra brincadeira. Allison Fernandes, filho mais velho, foi incentivado desde crian\u00e7a e continua at\u00e9 hoje. \u201cMeu pai n\u00e3o podia ver um par de rolamento que j\u00e1 falava: &#8216;vamos fazer um carrinho&#8217;. Isso at\u00e9 ele acumular v\u00e1rios carrinhos e a m\u00e3e ficar brava\u201d, relembra\u00a0<\/span><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">Allisson<\/span><span style=\"font-family: 'Liberation Serif', 'Times New Roman', serif\">. \u201cUm dia ela disse: fa\u00e7a uma corrida ou se livre disso a\u00ed. Deu no que deu\u201d, completa. Entretanto, algumas quest\u00f5es lhe fazem repensar a continuidade das corridas. Mas a \u2018maluquice\u2019 ainda n\u00e3o tem data para terminar: \u201cFa\u00e7o por teimosia e por gostar do que eu fa\u00e7o. Se eu n\u00e3o gostasse, n\u00e3o continuaria fazendo\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo\u00e3o Vitor Rezende Abro port\u00e3o e Mauro me convida para entrar, contando que derrubou o celular e quebrou parte da tela ao me atender anteriormente. Entro e dou de cara com dois de seus quatro filhos sentados na sala. 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