{"id":251,"date":"2011-05-09T22:09:53","date_gmt":"2011-05-09T22:09:53","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=251"},"modified":"2011-05-09T22:09:53","modified_gmt":"2011-05-09T22:09:53","slug":"serie-santos-populares-corina-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/serie-santos-populares-corina-portugal\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie Santos Populares: Corina Portugal"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p>Normalmente os cemit\u00e9rios s\u00e3o associados a sentimentos negativos, como\u00a0tristeza, dor e perda. Evitados por supersticiosos, apreciados por g\u00f3ticos e, no\u00a0imagin\u00e1rio popular, frequentados por assombra\u00e7\u00f5es e seres de outro mundo. Esses\u00a0campos sagrados s\u00e3o na verdade espa\u00e7os destinados a rituais de passagens de todos os\u00a0tipos de religi\u00f5es e cren\u00e7as, que abrigam fragmentos hist\u00f3ricos de seus povos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Ponta Grossa h\u00e1 mais de vinte cemit\u00e9rios distribu\u00eddos tanto na \u00e1rea urbana\u00a0quanto no limite rural da cidade, sendo o S\u00e3o Jos\u00e9 o mais antigo. Inaugurado em 1881,\u00a0esse cemit\u00e9rio \u00e9 conhecido pelas esculturas art\u00edsticas e por abrigar figuras ilustres,\u00a0como o Bar\u00e3o de Guara\u00fana e Corina Portugal. O que possibilita a pr\u00e1tica do turismo\u00a0cemiterial nos Campos Gerais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O t\u00famulo de Corina Portugal \u00e9 um dos mais visitados diariamente. A jovem\u00a0tornou-se santa na crendice popular ap\u00f3s o testemunho da realiza\u00e7\u00e3o de um milagre\u00a0por uma mulher que era agredida pelo marido. Reza a lenda que essa mulher apanhava\u00a0constantemente do esposo e um dia ela fez um pedido na sepultura de Corina para\u00a0que a selvageria parasse. A partir daquele momento o marido se arrependeu e nunca\u00a0mais lhe tocou. Apesar de a santa ser conhecida na sociedade por proteger quem sofre\u00a0viol\u00eancia dom\u00e9stica, atualmente os devotos e o teor dos pedidos que permeiam sua\u00a0l\u00e1pide mudaram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Um pouco de hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Corina se casou aos 18 anos, era carioca e veio morar com o esposo Alfredo\u00a0Campos em Ponta Grossa. A diferen\u00e7a de idade e as constantes bebedeiras do marido\u00a0eram estopins frequentes para altas discuss\u00f5es entre o casal. Corina acabou assassinada\u00a0com 32 facadas em 1889, v\u00edtima de Alfredo, seu esposo. Que para se defender na justi\u00e7a\u00a0alegou que o assassinato era motivado pela rela\u00e7\u00e3o extraconjugal de Corina com Jo\u00e3o\u00a0D\u00f3ria, deputado na \u00e9poca. A justi\u00e7a acabou absolvendo Alfredo e a inoc\u00eancia de Corina\u00a0s\u00f3 foi provada anos mais tarde quando Jo\u00e3o conseguiu publicar as cartas que a jovem\u00a0enviava a fam\u00edlia no Rio de Janeiro, contando a brutalidade que sofria do marido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o Corina Portugal ficou conhecida por atender aos pedidos de\u00a0mulheres que eram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. A Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o a reconhece\u00a0como santa, no entanto, devotos surgem de v\u00e1rias partes da cidade para rezar, acender\u00a0vela e fazer ou agradecer gra\u00e7as alcan\u00e7adas e j\u00e1 preencheram quase toda a l\u00e1pide com\u00a0in\u00fameras placas de agradecimento.<\/p>\n<p><strong>Reportagem de Gisele Manjurma<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Normalmente os cemit\u00e9rios s\u00e3o associados a sentimentos negativos, como\u00a0tristeza, dor e perda. Evitados por supersticiosos, apreciados por g\u00f3ticos e, no\u00a0imagin\u00e1rio popular, frequentados por assombra\u00e7\u00f5es e seres de outro mundo. 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