{"id":264,"date":"2011-07-07T22:03:44","date_gmt":"2011-07-07T22:03:44","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=264"},"modified":"2011-07-07T22:03:44","modified_gmt":"2011-07-07T22:03:44","slug":"pelos-caminhos-do-choro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/pelos-caminhos-do-choro\/","title":{"rendered":"Pelos Caminhos do Choro"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Para\u00edlio Cunha ou o seu Para\u00edlio \u2013 como ficou conhecido &#8211; foi um dos grandes m\u00fasicos que a cidade j\u00e1 teve. Tendo recebido v\u00e1rias homenagens, como t\u00edtulo de Cidad\u00e3o Honor\u00e1rio do Munic\u00edpio, homenagem na Semana da Cultura Bruno e Maria Enei, reconhecimento do Movimento Consci\u00eancia Negra de Ponta Grossa, entre outros, ainda \u00e9 guardado na lembran\u00e7a de quem conviveu ou assistiu a uma de suas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nascido em Castro, em 27 de junho de 1925, seu Para\u00edlio come\u00e7ou a tocar instrumentos musicais aos 17 anos. Autodidata, foi o pioneiro na fam\u00edlia, aprendeu partituras que mais tarde influenciariam o neto.<\/p>\n<p>Ainda aos 17 anos come\u00e7ou a trabalhar na Rede Ferrovi\u00e1ria em Castro, at\u00e9 ser empregado na Ind\u00fastria Matarazzo em Jaguaria\u00edva. Foi na empresa que formou um grupo, na qual eram at\u00e9 dispensados para fazerem apresenta\u00e7\u00f5es com m\u00fasicas da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Filha de seu Para\u00edlio, a professora Alda de F\u00e1tima Cunha lembra que quando retornaram a Castro, o pai j\u00e1 era cultuado na cidade. \u201cApesar de a cidade ser pequena, valorizavam muito o lado hist\u00f3rico. Lembro que ainda crian\u00e7a meu pai sempre me levava para prestigi\u00e1-lo no teatro cantado e nas v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es que ele fazia\u201d, conta.<br \/>\nEm 1968, Jo\u00e3o Para\u00edlio foi transferido para Ponta Grossa. Segundo Alda, quando chegaram ao munic\u00edpio, n\u00e3o havia mais apresenta\u00e7\u00f5es de cantores nos bairros: \u201cPonta Grossa j\u00e1 tinha perdido a tradi\u00e7\u00e3o das grandes apresenta\u00e7\u00f5es nos bairros, que Castro ainda preservava\u201d.<\/p>\n<p>Foi apenas dez anos depois, com a aposentadoria em 1978, que seu Para\u00edlio retomou de fato \u00e0 m\u00fasica. Nessa \u00e9poca formou um grupo com m\u00fasicos de Ponta Grossa, no qual se dedicaram a seresta. O grupo tocava inclusive num programa ao vivo da TV Esplanada.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 1980, ele e amigos formaram um grupo dedicado exclusivamente ao chorinho. O \u201cChoros Eternos\u201d representou Ponta Grossa em v\u00e1rias cidades do estado. Em 2001, o grupo \u2013 com o apoio da Prefeitura \u2013 gravou um CD.<\/p>\n<p>Contudo, o m\u00fasico n\u00e3o tocava apenas choro. Na m\u00fasica sacra, foi um dos criadores do grupo de m\u00fasica da Capela Nossa Senhora do Carmo.<\/p>\n<p>Seu Para\u00edlio tamb\u00e9m influenciou familiares. Fabr\u00edcio Cunha, o neto, come\u00e7ou a tocar desde crian\u00e7a. Passou pelo grupo Cabide de Molambo (que j\u00e1 fez homenagem ao av\u00f4 em 2006 no Sesc), fez parte do Grupo \u201cNovos Malandros\u201d que apresenta chorinho e samba de \u00e9poca e hoje \u00e9 integrante da Banda Mandau.<\/p>\n<p>Apesar do fim do grupo Choros Eternos em 2005, Jo\u00e3o Para\u00edlio eventualmente se apresentava com grupo de jovens m\u00fasicos, e realizava v\u00e1rias participa\u00e7\u00f5es onde era convidado. Tamb\u00e9m participou do filme Cafund\u00f3.<\/p>\n<p>No dia 26 de setembro de 2008, a regi\u00e3o perdeu um grande representante da cultura, imortalizado pelas lembran\u00e7as de quem presenciou o modo \u00fanico de tocar de Jo\u00e3o Para\u00edlio Cunha.<\/p>\n<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pelos Caminhos do Choro\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/16452398?h=56d03688ac&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"400\" height=\"300\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p>Reportagem de Ana Paula Mendes e Weslley Dalcol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Para\u00edlio Cunha ou o seu Para\u00edlio \u2013 como ficou conhecido &#8211; foi um dos grandes m\u00fasicos que a cidade j\u00e1 teve. 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