{"id":293,"date":"2011-07-04T00:00:51","date_gmt":"2011-07-04T00:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=293"},"modified":"2011-07-04T00:00:51","modified_gmt":"2011-07-04T00:00:51","slug":"movimento-hip-hop-estilo-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/movimento-hip-hop-estilo-de-vida\/","title":{"rendered":"Movimento Hip Hop: estilo de vida"},"content":{"rendered":"<div>Ao andar pelas ruas n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar pessoas vestindo trajes estilo hip hop: roupas largas, bon\u00e9s de abas retas, t\u00eanis com cadar\u00e7os largos e coloridos. Tal cultura nasceu na d\u00e9cada de 70 nos Estados unidos. Hoje tem adeptos pelo mundo todo, n\u00e3o discriminando cor, credo, idade ou classe social. Na origem do movimento, a maioria dos \u201chip hoppers\u201d eram negros e de uma classe social menos favorecida, mas isso atualmente n\u00e3o \u00e9 regra. No Brasil, a capital do hip hop \u00e9 S\u00e3o Paulo, cidade que foi o ber\u00e7o do hip hop no pa\u00eds nos anos 80.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como g\u00eanero musical, o hip hop possui v\u00e1rias vertentes. Quase todas as m\u00fasicas t\u00eam ar carregado de protesto. A maioria das letras conta hist\u00f3rias de vida, geralmente relacionadas \u00e0 origem de seus interpretes: as periferias das grandes cidades. Por\u00e9m, sempre expressando o orgulho e o amor por sua comunidade. Os grupos musicais s\u00e3o formados por MC\u2019s (Mestres de cerim\u00f4nia) e DJ\u2019s (Disco J\u00f3queis). O ponto forte de suas m\u00fasicas s\u00e3o as rimas aliadas a baterias e sintetizadores que d\u00e3o o ritmo as can\u00e7\u00f5es. Para os apreciadores e cantores desse estilo, \u201c\u00e9 tudo pura poesia\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mesmo em cidades menores, a cultura hip hop tem forca surpreendente. Em Ponta Grossa \u00e9 poss\u00edvel ver manifesta\u00e7\u00f5es desse estilo em toda parte, seja no modo como alguns jovens se vestem, seja nas paredes e muros pela cidade onde se encontram grafites dos artistas ponta-grossenses.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A prop\u00f3sito, al\u00e9m do meio musical e modista, a cultura hip hop ainda \u00e9 representada na dan\u00e7a pelo breakdance, dan\u00e7a de rua, entre outras modalidades, e nas artes pl\u00e1sticas pelo grafite. O \u2018break\u2019 \u00e9 um estilo de dan\u00e7a que surgiu nas ruas e requer movimentos r\u00e1pidos e precisos dos dan\u00e7arinos para acompanhar o ritmo das musicas. J\u00e1 nas artes, o grafite \u00e9 encontrado com freq\u00fc\u00eancia em paredes e muros pelas cidades. O grafiteiro usa latas de spray para construir suas obras que s\u00e3o sempre muito coloridas e extremamente originais. O grafite retrata a indigna\u00e7\u00e3o com a sociedade e compartilha suas emo\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O grafiteiro Carlos Alexandre, conhecido como Farinha, \u00e9 um dos mais conhecidos da cidade por suas obras. Ele conta que come\u00e7ou a grafitar desde a adolesc\u00eancia e n\u00e3o pretende parar t\u00e3o cedo. \u201cPara mim, grafite \u00e9 um estilo de vida\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"Grafite em Ponta Grossa - Cultura Plural\" width=\"1333\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ts1jH0KovmA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por\u00e9m, Ponta Grossa n\u00e3o tem s\u00f3 o grafite como representante da cultura hip hop. Frequentemente s\u00e3o organizados pelos membros do movimento festivais, batalhas de rimas, shows, entre outros. Um dos articuladores do movimento social na cidade \u00e9 Ismael dos Santos, mais conhecido como Gueg.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Gueg \u00e9 o criador do HipHopPG, que disp\u00f5e de um canal de radio na internet. A R\u00e1dio HipHop \u00e9 uma webr\u00e1dio que s\u00f3 toca m\u00fasicas do segmento. Inclusive o movimento na cidade lan\u00e7ou um projeto que d\u00e1 aos DJ\u2019s da regi\u00e3o a oportunidade de exportarem seus trabalhos. No Projeto Hip Hop DJ, o DJ tem a miss\u00e3o de gravar um programa de r\u00e1dio com duas horas de dura\u00e7\u00e3o onde s\u00f3 toque rap.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Todo conte\u00fado de rappers, DJ\u2019s e MC\u2019s ponta-grossenses est\u00e3o dispon\u00edveis na internet no<span class=\"link-external\"><a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/www.hiphoppg.com.br\/\"> site HipHopPG<\/a><\/span> para todos os interessados. L\u00e1 eles possuem m\u00fasicas e v\u00eddeos dos artistas da regi\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3ximos eventos do segmento, organizados ou n\u00e3o em Ponta Grossa, fotos, entre outros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"Movimento Hip Hop em Ponta Grossa - Cultura Plural\" width=\"1333\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CbSROG23bTQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Reportagem de La\u00eds Franco, \u00c9rik Gasparetto, Mariel Riveros e Ra\u00edsa Jorge<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao andar pelas ruas n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar pessoas vestindo trajes estilo hip hop: roupas largas, bon\u00e9s de abas retas, t\u00eanis com cadar\u00e7os largos e coloridos. Tal cultura nasceu na d\u00e9cada de 70 nos Estados unidos. Hoje tem adeptos pelo mundo todo, n\u00e3o discriminando cor, credo, idade ou classe social. Na origem do movimento, a&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}