{"id":410,"date":"2011-06-30T14:32:57","date_gmt":"2011-06-30T14:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=410"},"modified":"2011-06-30T14:32:57","modified_gmt":"2011-06-30T14:32:57","slug":"a-rotina-de-quem-vive-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/a-rotina-de-quem-vive-da-musica\/","title":{"rendered":"A rotina de quem vive da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 quase imposs\u00edvel caminhar pelas ruas de Ponta Grossa e n\u00e3o notar a presen\u00e7a de um senhor cego que entoa can\u00e7\u00f5es sertanejas de raiz. Trata-se de seu Jo\u00e3o, que junto com a esposa Ana (e que Jo\u00e3o insiste em chamar por Sueli, nome art\u00edstico dela) passa alguns dias da semana ganhando a vida com o seu banquinho e viol\u00e3o. O que poucos ponta-grossenses sabem \u00e9 que para tocar em Ponta Grossa, o casal tem que fazer uma viagem nada curta.<\/p>\n<p>Enquanto alguns artistas se d\u00e3o ao luxo de ter camarins com todas as mordomias poss\u00edveis, seu Jo\u00e3o e dona Ana acordam antes do galo cantar e pegam o \u00f4nibus que sai de Ipiranga at\u00e9 Ponta Grossa. Eles aproveitam o benef\u00edcio de viajar de gra\u00e7a e v\u00e3o fazer m\u00fasica em um local com maior fluxo de pessoas. Consequentemente, conseguem mais moedas. Tanto que a principal renda do casal \u00e9 o dinheiro dos \u201cshows\u201d na rua.<\/p>\n<p>A vida de artista do casal come\u00e7ou em circunst\u00e2ncias diferentes da maioria. Eles tiveram que come\u00e7ar a tocar na rua por necessidade. Em 2006, dona Ana n\u00e3o pode mais trabalhar devido a um derrame. Ela n\u00e3o conseguiu se aposentar e tampouco o INSS buscou lhe dar algum apoio. A sa\u00edda foi ir para rua cantar. Seu Jo\u00e3o se aproveitou do que havia aprendido h\u00e1 mais de 20 anos e a dupla foi criada.<\/p>\n<p>Dona Ana acompanha seu Jo\u00e3o dentro do Paran\u00e1, j\u00e1 que apenas no estado h\u00e1 a isen\u00e7\u00e3o de passagem. Quando existe a oportunidade de tocar em outros estados, apenas ele viaja. Quase toda semana seu Jo\u00e3o vai para longe com o seu viol\u00e3o. Entre as cidades em que ele j\u00e1 viajou est\u00e3o Cuiab\u00e1, Campo Grande, Parais\u00f3polis (MG), Sete Lagoas (MG), Florian\u00f3polis, Joinville e Aparecida do Norte (SP).<\/p>\n<p>Por sinal, a cidade da padroeira do Brasil \u00e9 uma das favoritas por Jo\u00e3o. Sempre em feriados, ele vai para l\u00e1 e toca viol\u00e3o perto da Bas\u00edlica. Ele consegue se virar tranquilamente no local. Segundo o m\u00fasico, o tratamento das pessoas com ele \u00e9 muito cordial: \u201cAs pessoas respeitam a minha condi\u00e7\u00e3o de cego. E al\u00e9m disso, tamb\u00e9m acabo agindo com simpatia. Isso ajuda muito\u201d.<\/p>\n<p>A rotina de seu Jo\u00e3o e dona Ana \u00e9 similar com a de um trabalhador que sai de uma cidade para outra. Se voc\u00ea quiser conhecer um pouco mais sobre a vida dos dois d\u00ea uma olhada na reportagem que o Cultura Plural fez sobre o come\u00e7o do dia deste casal de m\u00fasicos que sai da cidade de Ipiranga e vai para diversos lugares com um objetivo: ganhar a vida com um viol\u00e3o.<\/p>\n<div>\n<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"A rotina de quem vive da m\u00fasica - Cultura Plural\" width=\"1333\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2cB04SWJ-3Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<p><strong>Reportagem de Edgard Matsuki, Ana Schreider e Marcelo Gotardo<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 quase imposs\u00edvel caminhar pelas ruas de Ponta Grossa e n\u00e3o notar a presen\u00e7a de um senhor cego que entoa can\u00e7\u00f5es sertanejas de raiz. Trata-se de seu Jo\u00e3o, que junto com a esposa Ana (e que Jo\u00e3o insiste em chamar por Sueli, nome art\u00edstico dela) passa alguns dias da semana ganhando a vida com o&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/410"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=410"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/410\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}