{"id":430,"date":"2011-11-09T12:00:34","date_gmt":"2011-11-09T12:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=430"},"modified":"2011-11-09T12:00:34","modified_gmt":"2011-11-09T12:00:34","slug":"hay-brega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/hay-brega\/","title":{"rendered":"Hay brega?"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p>Contar o rid\u00edculo sempre rendeu boas cenas no teatro. Que o digam os personagens beckettianos, s\u00f3 para citar um exemplo entre tantos.<\/p>\n<p>E foi com a inten\u00e7\u00e3o de contar e cantar o rid\u00edculo que o grupo Os Geraldos, de Campinas (SP), apresentou-se na noite de segunda-feira (7), no Cine-Teatro \u00d3pera, com o espet\u00e1culo \u201cHay Amor!\u201d. Conforme o blog do grupo (osgeraldos.wordpress.com), a montagem, dirigida por Ver\u00f4nica Fabrini, foi criado a partir do tema \u201ca gente \u00e9 brega quando ama\u201d, e evoca um desejo: \u201cQue haja amor, sempre e por tudo\u201d. \u201c\u00c9 essa necessidade que permeia os encontros e desencontros emblem\u00e1ticos dessa aventura humana, que por vezes nos faz achar normal nos sentirmos sozinhos e incompletos, mesmo entre os seis [sete] bilh\u00f5es de pessoas que existem no mundo. Precisamos do outro. Sempre\u201d, diz o blog.<\/p>\n<p>Com esse (grande) mote, o espet\u00e1culo j\u00e1 come\u00e7a despretensioso e em tom c\u00ednico, satirizando o j\u00e1 institucionalizado casal Barbie &amp; Bob, bonecos que, pensados a princ\u00edpio como brinquedos inocentes, transformaram-se em \u00edcones da bobice. A cena das quatro Barbies e dos dois Bobs \u00e9 impag\u00e1vel. Depois, a montagem prop\u00f5e uma estrutura aberta \u2013 cujo cen\u00e1rio inclui apenas um banco de pra\u00e7a, um grande tapete verde, dois microfones (um de cada lado do palco) e um tel\u00e3o ao fundo \u2013, que mistura esquetes, coreografias e pequenos shows musicais. Pronto. Est\u00e1 formatada a receita para uma quase que total identifica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico \u2013 formado, nessa noite, por v\u00e1rios adolescentes. As quatro atrizes e dois atores s\u00e3o muito competentes e afinados. Os esquetes s\u00e3o eficientes, muito embora n\u00e3o haja uma profundidade de interpreta\u00e7\u00f5es. Nem poderia ser diferente, na verdade, porque a proposta da dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 essa.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo funciona, e muito bem. E uma das chaves para se entender isso \u00e9 o fato de que ele tem um matiz contempor\u00e2neo no sentido de que fala a um p\u00fablico acostumado \u2013 quando n\u00e3o viciado \u2013 \u00e0 rede social Facebook, onde o lado brega se manifesta de forma eloquente e na qual coment\u00e1rios, fotos e v\u00eddeos compartilhados s\u00e3o, em sua maioria, rid\u00edculos, bobocas. Porque humanos.<\/p>\n<p><strong>*Helcio Kovaleski<\/strong><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span class=\"apple-style-span\">\u00e9 cr\u00edtico de teatro desde 2000, quando come\u00e7ou a escrever para o site<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0Convoy<\/span><span class=\"apple-style-span\">. Desde 2001, publica regularmente cr\u00edticas sobre os espet\u00e1culos do<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em><strong>Fenata<\/strong><\/em><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span class=\"apple-style-span\">no jornal<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em><strong>Di\u00e1rio dos Campos<\/strong><\/em><span class=\"apple-style-span\">. Tamb\u00e9m j\u00e1 publicou cr\u00edticas de espet\u00e1culos que vieram a Ponta Grossa em outros per\u00edodos do ano.\u00a0Entre 2002 e 2004, escreveu cr\u00edticas de cinema no jornal<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em><strong>d\u2019pontaponta<\/strong><\/em><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><span class=\"apple-style-span\">e, entre 2005 e 2006, cr\u00edticas de televis\u00e3o no jornal cultural<\/span><span class=\"apple-converted-space\">\u00a0<\/span><em><strong>Grimpa<\/strong><\/em><span class=\"apple-style-span\">.<\/span><\/p>\n<p><strong>Reportagem de Helcio Kovaleski<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contar o rid\u00edculo sempre rendeu boas cenas no teatro. Que o digam os personagens beckettianos, s\u00f3 para citar um exemplo entre tantos. 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