{"id":4473,"date":"2019-10-07T19:47:59","date_gmt":"2019-10-07T22:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=4473"},"modified":"2019-10-07T19:47:59","modified_gmt":"2019-10-07T22:47:59","slug":"sessao-de-tombamento-decide-destino-de-predios-historicos-em-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/sessao-de-tombamento-decide-destino-de-predios-historicos-em-pg\/","title":{"rendered":"Sess\u00e3o de tombamento decide destino de pr\u00e9dios hist\u00f3ricos em PG"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima segunda-feira (30)\u00a0aconteceu\u00a0a sess\u00e3o p\u00fablica de tombamento que definiu o rumo de cinco im\u00f3veis hist\u00f3ricos da cidade de Ponta Grossa. A reuni\u00e3o foi realizada no Cine-Teatro \u00d3pera e teve a presen\u00e7a de membros do Conselho Municipal do Patrim\u00f4nio Cultural (Compac), propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis e p\u00fablico diverso. Dos cinco pr\u00e9dios hist\u00f3ricos, apenas dois foram tombados. A sess\u00e3o \u00e9 a \u00faltima parte do processo para que o im\u00f3vel seja declarado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00e9dios analisados durante a reuni\u00e3o foram: Resid\u00eancia Fam\u00edlia Justus, Resid\u00eancia Fam\u00edlia Correia de S\u00e1, Eletr\u00f4nica Parcz, o im\u00f3vel que abriga o banco Bradesco, conhecido como \u201ccastelinho\u201d, e a Casa Biassio.&nbsp;Destes, os dois \u00faltimos foram tombados. A assembleia foi disposta de quatro momentos: a defesa do propriet\u00e1rio, a defesa e manifesta\u00e7\u00e3o do Departamento de Patrim\u00f4nio juntamente com o p\u00fablico, a defesa do Conselho e finalmente a vota\u00e7\u00e3o,&nbsp;que&nbsp;foi realizada de maneira aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Compac \u00e9 formado por 21 conselheiros, entretanto durante a sess\u00e3o somente 17 membros estavam presentes. Para um im\u00f3vel ser tombado, \u00e9 preciso que 70% dos votos sejam favor\u00e1veis. Os votos dos conselheiros que faltaram s\u00e3o considerados contr\u00e1rios ao tombamento, sendo assim, se mais de&nbsp;dois&nbsp;conselheiros votassem contra, o pr\u00e9dio n\u00e3o seria tombado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois primeiros im\u00f3veis examinados foram a Resid\u00eancia Fam\u00edlia Justus e a Resid\u00eancia Fam\u00edlia Correia de S\u00e1, idealizados pelos arquitetos modernistas&nbsp;Miguel Juliano e Vilanova Artigas, respectivamente. As defesas dos propriet\u00e1rios dos dois pr\u00e9dios se posicionaram contra o tombamento dos im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-2-Patrimonio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4475\" \/><figcaption> A popula\u00e7\u00e3o presente na Sess\u00e3o de Tombamento\u00a0 participou opinando sobre o processo de tombamento dos\u00a0 im\u00f3veis. &#8211; Foto: Leonardo Duarte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Resid\u00eancia Fam\u00edlia Justus, datada de 1955, considerada pelo Departamento de Patrim\u00f4nio em estado impec\u00e1vel de conserva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi tombada por 4 votos contra e 13 favor\u00e1veis. A Resid\u00eancia Fam\u00edlia Correia de S\u00e1,&nbsp;primeiro&nbsp;im\u00f3vel modernista da regi\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o foi tombada,&nbsp;com&nbsp;o mesmo n\u00famero de votos contra e a favor que a Resid\u00eancia Justus. Durante a defesa do propriet\u00e1rio da Resid\u00eancia Fam\u00edlia Correia de S\u00e1, foi exposta a inten\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o da Cl\u00ednica da Imagem no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao im\u00f3vel \u201ccastelinho\u201d do banco Bradesco, n\u00e3o houve impugna\u00e7\u00e3o dos donos, e o pr\u00e9dio foi tombado em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime. Outro im\u00f3vel tombado foi a Casa Biassio, pr\u00e9dio de estilo barroco do s\u00e9culo XX, os votos foram 16 a favor e apenas um contra. O dono da Casa Biassio n\u00e3o quis apresentar sua defesa, durante o tempo destinado para isso. Mas no decorrer das manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, ele demonstrou ser contr\u00e1rio ao tombamento, alegando que a casa est\u00e1 deteriorada.<\/p>\n\n\n\n<p>A Eletr\u00f4nica Parcz foi defendida pelo pr\u00f3prio propriet\u00e1rio, Marcelo Parubocz, que era contr\u00e1rio ao tombamento. Segundo o dono, o im\u00f3vel est\u00e1 em sua posse&nbsp;h\u00e1&nbsp;19 anos, e desde ent\u00e3o ele tem realizado reformas para manter o estilo da constru\u00e7\u00e3o. Ele contesta a validade da reuni\u00e3o e justifica que o tombamento \u00e9 prejudicial ao propriet\u00e1rio, pois qualquer restaura\u00e7\u00e3o a ser feita deve, antes, passar por um processo de aprova\u00e7\u00e3o. Contudo,&nbsp;ele alega que&nbsp;o departamento de patrim\u00f4nio n\u00e3o disponibiliza ajuda financeira para conserva\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, apenas deixa de cobrar 70% do IPTU da propriedade. Esse im\u00f3vel n\u00e3o foi tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, visto que&nbsp;7&nbsp;membros do Conselho votaram contra.<\/p>\n\n\n\n<p>Claudionice Parubocz, tamb\u00e9m dona da Eletr\u00f4nica Parcz, reafirma o discurso de defesa feito por Marcelo, seu marido. \u201cAs restri\u00e7\u00f5es feitas aos im\u00f3veis tombados s\u00e3o grandes, 70% de desconto, dado pela prefeitura no IPTU n\u00e3o \u00e9 nada comparado ao valor de uma restaura\u00e7\u00e3o\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da constru\u00e7\u00e3o, os donos do im\u00f3vel garantem que v\u00e3o continuar com sua preserva\u00e7\u00e3o&nbsp;e que&nbsp;a inten\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia tamb\u00e9m \u00e9 essa.. \u201cN\u00f3s nos negamos a vender o im\u00f3vel exatamente para que possamos manter a casa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Foto-Patrimonio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4476\" \/><figcaption> Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Unopar apresentaram maquetes dos im\u00f3veis para defender o tombamento. &#8211; Foto: Leonardo Duarte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gabriel Dib Ferreira, estudante de arquitetura da Unopar, afirma que a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e dos acad\u00eamicos durante a sess\u00e3o foi muito importante, pois demonstra uma preocupa\u00e7\u00e3o com o passado hist\u00f3rico da cidade. Sobre os im\u00f3veis n\u00e3o tombados, o estudante declara que s\u00e3o perdas inestim\u00e1veis. \u201cEsquecer a hist\u00f3ria e a nossa cultura \u00e9 esquecer quem n\u00f3s somos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alunos e professores de cursos como&nbsp;Hist\u00f3ria,&nbsp;Arquitetura e&nbsp;Engenharia fizeram parte do p\u00fablico e&nbsp;promoveram&nbsp;discuss\u00f5es ao longo do debate para mostrar a import\u00e2ncia do tombamento. A \u00faltima sess\u00e3o de tombamento foi realizada em 2016. Qualquer cidad\u00e3o pode propor um tombamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima segunda-feira (30)\u00a0aconteceu\u00a0a sess\u00e3o p\u00fablica de tombamento que definiu o rumo de cinco im\u00f3veis hist\u00f3ricos da cidade de Ponta Grossa. A reuni\u00e3o foi realizada no Cine-Teatro \u00d3pera e teve a presen\u00e7a de membros do Conselho Municipal do Patrim\u00f4nio Cultural (Compac), propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis e p\u00fablico diverso. 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