{"id":4686,"date":"2019-11-04T15:10:24","date_gmt":"2019-11-04T18:10:24","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=4686"},"modified":"2019-11-04T15:10:24","modified_gmt":"2019-11-04T18:10:24","slug":"feminicidio-em-pg-e-tema-de-exposicao-e-documentario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/feminicidio-em-pg-e-tema-de-exposicao-e-documentario\/","title":{"rendered":"Feminic\u00eddio em PG \u00e9 tema de exposi\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>O evento com a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e o mini document\u00e1rio \u201cTarde demais para flores\u201d ocorreu nos dias 28, 29 e 30 de outubro, em lugares distintos da cidade de Ponta Grossa. No primeiro dia a exposi\u00e7\u00e3o aconteceu no Museu Campos Gerais, no segundo esteve no Col\u00e9gio Estadual Nossa Sra. das Gra\u00e7as, e no terceiro no campus central da UEPG. A exposi\u00e7\u00e3o e o mini document\u00e1rio fazem parte do projeto \u201cUm retrato do feminic\u00eddio em Ponta Grossa\u201d, que em outubro foi contemplado na seletiva de apoio a projetos de cinema, fotografia e v\u00eddeo da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura. A idealizadora do projeto \u00e9 Saori Honorato, estudante de jornalismo da UEPG.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio das fotos e do mini document\u00e1rio, a proposta foi retratar a vida de tr\u00eas personagens, C\u00e9lia Nunes,  Elis Aparecida Farias e Sueli Terezinha de Oliveira que tiveram casos de feminic\u00eddio em suas fam\u00edlias. C\u00e9lia e Sueli perderam suas filhas no ano de 2017, e Elis perdeu a m\u00e3e em 2018. As tr\u00eas hist\u00f3rias mostram os impactos e as dificuldades que essas fam\u00edlias enfrentam ap\u00f3s o crime. Al\u00e9m da luta di\u00e1ria para que a mem\u00f3ria dessas mulheres assassinadas possa ser levada pelos filhos e entes queridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a produ\u00e7\u00e3o do projeto, Saori conta que precisou levantar os dados relacionados ao feminic\u00eddio na cidade. Ela identificou as redes de enfrentamento de viol\u00eancia contra a mulher e fez entrevistas com assistentes sociais, psic\u00f3logas, delegada e pessoas que trabalham neste entorno. Depois desse primeiro procedimento, estudou a melhor maneira para fazer uma abordagem humanizada com as fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante observa que, por vezes, a m\u00eddia aborda o feminic\u00eddio com vi\u00e9s sensacionalista e trata dos casos de maneira banalizada. Contrapondo-se a isto, o intuito do projeto \u00e9 sensibilizar as pessoas para estes casos e seus impactos. \u201cO papel do jornalismo \u00e9 fazer um debate importante para a sociedade, \u00e9 pegar esses crimes que aconteceram na vida dessas pessoas e levar para outros lugares, mostrar que isso n\u00e3o \u00e9 normal. Tamb\u00e9m serve como uma maneira de evitar\u201d, explica Saori.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela relata que as tr\u00eas mulheres que fizeram parte do projeto s\u00e3o respons\u00e1veis por cuidar de fam\u00edlias muito grandes. \u201cAl\u00e9m da dor e do sofrimento elas tamb\u00e9m s\u00e3o o sustento dessas pessoas, dessas crian\u00e7as que perderam a m\u00e3e para o feminic\u00eddio\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Luc\u00e9lia Rodrigues, estudante de Geografia e Indira Rocha, de Servi\u00e7o Social, acompanharam o \u00faltimo dia do evento e concordam que o projeto tem uma grande relev\u00e2ncia social. Luc\u00e9lia afirma que o fato de fazer parte de uma universidade p\u00fablica traz a responsabilidade de dar visibilidade para temas como esse, como forma de dar um retorno social. \u201cMesmo fomentando esse debate, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a todo mundo, ent\u00e3o quanto mais trabalho nessa \u00e1rea tiver, mais a gente contribui para que as mulheres n\u00e3o sofram mais com a viol\u00eancia\u201d, analisa Luc\u00e9lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Indira tamb\u00e9m comenta sobre a import\u00e2ncia do evento. \u201c\u00c9 uma iniciativa de tentar desnaturalizar a viol\u00eancia e, com isso, \u00e9 uma forma de ser antiviol\u00eancia, de tentar combater essa pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2015, 12 casos de feminic\u00eddio foram registrados em Ponta Grossa e, s\u00f3 no ano de 2018, 1080 casos de medidas protetivas foram pedidas. Na cidade existem lugares que prestam o atendimento em casos de viol\u00eancia contra a mulher, entre eles o N\u00facleo Maria da Penha, que \u00e9 um projeto da UEPG que presta apoio psicol\u00f3gico, acompanhamento jur\u00eddico e de assist\u00eancia social para as v\u00edtimas, a Patrulha Maria da Penha e a Delegacia da Mulher.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evento com a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e o mini document\u00e1rio \u201cTarde demais para flores\u201d ocorreu nos dias 28, 29 e 30 de outubro, em lugares distintos da cidade de Ponta Grossa. 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