{"id":4697,"date":"2019-11-05T21:04:04","date_gmt":"2019-11-06T00:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=4697"},"modified":"2019-11-05T21:04:04","modified_gmt":"2019-11-06T00:04:04","slug":"documentario-produzido-em-pg-debate-a-gordofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/documentario-produzido-em-pg-debate-a-gordofobia\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio produzido em PG debate a gordofobia"},"content":{"rendered":"\n<p>O lan\u00e7amento do document\u00e1rio \u201cO Corpo Gordo \u00e9 Obra Prima\u201d, produzido pela artista MUM (Mais Uma Mulher) e pelas estudantes de jornalismo Ana Istschuk e Millena Villanueva, ocorreu na quarta-feira (30), na Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 &#8211; Campus Ponta Grossa. A produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz parte do projeto da artista em parceria com a Di\u00e1logos Culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais temas abordados em \u201cO Corpo Gordo \u00e9 Obra Prima\u201d s\u00e3o a representatividade gorda e a gordofobia. O document\u00e1rio possui seis cap\u00edtulos e cada um retrata a experi\u00eancia das atrizes e atores participantes. Por meio de uma narra\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, os depoimentos abordam o preconceito que essas pessoas enfrentam, que em alguns casos vem da pr\u00f3pria fam\u00edlia. Os personagens tamb\u00e9m comentam sobre o processo de desconstru\u00e7\u00e3o e como isso foi importante para a aceita\u00e7\u00e3o de seus corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio integra o projeto \u201cUm Corpo \u00e9 Um Corpo\u201d, que tamb\u00e9m \u00e9 o nome do single e do clipe lan\u00e7ado em julho por MUM, em parceria com a Di\u00e1logos Culturais. Essa foi a primeira produ\u00e7\u00e3o da artista que fala explicitamente sobre o corpo, o que atribui ao trabalho de MUM um car\u00e1ter autoral e representativo. De forma art\u00edstica, a proposta foi recriar pinturas famosas, como&nbsp;<em>Noite Estrelada<\/em>, de Van Gogh e&nbsp;<em>Autorretrato com cabelo solto<\/em>, de Frida Kahlo, em que est\u00e3o presentes representa\u00e7\u00f5es de pessoas magras, inserindo corpos gordos nas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio foi realizada uma conversa entre os participantes da produ\u00e7\u00e3o e o p\u00fablico. \u201cO Corpo Gordo \u00e9 Obra Prima\u201d foi um dos sete projetos contemplados pela Seletiva de Apoio a Projetos de Cinema, Fotografia e V\u00eddeo, edital promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura de Ponta Grossa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia de falar sobre a gordofobia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/IMG_8768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4699\" \/><figcaption> Ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, os atores e atrizes realizaram uma conversa com o p\u00fablico | Foto: Malu Bueno <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>MUM afirma que come\u00e7ou sua carreira musical ap\u00f3s se entender em um corpo gordo: \u201cSempre fui uma mulher gorda. Eu comecei a compor e cantar depois que aceitei o meu corpo. Todas as minhas m\u00fasicas falam da minha aceita\u00e7\u00e3o e de como eu me sinto, no caso eu sou um corpo gordo\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>A artista tamb\u00e9m comenta sobre os v\u00e1rios preconceitos enraizados na sociedade. Ela lembra que as mulheres magras n\u00e3o sofrem gordofobia, mas que acabam sendo v\u00edtimas de press\u00e3o est\u00e9tica. \u201cElas s\u00e3o estimuladas a evitar o corpo gordo. \u00c9 importante que elas assistam ao document\u00e1rio para entender como essa repugna\u00e7\u00e3o machuca as pessoas que s\u00e3o gordas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante de Engenharia Qu\u00edmica, Andressa Mazur, foi uma das atrizes do document\u00e1rio. Em seu cap\u00edtulo no v\u00eddeo, ela aborda a quest\u00e3o do preconceito contra o corpo gordo na medicina. \u201cEu odiava ir ao m\u00e9dico. Fazer exames me deixava ansiosa, tanto que eu queria parar de me alimentar dias antes, com a preocupa\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es no resultado\u201d, revela.<\/p>\n\n\n\n<p>Andressa lembra que algumas pessoas veem o corpo gordo como algo n\u00e3o-saud\u00e1vel e que isso contribui para a propaga\u00e7\u00e3o da gordofobia. A estudante explica que, por meio da terapia, ela pode refletir sobre a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de seu corpo. \u201cTodo esse processo foi bem esclarecedor e me ajudou a perceber que eu estou bem\u201d, conta Mazur.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriela Carvalho, que \u00e9 propriet\u00e1ria de um brech\u00f3, destaca a import\u00e2ncia do car\u00e1ter art\u00edstico do document\u00e1rio. Ela considera que esse aspecto permite um maior impacto nos espectadores: \u201cQuando um assunto \u00e9 retratado atrav\u00e9s da arte, ele tem um potencial de atingir o emocional das pessoas e fazer com que elas reflitam de uma maneira diferente\u201d, avalia Gabriela.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do Coletivo Marie Curie da UTFPR, Nadia Kovaleski, avalia que trazer o debate sobre gordofobia para o ambiente universit\u00e1rio contribui para desconstruir preconceitos: \u201cApesar de n\u00e3o ser um tema novo, ele acaba sendo pouco falado. Trazer essa discuss\u00e3o para universidade \u00e9 muito bom para mostrar que voc\u00ea pode sim ser gordo e estar saud\u00e1vel, vestir as roupas que quiser\u201d, diz Kovaleski.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma produ\u00e7\u00e3o que foge dos \u201cpadr\u00f5es\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As estudantes de jornalismo Ana Istschuk e Millena Villanueva atuaram na roteiriza\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio. A programa\u00e7\u00e3o inicial era gravar o v\u00eddeo durante o m\u00eas de outubro, mas toda produ\u00e7\u00e3o foi feita em quase uma semana. \u201cOs hor\u00e1rios das nossas agendas eram dif\u00edceis. Acabamos concentrando toda produ\u00e7\u00e3o em seis dias, em cada dia gravamos com um personagem. Foram dias bem intensos\u201d, comenta Villanueva.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta foi produzir um v\u00eddeo que deixasse o modelo jornal\u00edstico de lado, para apostar em uma produ\u00e7\u00e3o com cunho mais art\u00edstico. Cada detalhe foi esteticamente pensado. A paleta de cores, por exemplo, busca retomar tons dos quadros retratados no projeto \u201cUm Corpo \u00e9 um Corpo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Confira as fotografias feitas para o projeto &#8220;Um Corpo \u00e9 um Corpo&#8221; da artista MUM<\/strong><\/p>\n\n\n\n[Best_Wordpress_Gallery id=&#8221;54&#8243; gal_title=&#8221;Quadros retratados no projeto Um Corpo \u00e9 Um Corpo&#8217; da artista MUM&#8221;]\n\n\n\n<p>Outro aspecto diferencial \u00e9 o fato de n\u00e3o haver cenas em que os personagens olham e falam diretamente com a c\u00e2mera. Segundo Ana Istschuk, o roteiro tamb\u00e9m teve uma elabora\u00e7\u00e3o diferente: \u201cOs atores e atrizes enviavam um texto para a Gabi (MUM) e ela transformava isso em algo mais po\u00e9tico e art\u00edstico. Todos os depoimentos foram cobertos com imagens que buscavam se relacionar com o texto de cada personagem\u201d, destaca a estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio j\u00e1 se encontra dispon\u00edvel na internet. Para assisti-lo, basta clicar&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lO2eRUuXWrc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lan\u00e7amento do document\u00e1rio \u201cO Corpo Gordo \u00e9 Obra Prima\u201d, produzido pela artista MUM (Mais Uma Mulher) e pelas estudantes de jornalismo Ana Istschuk e Millena Villanueva, ocorreu na quarta-feira (30), na Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 &#8211; Campus Ponta Grossa. 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