{"id":4865,"date":"2019-11-29T07:30:24","date_gmt":"2019-11-29T10:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=4865"},"modified":"2019-11-29T07:30:24","modified_gmt":"2019-11-29T10:30:24","slug":"peca-quarto-de-despejo-manifesta-critica-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/peca-quarto-de-despejo-manifesta-critica-social\/","title":{"rendered":"Pe\u00e7a \u201cQuarto de despejo\u201d manifesta cr\u00edtica social"},"content":{"rendered":"\n<p> O projeto \u201cAntes que o mundo acabe\u201d promoveu a exibi\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a \u201cQuarto de despejo\u201d, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (26). A apresenta\u00e7\u00e3o aconteceu no Phono Pub. O mon\u00f3logo teve como inspira\u00e7\u00e3o a obra da escritora mineira Carolina Maria de Jesus e foi interpretada pela artista Ligiane Ferreira. \u201cAntes que o mundo acabe\u201d \u00e9 uma parceria entre o Coletivo Artemoia e o Phono Pub, com produ\u00e7\u00e3o do Ateli\u00ea Criativo &#8211; Espa\u00e7o de Cria\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Arte.<\/p>\n\n\n\n<p>\n\tMay\u00e3\nCampos faz parte da organiza\u00e7\u00e3o do coletivo e tamb\u00e9m do projeto\n\u201cAntes que o mundo acabe\u201d. Segundo Campos, a iniciativa tem como\nobjetivo a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura e dos artistas independentes de\nPonta Grossa. \u201cTanto a pe\u00e7a quanto outros artistas que passaram\npelo projeto, tem uma import\u00e2ncia muito grande. Eles est\u00e3o\nproduzindo arte em um momento que existe uma escassez, uma petul\u00e2ncia\ne um preconceito com as artes no pa\u00eds\u201d destaca a organizadora.\nPara poder participar do projeto basta entrar em contato pelo e-mail\n<a href=\"mailto:artemoia01@gmail.com\">artemoia01@gmail.com<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\n<strong>A\npe\u00e7a \u2018<\/strong><strong>Quarto de Despejo\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DSC1672.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4867\" \/><figcaption> Carolina Maria de Jesus tinha alma de escritora e cabe\u00e7a de poeta. | Foto: Ana Moraes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\n\tA\npe\u00e7a trata de quest\u00f5es como pobreza, racismo estrutural, conceito\nde mulher perif\u00e9rica e a maternidade de uma mulher solteira. A\nreleitura do livro de Carolina de Jesus \u00e9 composta por viv\u00eancia de\nLigiane Ferreira, cuja hist\u00f3ria relembra experi\u00eancias enfrentadas\npela autora. \n<\/p>\n\n\n\n<p>\n\tDando\nintrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 pe\u00e7a, \u00e9 usada a m\u00fasica \u201cCota n\u00e3o \u00e9 esmola\u201d\nda cantora Bia Ferreira. Em seguida, Ligiane pede ao p\u00fablico que\nescreva nos bra\u00e7os da atriz as palavras: mulher, pobre, negra,\nfavela e escritora. No decorrer da pe\u00e7a \u00e9 enfatizada, de forma\npo\u00e9tica, a alma de escritora da personagem perif\u00e9rica Carolina,\nal\u00e9m de mostrar seus devaneios e sonhos. Carolina buscava de forma\nincessante por conhecimento, tinha \u201ccabe\u00e7a de poeta\u201d. A pe\u00e7a \u00e9\ncercada por questionamentos que levam a uma cr\u00edtica social. Trechos\nda obra original s\u00e3o incorporados ao espet\u00e1culo, assim como a\nrepeti\u00e7\u00e3o da frase: hoje n\u00e3o tinha o que comer.<\/p>\n\n\n\n<p>\nO\nlivro quarto de despejo: Di\u00e1rio de uma favelada \u00e9 a hist\u00f3ria da\nvida da escritora Carolina Maria de Jesus, que viveu na favela do\nCanind\u00e9, em S\u00e3o Paulo. A obra relata o cotidiano da autora e como\nela sobreviveu sendo catadora de lixo.<\/p>\n\n\n\n<p>\n\tLigiane\nFerreira, relata que enfrentou dificuldades para a produ\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a\ntanto no \u00e2mbito t\u00e9cnicos quanto no financeiro. Quando leu o livro\nde Carolina Maria de Jesus j\u00e1 acreditava no potencial da obra para\nse tornar uma pe\u00e7a teatral. Embora, percebesse a urg\u00eancia da\npersonagem Carolina em se situar como escritora, tamb\u00e9m via a\nnecessidade de falar da quest\u00e3o da fome de maneira evidente. Sem\nanular ambos os elementos. \n<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/DSC1656.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4868\" \/><figcaption> &#8220;A fome \u00e9 professora&#8221; afirma a personagem Carolina. | Foto: Ana Moraes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\n\tEm\nrela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte financeira, Ligiane participou do edital da\nseletiva de apoio a projeto da prefeitura de Ponta Grossa, mas\naconteceu um equ\u00edvoco durante o processo. A atriz foi supostamente\nselecionada e apenas dois dias antes do pagamento da primeira parcela\ndo edital, recebeu a notifica\u00e7\u00e3o de que o seu projeto n\u00e3o teria\nsido um dos contemplados. \u201cEu acho que \u00e9 um desrespeito, porque o\nartista em Ponta Grossa tem uma produ\u00e7\u00e3o m\u00ednima, mas que gera um\ngrande movimento, que n\u00e3o vem sendo valorizado\u201d analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>\n\tO\ncen\u00e1rio foi idealizado pelo artista Sebasti\u00e3o Natalio, que diz ter\noptado por um cen\u00e1rio minimalista. Natalio fez o retrato da\npersonagem Carolina em papel\u00e3o, e deu destaque \u00e0s express\u00f5es no\nolhar da personagem. \u201cUsar o papel\u00e3o ao fazer o retrato, remete \u00e0\nhist\u00f3ria de Carolina, o fato dela catar papel, catar recicl\u00e1veis, \u00e9\numa forma de ligar meu trabalho as suas caracter\u00edsticas\u201d explica o\nartista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto \u201cAntes que o mundo acabe\u201d promoveu a exibi\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a \u201cQuarto de despejo\u201d, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (26). A apresenta\u00e7\u00e3o aconteceu no Phono Pub. 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