{"id":4963,"date":"2011-08-26T00:00:05","date_gmt":"2011-08-26T00:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=205"},"modified":"2011-08-26T00:00:05","modified_gmt":"2011-08-26T00:00:05","slug":"pax-e-alternativa-cultural-fora-do-centro-de-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/pax-e-alternativa-cultural-fora-do-centro-de-pg\/","title":{"rendered":"Pax \u00e9 alternativa cultural fora do centro de PG"},"content":{"rendered":"<div class=\"assinatura\">\u201cChegar ao Cine Pax era um fasc\u00ednio. Vinham pessoas de v\u00e1rios bairros para Oficinas, era um cinema muito bonito para \u00e9poca\u201d. Conta o professor do Departamento de Artes da UEPG Nelson Silva J\u00fanior que era frequentador do local e realizou <span class=\"link-external\"><a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/bicen-tede.uepg.br\/tde_busca\/arquivo.php?codArquivo=163\">sua pesquisa de mestrado em 2008 sobre o tema<\/a><\/span>.<\/div>\n<div class=\"stx\">\n<p>O Cine Pax foi criado pela congrega\u00e7\u00e3o religiosa franciscana, liderada pelo frei Elias Zulian em 12 de setembro de 1964. No surgimento o cinema, a verba arrecadada ajudava a custear as despesas da Igreja S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e da Escola Pax.<\/p>\n<p>Mesmo sendo afastado do centro da cidade, segundo o professor Nelson Silva, o cinema era muito procurado por ser um \u201ccinema bonito e confort\u00e1vel para \u00e9poca\u201d. Outra caracter\u00edstica marcante \u00e9 que no Cine Pax os filmes ficavam mais tempo em cartaz que nos cinemas do centro da cidade.<\/p>\n<p>Leonardo Vicente de Souza, que atualmente \u00e9 vigilante do Pax, foi freq\u00fcentador do local quando ainda era cinema. Ele lembra que o local era muito movimentado, e reunia filas na bilheteria. \u201cToda a regi\u00e3o ao redor do cinema era tomada por carros. Muitas pessoas tamb\u00e9m vinham a p\u00e9, as que moravam na regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O cinema era frequentado por pessoas de v\u00e1rias idades e ofertava sess\u00f5es nos finais de semana nas quartas-feiras no per\u00edodo da noite e \u00e0s tardes (matin\u00eas). A programa\u00e7\u00e3o dos filmes era principalmente nacional e de g\u00eaneros variados. \u201cS\u00f3 n\u00e3o tinha pornografia, como o Cine Inaj\u00e1, porque o padre n\u00e3o deixava\u201d, ressalta Leonardo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, o Cine Pax passou a ser locado e administrado pela empresa de cinema Arco \u00cdris. Segundo a pesquisa de Nelson Silva J\u00fanior, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980 com a programa\u00e7\u00e3o televisiva mais atraente e ascens\u00e3o do videocassete, o Cine Pax fechas suas portas, sendo comprado pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.<\/p>\n<p>A Prefeitura transforma o Pax em teatro, que passa a receber o nome do primeiro reitor da UEPG, Teatro Municipal \u00c1lvaro Augusto Cunha Rocha. Nessa \u00e9poca enquanto teatro, <a class=\"internal-link\" title=\"A fada que comanda o Bando da Leitura\" href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/blocos\/a-fada-que-comanda-o-bando-da-leitura\">Luc\u00e9lia de C\u00e1ssia Clarindo<\/a> foi uma das pessoas que viveu o Pax. Como o seu marido <a class=\"internal-link\" title=\"O guardi\u00e3o do \u00d3pera\" href=\"http:\/\/www.culturaplural.com.br\/o-guardiao-do-opera\">Am\u00e9rico Nunes<\/a> era diretor e t\u00e9cnico do Pax, ela morou a partir de 1989 no camarim do teatro juntamente com seus filhos.<\/p>\n<p>A professora aposentada recorda que no in\u00edcio muitas pessoas que iam assistir \u00e0s pe\u00e7as de teatro n\u00e3o se comportavam em sil\u00eancio, algumas batiam os p\u00e9s, n\u00e3o entendiam. \u201cAs pessoas ainda estavam muito acostumadas com o cinema, n\u00e3o se tinha o h\u00e1bito de acompanhar o teatro, que segue outro ritmo\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Luc\u00e9lia Clarindo, na d\u00e9cada de 1990 o teatro recebia atores globais que reuniam muitas pessoas. Nesse per\u00edodo o Pax tamb\u00e9m abrigava projetos culturais, como o \u201cMostre seu Talento\u201d, onde crian\u00e7as carentes participavam de apresenta\u00e7\u00f5es musicais.<\/p>\n<p>Em 2006, a Prefeitura repassa o Pax para a UEPG, que em 2008 realizou uma reforma no pr\u00e9dio. Segundo a pr\u00f3-reitora de Extens\u00e3o e Assuntos Culturais Gisele Alves de S\u00e1 Quimelli, atualmente o Pax recebe em m\u00e9dia 12 espet\u00e1culos por m\u00eas, sendo de entidades p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O valor de um espa\u00e7o cultural no bairro<\/h3>\n<p>Luc\u00e9lia Clarindo diz que a revitaliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o foi \u00f3tima para valorizar a arte. \u201c\u00c9 o in\u00edcio de um processo. Mas eu gostaria que assim como na \u00e9poca o Cine Pax reunia v\u00e1rios carros de outras regi\u00f5es, que hoje existissem caminhadas dos moradores do bairro at\u00e9 o\u00a0 Pax\u201d.<\/p>\n<p>Nelson Silva J\u00fanior afirma que Ponta Grossa foi uma das poucas cidades que teve o privil\u00e9gio de ter um cinema distante do centro. Para ele \u00e9 fundamental manter espa\u00e7os culturais descentralizados.<\/p>\n<p>\u201cA sensa\u00e7\u00e3o de estar num cinema como antigamente que as pessoas dedicavam tempo para apreciar o cinema e encontrar amigos \u00e9 maravilhoso\u201d.<\/p>\n<p>Reportagem de Weslley Dalcol<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cChegar ao Cine Pax era um fasc\u00ednio. Vinham pessoas de v\u00e1rios bairros para Oficinas, era um cinema muito bonito para \u00e9poca\u201d. Conta o professor do Departamento de Artes da UEPG Nelson Silva J\u00fanior que era frequentador do local e realizou sua pesquisa de mestrado em 2008 sobre o tema. 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