{"id":5433,"date":"2020-06-17T14:17:54","date_gmt":"2020-06-17T17:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=5433"},"modified":"2020-06-17T14:17:54","modified_gmt":"2020-06-17T17:17:54","slug":"da-musica-a-pintura-de-sao-paulo-ao-parana-a-historia-do-pintor-zunir-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/da-musica-a-pintura-de-sao-paulo-ao-parana-a-historia-do-pintor-zunir-andrade\/","title":{"rendered":"Da m\u00fasica \u00e0 pintura, de S\u00e3o Paulo ao Paran\u00e1: a hist\u00f3ria do pintor Zunir Andrade"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 1996, aos 49 anos, Zunir Pereira Andrade Filho mudou-se para Ponta Grossa com a esposa &#8211; Eliete Santos Andrade &#8211; e com as tr\u00eas filhas &#8211; Anna Luiza, Maria Rosa e Mariana Morena. Com a filha mais velha concluindo o ensino m\u00e9dio e sem op\u00e7\u00e3o de universidade p\u00fablica em Itarar\u00e9, onde moravam na \u00e9poca, Zunir trouxe a fam\u00edlia determinado a dar melhores condi\u00e7\u00f5es de estudo \u00e0s filhas. O que ele n\u00e3o sabia, naquele momento, \u00e9 que Ponta Grossa abriria portas inesperadas e, anos mais tarde, ele passaria a ser reconhecido no setor cultural e construir hist\u00f3ria como artista pl\u00e1stico. Ou pintor, como prefere ser chamado. \u201cApesar de muita gente falar que eu sou um artista pl\u00e1stico, acho que sou simplesmente um pintor, prefiro assim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Zunir Andrade nasceu em Buri, uma cidade no interior de S\u00e3o Paulo. Mudou-se para Itarar\u00e9 com a fam\u00edlia quando tinha menos de um ano de idade. \u00c9 filho de m\u00fasico, tamb\u00e9m de nome Zunir, um apaixonado pelos sons, notas e melodias. Naquela \u00e9poca, Seu Zunir [pai] havia sido contratado para tocar em uma orquestra em Itarar\u00e9 e para l\u00e1 seguiu com a fam\u00edlia. Levavam uma vida modesta, j\u00e1 que a m\u00fasica n\u00e3o era uma atividade que rendia muitos lucros, apesar dos esfor\u00e7os que exigia. Depois de participar de uma orquestra, seu Zunir chegou a montar uma banda. Usava o espa\u00e7o da pr\u00f3pria casa para os ensaios. O filho e as duas filhas cresceram em meio ao universo da m\u00fasica. \u201cConvivi desde muito pequeno com a m\u00fasica. N\u00e3o s\u00f3 pelo meu pai, tamb\u00e9m os irm\u00e3os dele \u2013 eram em seis, e cinco eram m\u00fasicos. Tinham uma banda, estavam sempre na minha casa\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da afinidade com a m\u00fasica, nem Zunir, nem as irm\u00e3s, seguiram o mesmo caminho do pai neste ramo. Na juventude, Zunir at\u00e9 teria tentado estudar teoria musical, mas n\u00e3o teve sucesso. \u201cA carreira n\u00e3o decolou, mas aprendi a tocar instrumento de percuss\u00e3o s\u00f3 por estar naquele meio. Participei de escolas de samba, de grupos de chorinho. A pintura veio aparecer na minha vida muito mais tarde\u201d, destaca o pintor.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 12 anos, ainda moleque, Zunir come\u00e7ou a trabalhar em uma farm\u00e1cia. Da\u00ed em diante, pulou de ninho em ninho e experimentou um pouco de cada trabalho. Come\u00e7ou em uma farm\u00e1cia, depois passou por um escrit\u00f3rio de contabilidade, um cart\u00f3rio&#8230; e foi parar nas salas de aula. Praticante de basquetebol nas horas livres, escolheu cursar Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Em 1976, j\u00e1 n\u00e3o morava com os pais. Ganhou uma bolsa de estudos e foi rumo \u00e0 Itapetininga estudar na Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica de Itapetininga. Ficou tr\u00eas anos na cidade. Foi l\u00e1 que conheceu Eliete, atrav\u00e9s de amigos em comum da faculdade. O encontro, contudo, foi r\u00e1pido, e ainda n\u00e3o tiveram nenhum envolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Formado, queria exercer a profiss\u00e3o, mas a vida tomou outros rumos. Um conhecido da fam\u00edlia Pereira Andrade, que tinha v\u00ednculos em Itarar\u00e9 e era dono de uma empresa de transportes no Rio de Janeiro, acabou oferecendo ao rapaz uma vaga no neg\u00f3cio. \u201cFui passar o fim de semana no Rio e passei tr\u00eas anos e meio\u201d, conta Zunir, rindo. Em seguida, voltou para Itarar\u00e9. Come\u00e7ou a trabalhar na Prefeitura Municipal, como professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Simultaneamente, uniu esfor\u00e7os para comprar uma floricultura e ajudar na renda da fam\u00edlia. Em meados de 1978, passou a participar de um grupo musical chamado Grupo Sereno, que tocava M\u00fasica Popular Brasileira em bares da regi\u00e3o. \u201cEra um sucesso local\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, ele sabia que o trabalho n\u00e3o pararia por ali. Em 1979, largou tudo. Fez um concurso para entrar no Banco do Brasil e, de imediato, deixou a Prefeitura, precisou vender a floricultura e o grupo, aos poucos, foi sendo desfeito. No Banco do Brasil, assumiu a carteira agr\u00edcola, setor do banco que atendia produtores rurais. A rotina mudou. Precisava acordar cedo e sair de casa por volta das seis da manh\u00e3. Viajava para prestar atendimento nas zonas rurais e voltava por volta da uma hora da tarde. Quando chegava, lidava com a parte burocr\u00e1tica do servi\u00e7o e fazia os relat\u00f3rios.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste mesmo per\u00edodo, reencontrou Eliete. Em 1982, os dois se casaram, tiveram tr\u00eas filhas e levaram a vida daquela forma por anos. Viram as meninas crescerem no interior de S\u00e3o Paulo. Nos momentos de lazer, a m\u00fasica ainda marcava presen\u00e7a. Al\u00e9m dela, Zunir tornou-se um amante do t\u00eanis e gostava de passar horas jogando.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a filha mais velha estava para concluir o ensino m\u00e9dio, Zunir come\u00e7ou a planejar a vinda para Ponta Grossa. Conseguiu transfer\u00eancia para uma ag\u00eancia do Banco do Brasil da cidade, e a esposa tamb\u00e9m conseguiu transferir o emprego. Queria que as filhas estudassem, que tivessem uma forma\u00e7\u00e3o justa. N\u00e3o havia op\u00e7\u00f5es melhores: a Universidade Estadual de Ponta Grossa era uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica e reconhecida. As outras filhas poderiam encontrar bons cursos por ali. Seria caro mant\u00ea-las fora de casa e por isso optou por trazer toda a fam\u00edlia. \u201cEu n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00e3o. Meu cargo no banco n\u00e3o dava um sal\u00e1rio alto. Minhas duas primeiras filhas tinham s\u00f3 um ano de diferen\u00e7a e a mais nova tr\u00eas abaixo da anterior. O estudo delas aconteceu quase ao mesmo tempo\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chegando em Ponta Grossa, ele se adaptou r\u00e1pido. Procurou um lugar onde pudesse jogar t\u00eanis e conheceu pessoas por meio do esporte. Fez novos amigos e viu que talvez o estere\u00f3tipo do povo ponta-grossense n\u00e3o fosse t\u00e3o ruim assim. \u201cSe fala muito que Ponta Grossa \u00e9 muito fechada, que a cidade n\u00e3o recebe bem as pessoas e que o pessoal \u00e9 muito tradicional e se preocupa muito com \u2018nomes\u2019. Mas acho que o segredo era se aproximar das pessoas certas. Tamb\u00e9m existem pessoas que pensam como eu\u201d, afirma Zunir.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade, viveu em alguns bairros. Morou cerca de 18 anos no Jardim Carvalho, passou por outras regi\u00f5es da cidade e hoje mora com a esposa em um apartamento na Vila Estrela. Na vinda, acabou trabalhando por apenas dois anos no Banco do Brasil da cidade e depois se aposentou. \u201cNunca pensei em voltar para Itarar\u00e9\u201d, fala Zunir, hoje com ra\u00edzes em Ponta Grossa. Com o passar do tempo, as tr\u00eas filhas se formaram na UEPG.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\tDepois de aposentado, um dia, andando pelas ruas, deparou-se com as obras de Pl\u00e1cido Fagundes expostas nas cal\u00e7adas. Passou a andar por ali com freq\u00fc\u00eancia e Pl\u00e1cido tentava vender as pinturas. Zunir sempre olhava, atento, e ora ou outra fazia observa\u00e7\u00f5es que achava pertinentes. \u201cVia os trabalhos dele e ele falava sobre. Acho que ele gostou das minhas coloca\u00e7\u00f5es e um dia ele me perguntou por qu\u00ea eu n\u00e3o pintava\u201d, conta Zunir sobre os primeiros passos nas artes pl\u00e1sticas. \u201cEu sempre gostei de pintura, tive quadros na minha casa. Me chamava aten\u00e7\u00e3o. Mas at\u00e9 ent\u00e3o, nunca tinha desenhado nada, nunca me interessei\u201d, acrescenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre o motivo de n\u00e3o ter descoberto o talento antes, Zunir diz n\u00e3o aprovar esta ideia de talento. Ele acredita que dom e talento podem ser constru\u00eddos, e n\u00e3o s\u00e3o sempre inatos. \u201cSempre fui bloqueado pelo conceito que se tem de dom, de talento. Muita gente n\u00e3o desenha porque diz que n\u00e3o tem dom. Mas com o que aconteceu na minha vida eu posso derrubar essa tese do dom. Eu nunca tinha feito um desenho na minha vida\u201d, frisa. Foi atrav\u00e9s de um livro de Betty Edwards, intitulado \u2018Desenhando com o lado direito do c\u00e9rebro\u2019, que Zunir come\u00e7ou a estudar por conta pr\u00f3pria e entrou de vez no mundo da arte.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros anos, estudava e pintava pelo menos 2 horas por dia. Algum tempo depois, quando viu que poderia desenvolver melhor a atividade, come\u00e7ou a fazer aulas de pintura. De 2001 a 2008, teve tr\u00eas professores: Rosane Santos, H\u00e9lio de Jesus e Astrid Jonker. Neste per\u00edodo, j\u00e1 produzia. Em 2005, fez as primeiras exposi\u00e7\u00f5es, com pinturas a \u00f3leo de paisagens. Ainda assim, buscava aperfei\u00e7oamento, queria entender mais o que estava produzindo. At\u00e9 hoje, tem prefer\u00eancia pelas paisagens naturais. Gosta de retratar lugares por onde passa e aprecia as imagens paranistas \u2013 possui obras retratando trechos de zona rural da regi\u00e3o e da col\u00f4nia Witmarsum, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para crescer no ramo, Zunir contou sempre com a compreens\u00e3o e o prest\u00edgio da fam\u00edlia. Mas foi uma funcion\u00e1ria do setor cultural do Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (SESC) de Ponta Grossa quem deu ao pintor iniciante instrumentos para que ele se sentisse capaz e tivesse for\u00e7a de vontade para seguir. M\u00e1rcia Sielski era professora, ativista em quest\u00f5es culturais. Ajudou Zunir a expor seus trabalhos, abriu as portas do SESC a ele e fez com que seus quadros virassem not\u00edcia, alcan\u00e7assem mais pessoas e fossem lembrados. Fazia tudo por ele e por outros artistas da cidade. Em 2012, M\u00e1rcia veio a falecer de um mal s\u00fabito. \u201cNossa, como eu senti a morte dela\u201d, diz o pintor. \u201cApoio mesmo foi a M\u00e1rcia. A fam\u00edlia aceitou, estava junto, seria dif\u00edcil n\u00e3o querer que eu fizesse isso. Mas voc\u00ea tem que sentir que vale a pena e ela era uma pessoa que entendia da arte e reconhecia o meu trabalho\u201d, fala emocionado.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo na beira da estrada, indo pra Curitiba, Zunir j\u00e1 encontrou inspira\u00e7\u00e3o. \u201cParei, fiz uma foto e, depois de um tempo, lembrei daquela imagem e reproduzi\u201d, explica. Outro fasc\u00ednio de Zunir Andrade \u00e9 pelas obras de natureza morta \u2013 de interior, de mesas, de objetos. Gosta do realismo, da transpar\u00eancia, da naturalidade da pintura. H\u00e1 alguns anos, fez parte de um projeto chamado \u2018Croqui Urbano\u2019, em que se reunia com outros pintores nas manh\u00e3s de domingo, em ruas de Ponta Grossa, para fazer registros da cidade. Tenta n\u00e3o etiquetar um estilo \u00fanico para a produ\u00e7\u00e3o \u2013 est\u00e1 sempre aberto a ideias que mere\u00e7am ser registradas e que tenham um pouco da sua identidade. \u201cQualquer pintura que voc\u00ea vai fazer, seja baseada em uma fotografia, seja ao ar livre, voc\u00ea sempre coloca alguma coisa tua, uma marca. Voc\u00ea n\u00e3o se satisfaz s\u00f3 com o que est\u00e1 ali\u201d, afirma o artista.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma de suas \u00faltimas obras, feitas no m\u00eas de maio pensando na exposi\u00e7\u00e3o \u2018Maio em cor\u2019, promovida pelo Centro de Cultura de Ponta Grossa, foi uma releitura do quadro \u2018Caipira picando fumo\u2019, de 1893, feita por Almeida J\u00fanior. O quadro de Zunir troca o fumo por um aparelho celular com fones de ouvido e, ao lado do homem sentado na escadaria da cada, um ma\u00e7o de cigarros de marca tradicional. \u00c0 produ\u00e7\u00e3o, deu o nome de \u2018Caipira n\u00e3o pica fumo\u2019. Trata-se de uma s\u00e1tira, uma cr\u00edtica social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a \u00faltima mudan\u00e7a de resid\u00eancia, Zunir n\u00e3o possui mais um atelier pr\u00f3prio. Usa espa\u00e7os de arte na cidade \u2013 a PROEX, Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o da UEPG, por exemplo, disponibiliza uma sala para o pintor quando n\u00e3o est\u00e1 sendo usada pela universidade. Gosta de trabalhar pela manh\u00e3. Para a \u00faltima exposi\u00e7\u00e3o, acordava cedo para pintar todos os dias. \u201cO processo n\u00e3o \u00e9 r\u00e1pido. Quando se trata de tinta a \u00f3leo, voc\u00ea precisa esperar secar para fazer as camadas. Um quadro desses\u201d \u2013 diz, apontando para a exposi\u00e7\u00e3o \u2013 \u201c\u00e0s vezes voc\u00ea demora dez, quinze dias para arrematar\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos hor\u00e1rios em que n\u00e3o est\u00e1 pintando, Zunir trabalha com m\u00e1quinas que fazem a troca de cordas de raquetes de t\u00eanis e pratica a modalidade tr\u00eas vezes por semana. Tenta n\u00e3o fazer da pintura um trabalho, mas n\u00e3o gosta de intervalos muito grandes entre suas produ\u00e7\u00f5es. \u201cSe eu fico dois ou tr\u00eas dias sem pintar eu sinto que estou em falta com o mundo. Tenho que produzir. N\u00e3o consigo ficar sem. Sinto que est\u00e1 faltando, eu tenho que pintar\u201d, conta, aos risos. O retorno financeiro \u00e9 muito baixo. Hoje em dia, \u00e9 dif\u00edcil vender quadros e, quando s\u00e3o vendidos, t\u00eam pouco lucro \u2013 n\u00e3o compensam o valor investido nas tintas e em tempo. \u201cSe eu fosse viver disso, n\u00e3o viveria\u201d, pontua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\tAos 72 anos, Zunir quer continuar pintando e deseja que as pessoas passem a valorizar mais a arte \u2013 seja em forma de pintura ou n\u00e3o. Olhando para a exposi\u00e7\u00e3o de seus quadros no Centro de M\u00fasica, sabe que muitas vezes aquilo \u00e9 invis\u00edvel, despercebido pelas pessoas. \u201cPouca gente entende e pouca gente v\u00ea pintura. Garanto para voc\u00ea que muita gente passa por aqui e n\u00e3o v\u00ea. Muita gente vai \u00e0 minha casa, onde tenho quadros de v\u00e1rios bons pintores paranaenses, e \u00e9 muito raro uma pessoa olhar para os quadros, perguntar de quem \u00e9\u201d, afirma. Zunir lamenta a desvaloriza\u00e7\u00e3o, a dificuldade das pessoas hoje captarem o sentido, a po\u00e9tica das produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, mas n\u00e3o desiste. Hoje, d\u00e1 aulas em comunidades carentes para crian\u00e7as entre 12 e 14 anos e acredita estar contribuindo com uma sociedade melhor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA arte nos torna melhores como ser humano. \u00c9 um combust\u00edvel para a autoestima. Acho que estou fazendo uma coisa boa, bonita, que pode influenciar outras pessoas\u201d, avalia Zunir. O pintor tamb\u00e9m cr\u00ea na mudan\u00e7a de olhar promovida pela arte e no poder que ela possui para ser disseminada. \u201cA camiseta que voc\u00ea est\u00e1 usando, seu cal\u00e7ado, sua bolsa. H\u00e1 um artista que desenhou\u201d. Questionado sobre um conselho que deixaria \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es e \u00e0s pessoas que ainda n\u00e3o experienciaram o apreciar das artes pl\u00e1sticas, aconselha: \u201cParem, olhem, vejam. Veja se sente alguma coisa, perca um minuto em frente a uma obra de arte. Talvez isso aguce a sensibilidade das pessoas\u201d, finaliza.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1996, aos 49 anos, Zunir Pereira Andrade Filho mudou-se para Ponta Grossa com a esposa &#8211; Eliete Santos Andrade &#8211; e com as tr\u00eas filhas &#8211; Anna Luiza, Maria Rosa e Mariana Morena. Com a filha mais velha concluindo o ensino m\u00e9dio e sem op\u00e7\u00e3o de universidade p\u00fablica em Itarar\u00e9, onde moravam na \u00e9poca,&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":524,"featured_media":5434,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5433"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/524"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5433"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5433\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}