{"id":5464,"date":"2020-07-01T14:05:15","date_gmt":"2020-07-01T17:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=5464"},"modified":"2020-07-01T14:05:15","modified_gmt":"2020-07-01T17:05:15","slug":"mario-canario-o-plantador-de-arvores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/mario-canario-o-plantador-de-arvores\/","title":{"rendered":"M\u00e1rio Can\u00e1rio, o plantador de \u00e1rvores"},"content":{"rendered":"\n<p>De \u00e1rvore em \u00e1rvore, o esfor\u00e7o de um funcion\u00e1rio da Universidade Estadual de Ponta Grossa criou ra\u00edzes, cresceu e produziu um grande resultado. M\u00e1rio C\u00e9zar Bronguel, conhecido como \u201cM\u00e1rio Can\u00e1rio\u201d, aos 56 anos, calcula que j\u00e1 plantou em torno de mil \u00e1rvores ao longo da vida. E dentre os lugares que mais semeou, est\u00e1 o Campus Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), onde faz quest\u00e3o de plantar e multiplicar \u00e1rvores de v\u00e1rias esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p>O fasc\u00ednio dele pelo <em>hobby<\/em> come\u00e7ou cedo. M\u00e1rio se encantava com as \u00e1rvores de Rio Azul, cidade cheia de \u00e1rvores onde cresceu cultivando o prazer por plantar. Formado em Economia e Administra\u00e7\u00e3o, tornou-se funcion\u00e1rio da UEPG no ano de 1989 trabalhando na secretaria da universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa em come\u00e7ar a plantar \u00e1rvores na universidade veio em 2008, quando come\u00e7ou a trabalhar no Protocolo Geral. Com a constru\u00e7\u00e3o do Centro de Conviv\u00eancia do Campus da UEPG em Uvaranas, M\u00e1rio percebeu que o ambiente estava muito vazio e sem sombra para descansar. No mesmo ano, o Col\u00e9gio Estadual Augusto Ribas juntamente, junto com o N\u00facleo de Estudos em Meio Ambiente (NUCLEAM), distribu\u00eda mudas para a popula\u00e7\u00e3o. \u201cNa \u00e9poca eram doadas muitas mudas, algumas escolas at\u00e9 vinham pegar algumas para plantar, mas eu percebia que mesmo assim muitas plantas acabavam morrendo por n\u00e3o serem transplantadas\u201d. M\u00e1rio conta que na \u00e9poca havia falta de interesse das pessoas pelas plantas, foi quando resolveu pegar algumas mudas para plantar em volta do Centro de Conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O funcion\u00e1rio lembra que lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o o estacionamento ao lado do Centro de Conviv\u00eancia, que n\u00e3o tinha nenhuma sombra de \u00e1rvore para deixar os carros, \u201co espa\u00e7o do campus era grande e sem vida\u201d. Tipuana (uma \u00e1rvore com grandes galhos e com flores amarelo-douradas) foi a primeira que Mario plantou na Universidade. Recordar o local exato onde a \u00e1rvore foi plantada \u00e9 algo dif\u00edcil depois de mais de 10 anos plantando no Campus. \u201cEscolhi essa esp\u00e9cie, pois \u00e9 uma \u00e1rvore que cresce r\u00e1pido e que tem galhos grandes para fazer sombra\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em anos de trabalho, M\u00e1rio foi cada vez mais desenvolvendo o prazer por plantar \u00e1rvores e j\u00e1 participou de v\u00e1rios projetos com engajo ambiental e, entre eles, o que mais se recorda foi um projeto da \u201cArte Mahikari\u201d. A palavra \u201cMahikari\u201d \u00e9 formada por dois voc\u00e1bulos: Ma (que significa verdade) e Hikari (que quer dizer luz); ou seja, \u201cluz da verdade\u201d, essa arte \u00e9 uma corrente religiosa de menos de trinta anos de idade.&nbsp; Oriunda no Jap\u00e3o por efeito de \u201crevela\u00e7\u00f5es\u201d feitas a Sukuinushi-Sama entre 1959 e 1967, existe no Sul do Brasil e professa a exist\u00eancia da Luz Divina, que \u00e9 aplicada aos enfermos e carentes por imposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3os (okiyome). M\u00e1rio colabora com o desenvolvimento da Mahikari na cidade e difunde o poder da imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os a todos que fazem parte da sua conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa arte tamb\u00e9m trabalha por quest\u00f5es ecol\u00f3gicas. Em mar\u00e7o de 2018 desenvolveu com um grupo de jovens um trabalho de revitaliza\u00e7\u00e3o de mata ciliar na cidade de Fazenda Rio Grande, regi\u00e3o metropolitana de Curitiba. \u201cForam plantadas mil \u00e1rvores em um dia s\u00f3, e no final da tarde veio uma chuva forte que parecia uma ben\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rvore favorita de M\u00e1rio \u00e9 o pinheiro, pois em sua inf\u00e2ncia, perto do lugar onde morava, colhia o pinh\u00e3o para fazer sapecada, que \u00e9 um prato t\u00edpico da regi\u00e3o sul em que juntam-se ramos secos da pr\u00f3pria planta, chamados de grimpa, de modo a formar uma fogueira. Sobre essa fogueira colocam-se os pinh\u00f5es e ateia-se fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>O sonho de M\u00e1rio \u00e9 que a cidade tenha mais \u00e1rvores. Percorrendo a Universidade, ele vai reconhecendo as \u00e1rvores que plantou: \u201ceu planto por <em>hobby<\/em>, al\u00e9m de gostar eu vejo que Ponta Grossa tem muitas \u00e1reas que poderiam ter mais \u00e1rvores, tanto para melhorar a qualidade de vida, quanto para deixar a cidade mais bonita\u201d. M\u00e1rio reconhece algumas \u00e1rvores por nome, como um pinheiro plantado perto da pista de atletismo que chamou de \u201cJoice\u201d em homenagem \u00e0 sua namorada. \u201cPlantei essa \u00e1rvore ao lado da pista de atletismo pois foi aqui que eu conheci a minha namorada durante uma tarde enquanto caminhava\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/M\u00e1rio-Can\u00e1rio-ao-lado-da-\u00e1rvore-que-carinhosamente-apelidou-de-\u201cJoice\u201d..png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5465\" \/><figcaption> M\u00e1rio Can\u00e1rio ao lado da \u00e1rvore que carinhosamente apelidou de \u201cJoice\u201d.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Das esp\u00e9cies que j\u00e1 plantou revela o fasc\u00ednio por tudo que aprendeu ao longo dos anos. \u201cPlantar uma \u00e1rvore \u00e9 tudo de bom, tem \u00e1rvores que d\u00e3o alimento e t\u00eam outras que d\u00e3o flores, por isso toda \u00e1rvore tem a sua beleza\u201d. Mario \u00e9 uma das figuras que fazem o bem sem esperar reconhecimento. Conhecido por muitos alunos da Universidade, ele continua plantando suas \u00e1rvores e mostrando que uma simples a\u00e7\u00e3o pode ajudar a transformar a natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da entrevista M\u00e1rio resolveu plantar uma \u00e1rvore e colocar o nome da rep\u00f3rter que vos fala, a muda escolhida por ele \u00e9 um pinheiro. O funcion\u00e1rio transplantou a muda ao lado da pista de atletismo da UEPG e a apelidou de Thaiz como forma de gratid\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/RiwF0JTpmgZnpwlSRwApWcVhpENJwRV8GXNhVqy3qWbBX_g68wt0OdRpWoXUqQlOgKNpFJ9r_yVs-3b02emIymHOnmfdC0f1qdcvLlmf8CddRFICIk8zUubs3whv2LxRYS8wKHUJkNeIIyJcCKAuMiw\" alt=\"\" \/><figcaption>  M\u00e1rio plantando o pinheiro que apelidou de \u201cThaiz\u201d <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De \u00e1rvore em \u00e1rvore, o esfor\u00e7o de um funcion\u00e1rio da Universidade Estadual de Ponta Grossa criou ra\u00edzes, cresceu e produziu um grande resultado. M\u00e1rio C\u00e9zar Bronguel, conhecido como \u201cM\u00e1rio Can\u00e1rio\u201d, aos 56 anos, calcula que j\u00e1 plantou em torno de mil \u00e1rvores ao longo da vida. 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