{"id":5688,"date":"2020-10-01T15:35:42","date_gmt":"2020-10-01T18:35:42","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=5688"},"modified":"2020-10-01T15:35:42","modified_gmt":"2020-10-01T18:35:42","slug":"aumento-das-vendas-na-pandemia-x-taxacao-de-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/aumento-das-vendas-na-pandemia-x-taxacao-de-livros\/","title":{"rendered":"Aumento das vendas na pandemia X taxa\u00e7\u00e3o de livros"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Manuela Roque e Tamires Limurci<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p>Durante o cen\u00e1rio de pandemia, a cultura tem sido a melhor aliada dos brasileiros que ainda seguem o isolamento social. Se o contato com a m\u00fasica, o cinema e a literatura j\u00e1 fazia parte do cotidiano de muitos antes da chegada do coronav\u00edrus ao Brasil, agora dentro de casa a arte passa a ser um ref\u00fagio para acalmar mentes e cora\u00e7\u00f5es em um momento de incertezas. E quanto mais ela \u00e9 consumida, mais o setor cultural consegue se reerguer, uma vez que foi um dos grandes prejudicados pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento na procura de livros durante a quarentena, por exemplo, tem se mostrado um dos carros-chefe para a sobreviv\u00eancia desse setor. Apesar do impacto negativo nos meses de mar\u00e7o e abril \u2013 in\u00edcio do isolamento social \u2013 os meses seguintes apresentaram aumento no faturamento e no volume de livros vendidos, se comparado com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<br><br>Segundo dados obtidos a partir de uma parceria entre o\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/snel.org.br\/pesquisas\/#1528207355291-9b386479-b54d\" target=\"_blank\">Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Nielsen Bookscan Brasil<\/a>, atrav\u00e9s da pesquisa \u201cPainel do Varejo de Livros no Brasil\u201d, no primeiro m\u00eas de isolamento social completo, em abril, o setor teve uma queda de 45,35% se comparado com a mesma faixa de tempo do ano de 2019, o que significa uma quantidade de vendas de aproximadamente 1,3 milh\u00f5es de livros a menos. A queda de faturamento, ent\u00e3o, diminuiu 47,61%. Como uma tentativa de reverter esse cen\u00e1rio, os descontos aumentaram em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, em que a m\u00e9dia era de 16%, saltando para 24% em 2020.<br><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 entre os meses de maio e junho, o setor livreiro teve um crescimento de 32% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, sendo vendida uma quantidade de 2,7 milh\u00f5es de livros at\u00e9 o momento da pesquisa. Entretanto, comparada a 2019, a queda no n\u00famero de vendas foi de 5,15%. O faturamento tamb\u00e9m cresceu 31%, arrecadando um valor de 109 milh\u00f5es de reais, mesmo sendo 3,16% a menos em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, o setor come\u00e7ou a se restabelecer, superando as m\u00e9dias de 2019 com uma porcentagem de 0,64% e aumentando para 4,44% a arrecada\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a junho ao totalizar 117 milh\u00f5es de reais. Este foi o primeiro m\u00eas da pesquisa a apresentar uma melhora significativa no setor durante a pandemia. \u00a0<br><br>O \u00faltimo m\u00eas analisado pela pesquisa foi agosto, que teve uma queda de 6,77% na arrecada\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo em 2019. Contudo, ao ser comparado com o m\u00eas de julho deste ano, as vendas aumentaram em 6,4%, somando 124 milh\u00f5es de reais em livros vendidos no Brasil apenas neste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O jornalista e doutor em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA-USP), Ben-Hur Demeneck, comenta a respeito da import\u00e2ncia da leitura em meio ao cen\u00e1rio de pandemia e do isolamento social. \u201cA pandemia refor\u00e7ou o papel central do livro em momentos de crise. Mais que puls\u00f5es de morte, momentos de crise propiciam for\u00e7as de regenera\u00e7\u00e3o. E quem l\u00ea nunca est\u00e1 sozinho. O livro costuma ser um eficiente ant\u00eddoto para a fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento e ansiedades\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Demeneck cita tamb\u00e9m a retomada da escrita em di\u00e1rios, o contato com obras liter\u00e1rias mais extensas e a incorpora\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>lives<\/em>\u00a0e do trabalho em formato remoto no cotidiano dos brasileiros, que permitem um contato maior com o ambiente pessoal de cada um.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O risco da taxa\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Se depender dos brasileiros, o setor livreiro tem um futuro promissor em vista. Por\u00e9m, o governo parece nadar contra a corrente com a proposta da reforma tribut\u00e1ria em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso. O texto prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o de tributos como PIS e Cofins pela Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Opera\u00e7\u00f5es com Bens e Servi\u00e7os, a CBS, eliminando a isen\u00e7\u00e3o que torna o livro tribut\u00e1vel. Desta forma, o setor livreiro, que \u00e9 imune a impostos por meio de uma lei em vigor desde 2004, ter\u00e1 que arcar com tais contribui\u00e7\u00f5es sociais, tendo taxa de 12%, igual a todos os outros setores.<br><br>A reforma, encaminhada pelo atual ministro da economia, Paulo Guedes, foi debatida em audi\u00eancia no Congresso em 5 de agosto, conforme registrado em\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/08\/novo-tributo-ameaca-encarecer-livros-e-quebrar-editoras-que-ja-agonizam.shtml\" target=\"_blank\">mat\u00e9ria da\u00a0<em>Folha de S. Paulo<\/em><\/a>. Entre os diversos debates levantados est\u00e1 o questionamento se quem consome livro s\u00e3o pessoas abastadas, defendido pelo ministro, e o risco de a taxa\u00e7\u00e3o provocar aumento no pre\u00e7o dos livros e transform\u00e1-lo em um produto elitizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ben-Hur Demeneck refor\u00e7a que as amea\u00e7as proferidas contra o mercado do livro por Paulo Guedes escancaram a falta de est\u00edmulos para a economia criativa no governo Bolsonaro. O jornalista afirma que a proposta em tramita\u00e7\u00e3o \u201ctamb\u00e9m exp\u00f5e o car\u00e1ter obscurantista de um governo que em vez de promover Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Ci\u00eancia, encampa uma \u201cguerra cultural\u201d que em vez de promover livros, promove armas\u201d.<br><br>Ben-Hur tamb\u00e9m relembra a absolvi\u00e7\u00e3o dada pelo Congresso Nacional de aproximadamente R$ 1 bilh\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias de igrejas acumuladas ap\u00f3s fiscaliza\u00e7\u00f5es e multas aplicadas pela Receita Federal: \u201cOu seja, a austeridade s\u00f3 vale contra o setor intelectual, tradicionalmente cr\u00edtico ao autoritarismo\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista considera uma inverdade a afirma\u00e7\u00e3o do tributarista Bernard Appy,\u00a0mentor da proposta de reforma tribut\u00e1ria em tramita\u00e7\u00e3o, a respeito do livro como um objeto de consumo da elite: \u201cUm ingresso para assistir um jogo do Oper\u00e1rio \u00e9 mais caro que um romance que ganhou o Jabuti. Mais caro que um livro de um autor premiado pelo Nobel. Por falar nisso, nunca tive not\u00edcia de um sarau de condom\u00ednios fechados\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a reforma proposta pelo Minist\u00e9rio da Economia \u00e9 indefens\u00e1vel. Marcos Pereira, presidente do sindicato, declarou \u00e0\u00a0<em>Folha de S. Paulo<\/em>\u00a0que o faturamento total do mercado editorial no ano passado, o qual arrecadou de R$ 5,7 bilh\u00f5es, \u00e9 desproporcional \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o pedida pela nova reforma, o que poder\u00e1 prejudicar o setor como um todo e levar diversas empresas de pequeno porte do ramo \u00e0 fal\u00eancia. A al\u00edquota zero, segundo o editor, que segue em vigor para o setor, \u00e9 \u201cuma aposta num Brasil moderno, inclusivo, com vontade de ascens\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira tamb\u00e9m afirmou que taxar o livro \u00e9 um \u201cdesenvestimento\u201d, uma vez que o pa\u00eds j\u00e1 possui uma car\u00eancia hist\u00f3rica de investimentos em pol\u00edticas para leitura. O sindicato ainda assinou um manifesto em conjunto com a C\u00e2mara Brasileira do Livro e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores de Livros Escolares, defendendo a necessidade dos brasileiros terem acesso aos livros, que n\u00e3o apenas exercem seu papel cultural, mas tamb\u00e9m s\u00e3o fonte de educa\u00e7\u00e3o e auxiliam no crescimento intelectual e social.<br><br><strong>Movimentos se posicionam contra a taxa\u00e7\u00e3o<\/strong><br>A proposta de taxa\u00e7\u00e3o tem gerado forte repercuss\u00e3o no\u00a0mercado editorial, que\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2020\/08\/entenda-como-a-taxacao-de-livros-pode-afastar-os-mais-pobres-do-universo-literario.shtml\" target=\"_blank\">encolheu mais de 20% em uma d\u00e9cada<\/a>, com perdas que somam R$ 1,4 bilh\u00e3o. O cen\u00e1rio tem vislumbrado novas portas com o meio digital, seja com a populariza\u00e7\u00e3o dos\u00a0<em>eBooks<\/em>, seja com o aumento das compras online em raz\u00e3o da pandemia. Mas ainda assim n\u00e3o s\u00e3o suficientes para suprir as necessidades dos espa\u00e7os f\u00edsicos, ainda muito procurados pelos leitores. Afinal, para quem prefere um livro de papel, n\u00e3o h\u00e1 parque de divers\u00e3o que se compare a uma livraria com estantes recheadas de op\u00e7\u00f5es.<br><br>A movimenta\u00e7\u00e3o nas redes sociais tamb\u00e9m n\u00e3o fica para tr\u00e1s. A\u00a0<em>hashtag<\/em>\u00a0#defendaolivro tem unido editoras e leitores a favor da causa. Em 11 de agosto, Dia do Estudante, a campanha foi o assunto mais comentado em redes como o Twitter e Instagram, levantando o questionamento do acesso que j\u00e1 \u00e9 prec\u00e1rio \u00e0 leitura para a maioria dos estudantes brasileiros e se tornar\u00e1 ainda mais dif\u00edcil com a taxa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que, com o suposto programa de doa\u00e7\u00f5es de livros citado por Paulo Guedes, a escolha dos t\u00edtulos ficaria a cargo do governo, com a possibilidade de censurar aqueles que desagradem os grupos pol\u00edticos que est\u00e3o no poder. E isso n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel de acontecer, uma vez que h\u00e1 menos de 60 anos o Brasil j\u00e1 viu sua liberdade de express\u00e3o ser reprimida durante a ditadura militar.<br><br>A partir de sua experi\u00eancia como professor no curso de Jornalismo da UEPG, Ben-Hur Demeneck afirma que h\u00e1 a necessidade de pensar tamb\u00e9m nas quest\u00f5es hist\u00f3ricas carregadas pela censura e em como os estudantes podem se posicionar contra ela. O jornalista tamb\u00e9m refor\u00e7a: \u201cPenso que um jovem deve praticar a rebeldia de montar sua pr\u00f3pria lista de leituras. \u00c9 o m\u00ednimo que se espera de um jovem: ousar e descobrir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil entender a quem essa taxa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 beneficiar. Se os ricos pagar\u00e3o mais caro, e os pobres n\u00e3o poder\u00e3o pagar, como \u00e9 poss\u00edvel as editoras sobreviverem financeiramente nesse cen\u00e1rio? Aumentar os descontos para atrair o p\u00fablico n\u00e3o permitir\u00e1 fechar as contas no final do m\u00eas. O governo pretende auxiliar todas as empresas que forem \u00e0 fal\u00eancia ou o \u00fanico objetivo ser\u00e1 faz\u00ea-las pagar at\u00e9 n\u00e3o restar mais nada no caixa com os 12% de taxas? Muitas perguntas permanecem sem resposta em meio a um momento de incertezas para o mercado editorial.<br><br>A crise enfrentada pelo setor livreiro vai muito al\u00e9m ao colapso na sa\u00fade provocado pela pandemia do coronav\u00edrus. Estamos falando de um setor que j\u00e1 sofre financeiramente h\u00e1 anos, e ainda busca sobreviver em meio \u00e0 falta de pol\u00edticas de incentivo. Todo brasileiro deve ter o direito garantido de acesso \u00e0 leitura, e n\u00e3o somente aqueles que podem pagar por um livro com um valor que cobriria despesas de toda uma fam\u00edlia numa periferia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura como direito<\/strong><br>Na vis\u00e3o de Ben-Hur Demeneck, a leitura \u00e9 um direito \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e opera como uma necessidade humana, al\u00e9m de potencializar o conhecimento para quem o consome. \u201cUm livro condensa tempo e energia criativa. Como negar acesso a um cidad\u00e3o, independentemente de sua classe social? Imposs\u00edvel!\u201d, questiona. O jornalista tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia da leitura para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais democr\u00e1tica. \u201cSe n\u00e3o fosse a leitura, n\u00e3o teria a Inconfid\u00eancia, n\u00e3o teria o movimento abolicionista, n\u00e3o teria voto das mulheres, n\u00e3o teria Diretas J\u00e1. N\u00e3o teria avi\u00e3o, n\u00e3o teria internet, nem universidade.\u00a0Apenas lendo conseguimos ativar a vis\u00e3o de outros futuros mais promissores, vamos em busca de uma felicidade menos ego\u00edsta, de uma vida menos limitada ao que \u00e9 imediato\u201d.<br><br>M\u00e1rio Quintana j\u00e1 dizia:<br> \u201c<em>Livros n\u00e3o mudam o mundo,<br>quem muda o mundo s\u00e3o as pessoas.<br>Os livros s\u00f3 mudam as pessoas.\u201d<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das ferramentas mais eficazes de transforma\u00e7\u00e3o de uma sociedade \u00e9 a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao livro. E n\u00e3o existe nada no mundo que consiga deter o esp\u00edrito daquele que se disp\u00f5e a folhear as p\u00e1ginas de um livro e deixar-se levar pelos horizontes do conhecimento. Para o jornalista, \u00e9 urgente a necessidade de combater a desinforma\u00e7\u00e3o e o obscurantismo, impregnados na realidade atual brasileira: \u201cMuito al\u00e9m de qualquer op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, a defesa da democracia hoje passa por defender a preval\u00eancia do conhecimento sobre a autoridade. Defender o livro \u00e9 defender a liberdade, a liberdade no sentido mais amplo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Leitura n\u00e3o apenas entret\u00e9m. Ela abre portas para a imagina\u00e7\u00e3o, permite ao leitor sonhar, rir, chorar e se encantar. Ela informa. Ela ajuda a aprimorar o vocabul\u00e1rio e a escrita. Ela transmite cultura para diversas gera\u00e7\u00f5es. E, acima de tudo, ela \u00e9 liberta\u00e7\u00e3o.<br>Leitura \u00e9 cultura. E se \u00e9 cultura, deve sempre ser plural.\u00a0<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a uma crise de sa\u00fade mundial e a propostas financeiras do governo que podem comprometer as vendas, futuro das editoras brasileiras \u00e9 incerto<\/p>\n","protected":false},"author":554,"featured_media":5690,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[11,40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5688"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/554"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5688\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}