{"id":5694,"date":"2020-10-05T09:27:56","date_gmt":"2020-10-05T12:27:56","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=5694"},"modified":"2020-10-05T09:27:56","modified_gmt":"2020-10-05T12:27:56","slug":"com-futuro-incerto-acervo-do-museu-epoca-passa-por-possiveis-negociacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/com-futuro-incerto-acervo-do-museu-epoca-passa-por-possiveis-negociacoes\/","title":{"rendered":"Com futuro incerto, acervo do Museu \u00c9poca passa por poss\u00edveis negocia\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Por Ana Luiza Bertelli Dimbarre e Leriany Barbosa <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O Museu \u00c9poca, espa\u00e7o que guarda parte da hist\u00f3ria da cidade de Ponta Grossa, est\u00e1 com as portas fechadas desde 2016, quando seu idealizador, Aristides Sposito, adoeceu e n\u00e3o conseguiu mant\u00ea-lo em funcionamento. Com isso, a regi\u00e3o dos Campos Gerais perdeu uma importante refer\u00eancia, visto que a institui\u00e7\u00e3o oferecia, gratuitamente, acesso ao conhecimento hist\u00f3rico na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu Aristides, que cuidava sozinho do Museu, infelizmente n\u00e3o conseguiu ver o espa\u00e7o funcionando novamente, pois faleceu em 2019. Por\u00e9m, o seu legado gera debates at\u00e9 os dias de hoje. Por ter um acervo raro de antiguidades, o Museu \u00c9poca, administrado pela fam\u00edlia Sposito, passa por eventuais negocia\u00e7\u00f5es de comodato com a Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Durante, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura, relata que est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia do senhor Aristides Sposito sobre o acervo, mas que por existirem algumas \u201carestas\u201d, por conta de quest\u00f5es familiares, o processo ficou dificultoso. Ele ainda explica que a Funda\u00e7\u00e3o deseja transferir o acervo do Museu \u00c9poca \u00e0 Mans\u00e3o Vila Hilda, local onde j\u00e1 foi a Biblioteca P\u00fablica da cidade e que hoje funciona como Patrim\u00f4nio Cultural. Ao ser questionado sobre como seria o repasse de verbas ao museu, Fernando cita que n\u00e3o \u00e9 algo a se pensar no momento, visto que \u00e9 preciso verificar o aspecto legal, por envolver dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Aristides Sposito Junior, um dos filhos de seu Aristides, conta que o acervo sempre foi a grande preocupa\u00e7\u00e3o dos quatro filhos do casal, em decorr\u00eancia da dedica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia pela preserva\u00e7\u00e3o deste projeto desde o adoecimento do pai. Ap\u00f3s o seu falecimento, o museu ficou estagnado por quest\u00f5es de tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos da fam\u00edlia. Mari\u00e2ngela da Silva Sposito, a filha mais velha, ficou como inventariante e procurou pela Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura para aux\u00edlio e orienta\u00e7\u00e3o de um destino adequado para o acervo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a uma poss\u00edvel negocia\u00e7\u00e3o de comodato&nbsp;do acervo, houve contatos entre a fam\u00edlia Sposito e o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Ponta Grossa, Fernando Durante. Como a fam\u00edlia visa preservar a hist\u00f3ria desse museu, assim como a de seu idealizador, o destino do acervo ainda \u00e9 incerto, pois at\u00e9 ent\u00e3o apenas pretens\u00f5es futuras foram dialogadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Renoaldo Kaczmarech, cuidador da reserva t\u00e9cnica de objetos tridimensionais do Museu Campos Gerais, atuou como colaborador volunt\u00e1rio no Museu \u00c9poca durante um per\u00edodo de 3 a 4 anos. \u201cVisitei, acabei gostando e me ofereci para ajudar. Fiz de tudo ali dentro, desde limpeza de ch\u00e3o at\u00e9 trabalhar com os materiais\u201d. Renoaldo estuda Museologia e aponta que o \u00c9poca parecia mais uma loja de antiguidades do que um museu, devido \u00e0 quantidade de material. Ele fala tamb\u00e9m sobre o legado cultural que o seu Aristides deixou para a cidade, ao comprar um casar\u00e3o com seus pr\u00f3prios meios e ir colecionando pe\u00e7as ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O museu para a cidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por se assemelhar a uma c\u00e1psula do tempo, o Museu \u00c9poca conta com materiais de grande valor hist\u00f3rico. A pr\u00f3pria moradia remete a uma \u00e9poca que n\u00e3o existe mais. De acordo com informa\u00e7\u00f5es de Renoaldo Kaczmarech, materiais como a cruz da Catedral antiga fundida em ferro na Su\u00ed\u00e7a e o bebedouro de cavalos da Pra\u00e7a Ponto Azul fazem parte deste acervo. \u201cT\u00eam coisas precios\u00edssimas ali, que se o material fosse bem tratado e exposto, daria um museu sensacional\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que o \u00c9poca n\u00e3o esteja dentro dos moldes de um museu moderno, seu acervo o torna parte da cultura de Ponta Grossa. Para servir como espa\u00e7o de acesso \u00e0 hist\u00f3ria, o acervo necessitaria de cuidados adequados para ser disponibilizado ao p\u00fablico. Confira o document\u00e1rio&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=y-G0X0JxHDA&amp;ab_channel=WilliamBiagioli\" target=\"_blank\">\u201cFilme de \u00c9poca\u201d<\/a>, produzido por William Biagioli sobre o Museu \u00c9poca, que participou de edital promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura em 2011. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Luiza Bertelli Dimbarre e Leriany Barbosa O Museu \u00c9poca, espa\u00e7o que guarda parte da hist\u00f3ria da cidade de Ponta Grossa, est\u00e1 com as portas fechadas desde 2016, quando seu idealizador, Aristides Sposito, adoeceu e n\u00e3o conseguiu mant\u00ea-lo em funcionamento. 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