{"id":5777,"date":"2020-11-04T09:23:35","date_gmt":"2020-11-04T12:23:35","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=5777"},"modified":"2020-11-04T09:23:35","modified_gmt":"2020-11-04T12:23:35","slug":"o-conhecimento-tecnico-de-mario-kreinki-para-a-historia-do-radio-em-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/o-conhecimento-tecnico-de-mario-kreinki-para-a-historia-do-radio-em-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"O conhecimento t\u00e9cnico de Mario Kreinski para a hist\u00f3ria do r\u00e1dio em Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"\n<p>Entrevista: Nadine Sansana<br>Edi\u00e7\u00e3o: Jessica Grossi e Matheus Gaston<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista com Mario Kreinski foi realizada em mar\u00e7o de 2019 na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pela estudante de Jornalismo Nadine Bianca Sansana, como parte da pesquisa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, em conjunto com o ent\u00e3o mestrando em Jornalismo na UEPG, Felipe Adam, coorientador do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Kreinski, mais conhecido por Mario Encrenca, relata sobre a d\u00e9cada de 1970. Foi t\u00e9cnico no r\u00e1dio e na televis\u00e3o, tanto em Ponta Grossa, como fora da cidade. Fez manuten\u00e7\u00e3o na maioria das r\u00e1dios ponta-grossenses (na Central, na Clube, na Sant\u2019Ana e, inclusive, na Alto Falantes). Atualmente, Mario Encrenca est\u00e1 aposentado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde e quando come\u00e7ou a trabalhar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu, Mario Kreinski, desde guri j\u00e1 era aficionado por r\u00e1dio, eletricidade e tudo o que se pode imaginar. E naquele tempo de guri a coisa que mais se aproximava de mim era o r\u00e1dio. Eu mexia naquelas radiolas de um metro, dois metros, umas v\u00e1lvulas enormes, com um chapelote de alta tens\u00e3o e eu consertava, isso com 12 anos de idade. E a vizinhan\u00e7a falava que tinha consertador de r\u00e1dio. Eu realmente levava choque, mas consertava.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa trajet\u00f3ria comecei a pesquisar o r\u00e1dio desde pequeno. Voc\u00eas n\u00e3o devem conhecer a palavra galena\u2026 Galena \u00e9 o nome para uma pedrinha de cristaloide, cheia de chumbinho prateado, toda metalizada. N\u00f3s coloc\u00e1vamos um diodo, que \u00e9 uma pecinha eletr\u00f4nica, um semicondutor de cristal, que d\u00e1 positivo e o negativo, da\u00ed a gente enrolava uma bobina de cobre em cima da pedrinha e com um fone n\u00f3s ouv\u00edamos r\u00e1dio. Sem pilha, sem energia, sem antena, sem nada. Isso foi o come\u00e7o pelo gosto da r\u00e1dio. Nessa pedra de galena enrolada com um fio de cobre em cima, o semicondutor, ligada numa extremidade do fone e o outro na pedra, a bobina fazia o servi\u00e7o de voc\u00ea ouvir r\u00e1dio sem pilha, sem energia, sem nada. Pode fazer hoje, se perguntarem por a\u00ed v\u00e3o achar a pedra de galena.<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci meu velho amigo e mestre tamb\u00e9m em r\u00e1dio chamado Kitsula. Ele era o t\u00e9cnico da R\u00e1dio Clube. Vendo meu gosto por r\u00e1dio, disse: \u201cO que voc\u00ea acha, Mario, vamos l\u00e1 comigo? Eu preciso de uma pessoa que me auxilie e voc\u00ea serve como auxiliar, assim voc\u00ea aprende mais um pouquinho\u201d. O Kitsula tinha uma loja de venda de produtos eletr\u00f4nicos, ent\u00e3o ele sempre dava um apoio para mim nesse sentido. Eu fui, horas vagas de pi\u00e1 depois da escola, na oficina de r\u00e1dio ou na oficina de manuten\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Clube. Desmontava gravadores antigos, os gravadores de acetato, aprendendo a cortar o acetato na agulha, que era um peso. Depois a pessoa falava l\u00e1 e sa\u00eda no disco, a propaganda era feita assim. Na \u00e9poca eu estava com 15 ou 16 anos, antes de ir para o Ex\u00e9rcito. Da\u00ed com essa idade eu comecei a fazer aquelas esp\u00e9cies de manuten\u00e7\u00e3o, dar uma ajuda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed fui na R\u00e1dio Sant\u2019Ana, fui na R\u00e1dio Central, fiz um pec de transmiss\u00e3o. Pec era uma placa de comuta\u00e7\u00e3o, igual as telefonistas antigas, com aqueles cabos pra pegar o sinal de campo de um lado, do rep\u00f3rter de futebol e do outro uma linha de retorno pra ele saber que estava no ar. N\u00e3o era a tecnologia de hoje. Era tudo feito nas linhas da telef\u00f4nica da Telepar, antiga concession\u00e1ria de telefonia. Ent\u00e3o era chamada uma linha de TX e uma linha de RX. Uma era retorno e outra era transmiss\u00e3o e o carinha l\u00e1 com o r\u00e1dio, ouvindo. Era pura adrenalina fazer r\u00e1dio.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi o teu contato com o r\u00e1dio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A minha intera\u00e7\u00e3o com o r\u00e1dio foi t\u00e3o grande e eu gostei tanto, que fiz manuten\u00e7\u00f5es na R\u00e1dio Central, na R\u00e1dio Clube e tamb\u00e9m na R\u00e1dio Alto Falantes. Praticamente remontei a Rede de Alto Falantes que hoje est\u00e1 l\u00e1 no terminal [de \u00f4nibus]. Mas ela foi remontada antigamente pelo Ciderlei, que comprou do filho do Buch e depois o filho do Buch vendeu essa rede de alto-falantes para o Julio Sales Rosas, que ainda est\u00e1 vivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed dando aten\u00e7\u00e3o na Sant\u2019Ana, na Central, na J2, a coisa foi evoluindo, at\u00e9 que eu fui para o Rio de Janeiro. Isso eu tinha 18 anos. Fui rejeitado no Ex\u00e9rcito, por ter um irm\u00e3o g\u00eameo. Da\u00ed fui para o Rio de Janeiro e fiquei dois anos l\u00e1. Como tinha uma bagagem na parte t\u00e9cnica de r\u00e1dio, trabalhei na parte t\u00e9cnica da TV Tupi, isso nos anos de ouro, l\u00e1 na Urca no Rio de Janeiro e na TV Rio tamb\u00e9m. Trabalhei sempre na \u00e1rea t\u00e9cnica. Nunca perdi uma transmiss\u00e3o, uma grava\u00e7\u00e3o. Durante esse tempo foram dois, tr\u00eas anos fora de s\u00e9rie. Contribuiu para que eu sa\u00edsse do caminho da r\u00e1dio e ingressasse na TV. Na TV, me dei t\u00e3o bem que s\u00f3 fiquei um m\u00eas na Globo do Rio. Da\u00ed o tempo passou, meu pai tinha falecido aqui e o meu irm\u00e3o [o segundo mais velho] disse para voltarmos para Ponta Grossa. Nessa \u00e9poca estava sendo feita a TV Esplanada aqui. Fui trabalhar na TV Esplanada e comecei a gostar de televis\u00e3o. Tanto que fiquei na Esplanada por um bom tempo. Mas sempre dando uma aten\u00e7\u00e3o para as r\u00e1dios.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class='embed-container'><iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista com Mario Kreinski\" width=\"1778\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S3s-3Bn2kZk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A r\u00e1dio em Ponta Grossa foi um grande acontecimento. Voc\u00ea sa\u00eda pela rua, quando n\u00e3o era o r\u00e1dio valvulado, quando era o r\u00e1dio \u00e0 pilha, todo mundo andava com o seu, igual andam com o celular hoje, todo mundo ouvindo r\u00e1dio. E isso era gostoso tamb\u00e9m. Da\u00ed surgiu a Difusora com programas ao vivo. A r\u00e1dio em Ponta Grossa uniu todos os g\u00eaneros e culturas que tinha na cidade. A r\u00e1dio foi um elo de desenvolvimento, tanto no meio rural como no pr\u00f3prio centro antigo de Ponta Grossa. Voc\u00ea acordava cinco horas da manh\u00e3 e ia dormir meia-noite com o r\u00e1dio no ouvido. O r\u00e1dio comandava a rotina, a pol\u00edtica, a informa\u00e7\u00e3o. Meio atrasado porque naquele tempo n\u00e3o existia a internet, n\u00e3o existia celular, malmente um telefone preto ou de parede que a pessoa telefonava e contava que tinha acontecido alguma coisa.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o social do r\u00e1dio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao servi\u00e7o \u00e0 comunidade, o r\u00e1dio se prestava muito. Naqueles tempos, se pegasse fogo em uma casa, demorava um m\u00eas se organizava a comunidade e iam l\u00e1 reconstruir a casa. E o r\u00e1dio fazia isso: divulga\u00e7\u00e3o de festa, bailes, \u00e0s vezes at\u00e9 transmitia. A pessoa tinha um telefone, eles entravam pelo telefone, com a gambiarra da maleta de transmiss\u00e3o. Essa mala de transmiss\u00e3o era uma caixa preta, com os volumes para sair na linha telef\u00f4nica, com um pr\u00e9-amplificador e um amplificador de linha, modificador de linha de telefone e transmitia o evento. Era feito tudo na ra\u00e7a, n\u00e3o como \u00e9 feito hoje em dia. Na hora da campanha pol\u00edtica, tinha gente que desligava o r\u00e1dio, ent\u00e3o onde tinha pol\u00edtica a comunidade se dividia. E os debates em r\u00e1dio eram violentos, n\u00e3o era assim na delicadeza n\u00e3o, tinha gente que sa\u00eda pela janela da r\u00e1dio. Isso quando a pol\u00edcia n\u00e3o chegava na frente da r\u00e1dio para ficar de plant\u00e3o.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os donos das r\u00e1dios tinham tend\u00eancias pol\u00edticas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tinha uma briga feia nos tempos de Juca Hoffmann, que era de um lado e David Federmann, que era de outro. Eurico Batista Rosa de outro. Ent\u00e3o, elei\u00e7\u00e3o para prefeito na cidade, tinha que sair de perto.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a diferen\u00e7a das programa\u00e7\u00f5es de antes para agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea ouvir hoje a R\u00e1dio Clube, desde as cinco horas at\u00e9 as oito, \u00e9 o policial, o jornalismo, o que aconteceu, e sempre foi assim. Meio-dia na R\u00e1dio Clube, e outros tamb\u00e9m, entrava os apresentadores de not\u00edcia radiof\u00f4nica, que era o Barros J\u00fanior que parava a cidade. Com as poesias no meio. Tinha gente que ouvia as not\u00edcias, ouvia o policial e ouvia as poesias. Se voc\u00ea pegar um arquivo e ouvir, voc\u00ea fica maluco em como era feito o r\u00e1dio. Era justamente por esta linha que a audi\u00eancia vinha.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A audi\u00eancia gostava mais de acompanhar a cobertura esportiva, a radionovela ou a m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A novela era sagrada, igual hoje na TV, no mesmo hor\u00e1rio era a novela radiof\u00f4nica. Tinha uma equipe bem elencada de atores radiof\u00f4nicos que faziam o papel. At\u00e9 hoje tem pessoas que falam deles aqui. Das novelas, eles gravavam e ainda passavam no interior as c\u00f3pias de disco. Os discos, tipo DVD hoje, era disco preto de acetato. Passava com o maior cuidado para ir para as outras r\u00e1dios tamb\u00e9m passar. Ent\u00e3o era um produto de consumo da pr\u00f3pria r\u00e1dio. Quando era futebol, era s\u00f3 duas r\u00e1dios: a J2 com a sua cobertura e a Difusora, do outro lado. Demorou para a Central e a Sant\u2019Ana entrarem no ramo esportivo. Mas at\u00e9 ent\u00e3o, as outras dominavam a cobertura da \u00e1rea do esporte. Fosse aonde fosse, o Os\u00edris Nadal estava l\u00e1, nos Estados Unidos, no Canad\u00e1, na It\u00e1lia, fazendo a transmiss\u00e3o.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto aos rep\u00f3rteres, tinha requisitos para serem contratados?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Naquele tempo n\u00e3o havia o requisito de ser jornalista, tanto que at\u00e9 hoje tem v\u00e1rios rep\u00f3rteres na Clube que n\u00e3o s\u00e3o precisamente rep\u00f3rter, jornalista e nem formados. Eles foram criados dentro da pr\u00f3pria \u00e1rea e o Os\u00edris Nadal sabia fazer essa liga\u00e7\u00e3o. O Chocolate foi um deles, at\u00e9 hoje est\u00e1 transmitindo cobertura de esporte. Mas o Os\u00edris que comandava essa \u00e1rea foi um m\u00e1ximo. N\u00f3s devemos muito \u00e0 cobertura do esporte nas r\u00e1dios, justamente por causa do Os\u00edris, da agilidade dele.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como era a participa\u00e7\u00e3o dos ouvintes no r\u00e1dio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos ouvintes era por um outro telefone que era passado para o rep\u00f3rter de pista, l\u00e1 onde ele estava com aquela maleta de retorno da rede de transmiss\u00e3o, da\u00ed a r\u00e1dio passava pra mandar um abra\u00e7o pra tal pessoa. \u00c9 como se fosse hoje o mesmo procedimento, s\u00f3 que de outra maneira, mais original e mais din\u00e2mica. Ent\u00e3o a pessoa n\u00e3o sabia o que iria falar. Hoje \u00e9 mais coordenado o sistema de comunica\u00e7\u00e3o e as novas tecnologias implantadas no r\u00e1dio. Mudou da \u00e1gua para o vinho, mas a gra\u00e7a ainda est\u00e1 no bom e velho r\u00e1dio.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como eram feitas as transmiss\u00f5es das coberturas esportivas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A log\u00edstica de transmiss\u00e3o esportiva quem fazia era o Os\u00edris Nadal. As maletas de transmiss\u00e3o eram igual celular hoje em dia, quanto mais inovada, melhor. Primeiro surgiu a maleta de transmiss\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o por linhas de telefone, da\u00ed surgiu as maletas com um microfone, depois com dois microfones e o esporte foi tomando uma din\u00e2mica. Tinham quatro participantes, quatro microfones e tinha o rep\u00f3rter de campo passando a jogada de l\u00e1 de dentro, analisando e recebendo. O neg\u00f3cio do rep\u00f3rter do campo era receber as informa\u00e7\u00f5es da r\u00e1dio e tamb\u00e9m notificar o que estava acontecendo, como \u00e9 que tinha sido o lance e fazendo o ouvinte participar tamb\u00e9m da cobertura de futebol. A log\u00edstica era essa, eles compravam um pacote de RX e TX que s\u00e3o as linhas, mas isso tinha que ser feito tr\u00eas ou quatro dias antes para a Telepar montar as linhas de recep\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o. Eles iam com a maleta l\u00e1, da\u00ed tinha um bot\u00e3o que voc\u00ea apertava e conectava o fio, fazia o teste e j\u00e1 estava o ar. N\u00e3o tinha nada de transmiss\u00e3o no ar, era tudo nessa linha. Era tudo por linha de transmiss\u00e3o de telefone.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que o senhor acha da transi\u00e7\u00e3o do AM para o FM?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acho que o r\u00e1dio perde bastante com essa migra\u00e7\u00e3o do AM para o FM. Hoje se voc\u00ea fizer uma an\u00e1lise do r\u00e1dio, diante da r\u00e1dio digital, via internet e via as outras operadoras, a r\u00e1dio AM j\u00e1 deixou de existir. Tem algumas que ainda sobrevivem, mas j\u00e1 deixou de existir e migraram todas para a FM. \u00c9 uma exig\u00eancia da Anatel, que as r\u00e1dios AM estavam conflitando com a avia\u00e7\u00e3o, coisas da Anatel de seguran\u00e7a nacional e da avia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. Agora est\u00e3o quase todas FM. A TV se fizer uma an\u00e1lise, a TV aberta acabou, agora \u00e9 tudo via sat\u00e9lite, via computador, via celular e via operadora. A televis\u00e3o eu acho que est\u00e1 com os dias contados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie de entrevistas com profissionais que atuaram e atuam no r\u00e1dio ponta-grossense \u00e9 fruto do trabalho da estudante Nadine Sansana, orientada pelo professor S\u00e9rgio Gadini, pelo Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Universidade Estadual de Ponta Grossa, vigente entre os anos de 2018 e 2019. Sob o t\u00edtulo <em>Mem\u00f3rias de vida e trabalho na m\u00eddia regional dos Campos Gerais do Paran\u00e1<\/em>, o projeto contribui com o acervo memorial\u00edstico radiof\u00f4nico da cidade, tendo em vista a aus\u00eancia de arquivos, registros e documentos sobre a hist\u00f3ria do r\u00e1dio em Ponta Grossa.&nbsp;<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista: Nadine SansanaEdi\u00e7\u00e3o: Jessica Grossi e Matheus Gaston&nbsp; A entrevista com Mario Kreinski foi realizada em mar\u00e7o de 2019 na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pela estudante de Jornalismo Nadine Bianca Sansana, como parte da pesquisa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, em conjunto com o ent\u00e3o mestrando em Jornalismo na UEPG, Felipe Adam, coorientador do projeto.&nbsp;&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":539,"featured_media":5778,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[35,28],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/539"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5777\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}