{"id":6022,"date":"2021-03-07T14:54:32","date_gmt":"2021-03-07T17:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=6022"},"modified":"2021-03-07T14:54:32","modified_gmt":"2021-03-07T17:54:32","slug":"saude-mental-de-estudantes-negros-e-indigenas-encerra-ciclo-de-debates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/saude-mental-de-estudantes-negros-e-indigenas-encerra-ciclo-de-debates\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade mental de estudantes negros e ind\u00edgenas encerra ciclo de debates"},"content":{"rendered":"\n<p>O \u00faltimo dia do Ciclo de Debates promovido pela Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) tratou do tema \u201cSa\u00fade mental e aten\u00e7\u00e3o psicossocial a estudantes negras(os) e ind\u00edgenas na pandemia\u201d. O professor Jefferson Olivatto da Silva foi convidado para participar da conversa, que foi mediada pela mestranda em Estudos da Linguagem na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Regina Kosi dos Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>O convidado iniciou sua fala explicando o lugar que ocupa: \u201cN\u00e3o \u00e9 um lugar detentor de saber, e sim um lugar de partilha\u201d, observa, enfatizando a import\u00e2ncia de debates sobre o assunto no meio acad\u00eamico. Olivatto explica que seu estudo procura entender de forma interdisciplinar e intercultural a quest\u00e3o da aprendizagem e do desenvolvimento acad\u00eamico dos estudantes negros e ind\u00edgenas nas universidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor menciona que, diante da Covid-19, h\u00e1 um outro aspecto a ser considerado: o fato desta pandemia n\u00e3o atingir todas as pessoas da mesma forma. Para entender as mudan\u00e7as e agravos causados pela emerg\u00eancia da Covid-19, o docente avalia que \u00e9 preciso recuperar a trajet\u00f3ria do Brasil. Olhando para o passado, percebe-se que o racismo \u00e9 uma pandemia presente no pa\u00eds desde sempre, o que explica o complexo de desprezo na forma como a identidade brasileira cultua uma viol\u00eancia desenfreada contra outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo este contexto em vista, chegamos \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o recente: como os estudantes ind\u00edgenas podem se desenvolver academicamente? As universidades ainda apresentam obst\u00e1culos e \u00e9 por isso que conversas como as oferecidas pelo Ciclo de Debates s\u00e3o importantes, de acordo com Olivatto. Al\u00e9m das dificuldades enfrentadas diariamente, elas se agravaram ainda mais com o ensino remoto: \u201ca aprendizagem, mesmo no ensino presencial, n\u00e3o acontece unicamente na sala de aula; \u00e9 todo o espa\u00e7o e todas as pessoas que interagem. Isso engrandece a aprendizagem universit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor cita ainda que a falta de equipamentos e problemas com conectividade tamb\u00e9m s\u00e3o fatores que interferem a aplica\u00e7\u00e3o do ensino remoto. \u201cTemos que entender como isso afeta o pertencimento dos estudantes negros, negras e ind\u00edgenas nas universidades, porque s\u00e3o esses estudantes que trazem riquezas que ao longo da nossa trajet\u00f3ria escolar n\u00f3s nunca tivemos\u201d, afirma, destacando a necessidade de criar a\u00e7\u00f5es e projetos para o aux\u00edlio neste quesito.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns participantes da conversa relataram suas pr\u00f3prias experi\u00eancias como estudantes na universidade. Soraia Lucia Marques da Luz, acad\u00eamica do curso de Servi\u00e7o Social na UEPG, contou sobre a import\u00e2ncia do pertencimento neste meio. \u201cA representatividade tem uma carga e uma pot\u00eancia t\u00e3o grande para gente enquanto minoria que s\u00f3 quem passa na pele sabe como \u00e9\u201d, observa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00faltimo dia do Ciclo de Debates promovido pela Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) tratou do tema \u201cSa\u00fade mental e aten\u00e7\u00e3o psicossocial a estudantes negras(os) e ind\u00edgenas na pandemia\u201d. 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