{"id":6209,"date":"2021-06-16T14:25:21","date_gmt":"2021-06-16T17:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=6209"},"modified":"2021-06-16T14:25:21","modified_gmt":"2021-06-16T17:25:21","slug":"evento-aborda-a-violencia-contra-as-mulheres-com-arte-e-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/evento-aborda-a-violencia-contra-as-mulheres-com-arte-e-informacao\/","title":{"rendered":"Evento aborda a viol\u00eancia contra as mulheres com arte e informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O projeto \u201cMulher, Consci\u00eancia e A\u00e7\u00e3o\u201d promoveu palestras sobre a viol\u00eancia contra a mulher entre os dias 7 a 11 de junho. O evento foi exibido no formato de&nbsp;<em>lives&nbsp;<\/em>pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/%20\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook Dia de Arte<\/a>, perfil do grupo de Teatro composto por David Dias, Jonas Boita e Michella Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto consiste na apresenta\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a \u201cO Que Eu Deveria Ser Se N\u00e3o Fosse Quem Eu Sou\u201d, da atriz Michella Fran\u00e7a, e das palestras da assistente social no Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1, Bruna Miranda, lotada no Juizado de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher. Bruna \u00e9 mestra em Ci\u00eancias Sociais Aplicadas pela UEPG e doutoranda pelo mesmo programa. O projeto foi realizado com o incentivo do Programa Municipal de Incentivo \u00e0 Cultura (PROMIFIC), da Prefeitura de Ponta Grossa, da Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura e do Conselho de Pol\u00edtica Cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro dia de evento, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/videos\/1882499028576690\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">live<\/a>&nbsp;transmitiu o debate \u201crelacionamentos abusivos e o ciclo da viol\u00eancia contra as mulheres\u201d. A assistente social explica que a intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, mesmo no formato online, \u00e9 importante no contexto de pandemia para levar informa\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico, tendo em vista que a viol\u00eancia contra a mulher, especialmente no contexto dom\u00e9stico e familiar, est\u00e1 mais frequente e mais grave.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/videos\/985142765587079\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">segunda palestra<\/a>&nbsp;do projeto aborda os \u201cfatores determinantes e implica\u00e7\u00f5es da viol\u00eancia contra as mulheres\u201d. Bruna Miranda fala sobre a dificuldade das mulheres de se reconhecerem como v\u00edtimas ao se encontrarem em uma rela\u00e7\u00e3o abusiva: \u201cexistem in\u00fameros fatores que dificultam essa percep\u00e7\u00e3o das mulheres. Quest\u00f5es sociais, culturais, os valores e pap\u00e9is sociais impostos \u00e0s mulheres e aos homens\u201d. Al\u00e9m disso, ela explica que crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o, muitas vezes, v\u00edtimas indiretas ou diretas da viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContextos e tipos de viol\u00eancia contra as mulheres\u201d foi o tema da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/videos\/536631420695515\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">palestra&nbsp;<\/a>&nbsp;do terceiro dia de evento. Antes de iniciar sua fala, Miranda comenta sobre a import\u00e2ncia de pe\u00e7as como a da Michella Fran\u00e7a, que explanam um problema social e trazem conhecimento para o p\u00fablico geral. A pesquisadora utiliza o trecho apresentado da pe\u00e7a para relembrar o ciclo da viol\u00eancia e todas as suas etapas. Ela afirma que existem diversas situa\u00e7\u00f5es no mon\u00f3logo que ilustram os relacionamentos abusivos e refor\u00e7am este ciclo. N\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero certo de vezes que o ciclo pode se repetir, mas ao fim de um ciclo, sempre h\u00e1 a falsa impress\u00e3o de que o problema chegou ao fim.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas mulheres ainda se deparam com alguns obst\u00e1culos para formalizar a den\u00fancia e encaminhar este problema a um fim. Com a cultura da viol\u00eancia na sociedade, situa\u00e7\u00f5es preconceituosas s\u00e3o prop\u00edcias a acontecer com a v\u00edtima que pretende denunciar. Grande parte deste receio presente em denunciar o autor da viol\u00eancia vem do papel social imposto \u00e0 mulher, se tornando mais um empecilho para a v\u00edtima. Mesmo hoje, com informa\u00e7\u00e3o mais acess\u00edvel a todos, a quebra do padr\u00e3o social por algum indiv\u00edduo \u00e9 condenada. Lentamente, essas quest\u00f5es est\u00e3o sendo reprimidas por meio de di\u00e1logos, e este \u00e9 um dos motivos pelos quais eventos como o Projeto Mulher: Consci\u00eancia e A\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no dia 10, quarto dia de evento, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/videos\/1015940042273955\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">palestra<\/a>&nbsp;ministrada pela pesquisadora foi intitulada \u201cDa culpabiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 resili\u00eancia: o rompimento do ciclo da viol\u00eancia\u201d. Miranda come\u00e7a enfatizando a rede informal de apoio \u00e0 v\u00edtima, composta pelos familiares e amigos pr\u00f3ximos. Assim como nos outros dias, a palestrante exemplifica sua fala com trechos da pe\u00e7a de Michella citando a culpabiliza\u00e7\u00e3o da mulher sofrida pela personagem. Ela exp\u00f5e que muitas vezes a v\u00edtima busca apoio primeiramente na rede informal antes de formalizar sua den\u00fancia, mas muitas pessoas ainda est\u00e3o inseridas na cultura do machismo e n\u00e3o conseguem oferecer o apoio necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Miranda explica a import\u00e2ncia de que todos entendam o ciclo da viol\u00eancia e reconhe\u00e7am um relacionamento abusivo para que possam ajudar as v\u00edtimas. Para finalizar a palestra, a pesquisadora apresenta um mapeamento de casos de viol\u00eancia contra mulheres em Ponta Grossa. \u00c9 evidente que a pandemia interferiu nos pedidos de ajuda, j\u00e1 que a partir dos meses de mar\u00e7o e abril de 2020 v\u00ea-se uma maior dificuldade de acessar as redes formais e informais de aux\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento foi encerrado com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grupodiadearte\/videos\/3008051162757767\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">palestra<\/a>&nbsp;\u201cRedes de apoio e de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres\u201d. A palestrante traz informa\u00e7\u00f5es sobre as redes e leis existentes para as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, assim como as diferen\u00e7as entre as redes de enfrentamento e de atendimento. A atriz Michella fala que o projeto vai al\u00e9m do evento da semana do dia 7, e que a equipe vai dar continuidade a ele em vista da relev\u00e2ncia que possui. Ela tamb\u00e9m diz estar feliz por sua pe\u00e7a, e o projeto, atingirem e ajudarem um grande n\u00famero de pessoas, lembrando que as palestras ficam salvas para serem acessadas a qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a pe\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a intitulada \u201cO Que Eu Deveria Ser Se N\u00e3o Fosse Quem Eu Sou\u201d foi constru\u00edda a partir de um compilado de relatos reais ouvidos pela atriz Michella Fran\u00e7a. Dividida em cinco partes, trechos do mon\u00f3logo foram apresentados pelo @<a href=\"http:\/\/cultura.pg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cultura.pg<\/a>&nbsp;no Instagram durante todos os dias do evento, dando in\u00edcio \u00e0s palestras. \u201cO Que Eu Deveria Ser Se N\u00e3o Fosse Quem Eu Sou\u201d conta a hist\u00f3ria de uma mulher e seu primeiro amor.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, tudo parecia um conto de fadas, mas o final foi bastante diferente. Fran\u00e7a utiliza-se apenas de uma corda para representar os sentimentos de uma v\u00edtima de viol\u00eancia de v\u00e1rios tipos. Ao decorrer da vida da personagem, ela se depara com muitas situa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o f\u00edsica e moral, mas acaba perdoando por influ\u00eancia de sua pr\u00f3pria culpabiliza\u00e7\u00e3o e falta de apoio. Ap\u00f3s anos de sofrimento, a personagem visualiza uma sa\u00edda a partir da ajuda de uma vizinha e, por fim, se livra da rela\u00e7\u00e3o de uma vez por todas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto \u201cMulher, Consci\u00eancia e A\u00e7\u00e3o\u201d promoveu palestras sobre a viol\u00eancia contra a mulher entre os dias 7 a 11 de junho. O evento foi exibido no formato de&nbsp;lives&nbsp;pelo&nbsp;Facebook Dia de Arte, perfil do grupo de Teatro composto por David Dias, Jonas Boita e Michella Fran\u00e7a. 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