{"id":6240,"date":"2021-06-24T20:40:27","date_gmt":"2021-06-24T23:40:27","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=6240"},"modified":"2021-06-24T20:40:27","modified_gmt":"2021-06-24T23:40:27","slug":"compartilhamento-de-experiencias-na-area-de-critica-de-midia-e-cultura-regional-e-foco-de-painel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/compartilhamento-de-experiencias-na-area-de-critica-de-midia-e-cultura-regional-e-foco-de-painel\/","title":{"rendered":"Compartilhamento de experi\u00eancias na \u00e1rea de cr\u00edtica de m\u00eddia e cultura regional \u00e9 foco de painel"},"content":{"rendered":"\n<p>O segundo dia do painel realizado pela turma de Cr\u00edtica de\nM\u00eddia do 3\u00ba Ano do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa\n(UEPG), \u201cLeituras pertinentes 2021! Dicas para uma cr\u00edtica de m\u00eddia regional&#8221;,\nocorreu na noite de ter\u00e7a-feira, \u00e0s 19h. O evento teve como convidados cinco\npainelistas que compartilharam com os estudantes suas experi\u00eancias na \u00e1rea de\nprodu\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica jornal\u00edstica no cen\u00e1rio sociocultural do munic\u00edpio. <\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista Luana Nascimento foi a\nprimeira painelista da noite. Encarregada de abordar a cr\u00edtica de m\u00fasica, Luana\ndestaca a import\u00e2ncia de consumir todos os tipos de produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e\ncr\u00edticas para entender como elaborar suas pr\u00f3prias an\u00e1lises de conte\u00fado: \u201cPara\na gente escrever cr\u00edtica, n\u00f3s precisamos consumir cr\u00edtica. \u00c9 importante a gente\nter conhecimento de repert\u00f3rio, acompanhar sempre que puder cr\u00edticos que a\ngente gosta e os artistas que a gente consome\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m defende que, quando o\njornalista se prop\u00f5e a escrever uma cr\u00edtica musical, deve realizar uma pesquisa\npara ter o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel sobre o que estar\u00e1 criticando.\n\u201cConhe\u00e7a o repert\u00f3rio do m\u00fasico, o compositor da m\u00fasica, o g\u00eanero que ela se\nenquadra, se \u00e9 erudita ou popular, quem vai tocar, o que vai tocar, como vai\ntocar, se \u00e9 uma iniciativa p\u00fablica ou privada, qual estrutura est\u00e1 ali\ndispon\u00edvel para o artista se apresentar, saiba tudo que puder agregar ao seu\ntexto\u201d, comenta. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre as dicas para realizar uma boa\ncobertura e posterior cr\u00edtica musical, Luana cita escutar o repert\u00f3rio antes do\nevento o m\u00e1ximo de vezes que puder para n\u00e3o ser pego de surpresa, locomover-se\npelo espa\u00e7o pra sentir a diferen\u00e7a de som da m\u00fasica nos pontos da plateia e\nacompanhar os artistas at\u00e9 o final do evento. No caso da cobertura online, ela\ncomenta que, apesar da impossibilidade de locomo\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o e da precariza\u00e7\u00e3o\ndo som, existe a vantagem de poder consumir a apresenta\u00e7\u00e3o musical mais de uma\nvez, o que ajuda na hora da produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. <\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o texto cr\u00edtico em si, a\njornalista descreve seu ritual de produ\u00e7\u00e3o: \u201cEu sempre fazia uma breve\napresenta\u00e7\u00e3o, descrevia o produto musical, colocava pesquisa hist\u00f3rica que tem\npeso na hora da interpreta\u00e7\u00e3o por parte do leitor, e partia para os\napontamentos positivos e negativos e o porqu\u00ea de cada um deles. A estrutura\nblocada ajuda no momento da produ\u00e7\u00e3o escrita, mas eu particularmente gosto mais\nde quando o texto fica mais fluido, e n\u00e3o um par\u00e1grafo pra casa coisa\u201d,\nexplica. Luana frisa que todo jornalista deve defender o ideal de que m\u00fasica\ntamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtica e procurar enfatizar que o posicionamento ou o n\u00e3o\nposicionamento em uma m\u00fasica tamb\u00e9m \u00e9 um ato pol\u00edtico que deve ser reportado na\ncr\u00edtica. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o segundo painelista do encontro\nfoi o advogado e doutorando Pedro Miranda. Com experi\u00eancia em produ\u00e7\u00f5es\ncr\u00edticas de cinema para jornais locais, Miranda destaca que mesmo n\u00e3o tendo\nforma\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, sempre estudou para saber como produzir este tipo de\nconte\u00fado voltado para o cinema: \u201cO que me legitimou a escrever sobre isso foi o\nestudo. E agora com a plataforma da internet, que democratizou essa produ\u00e7\u00e3o,\nqualquer tipo de obra est\u00e1 aberta \u00e0 cr\u00edtica, a pr\u00f3pria cr\u00edtica tamb\u00e9m est\u00e1\naberta \u00e0 r\u00e9plicas e tr\u00e9plicas, e na internet sempre ter\u00e1 o risco de encontrar\npessoas comentando de uma forma menos fundamentada\u201d.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Miranda comenta sobre a discuss\u00e3o do\ncr\u00edtico ser o respons\u00e1vel por dar sentido ao objeto criticado: \u201cN\u00e3o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do\ncr\u00edtico dar um sentido \u00faltimo ou uma explica\u00e7\u00e3o absoluta para a arte, afinal a\narte tem um \u2018qu\u00ea\u2019 de subjetividade que \u00e9 inevit\u00e1vel\u201d. Ele tamb\u00e9m defende que as\nexperi\u00eancias pessoais de cada um influenciam na vis\u00e3o do filme, o que leva ao\nentendimento de que \u00e9 imposs\u00edvel o cr\u00edtico atingir o ideal da imparcialidade.\n\u201cA fun\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica n\u00e3o \u00e9 ser imparcial, mas \u00e9 ser objetiva e clara a respeito\ndos elementos cinematogr\u00e1ficos promoverem ou n\u00e3o uma coes\u00e3o e uma l\u00f3gica para o\nfilme. Ent\u00e3o a an\u00e1lise tem que partir do contexto da pr\u00f3pria obra, o que a obra\nse prop\u00f5e a apresentar, e assim voc\u00ea consegue gerar na sua cr\u00edtica in\u00fameras possibilidades\nde leitura para um mesmo filme\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p>A respeito de elementos extrafilme,\ncomo compara\u00e7\u00f5es com outras produ\u00e7\u00f5es de uma mesma franquia ou questionamentos\nsobre as inspira\u00e7\u00f5es dos diretores, o cr\u00edtico recomenda deix\u00e1-los de lado na\nhora de escrever o texto e focar na obra em si: \u201cA gente tem que analisar de\nmaneira distante esses elementos extrafilmes, para assim criticar\nverdadeiramente o filme. Se eu como cr\u00edtico tento buscar um sentido final para\no filme, mesmo n\u00e3o existindo esse sentido final, e se eu tento buscar o\ncontexto da obra, mesmo que a interpreta\u00e7\u00e3o dela venha mudando conforme o tempo\navan\u00e7a, ent\u00e3o o que eu devo buscar? Acredito que s\u00e3o os elementos que formam o\nfilme, como fotografia, trilha sonora, dire\u00e7\u00e3o, arte e atua\u00e7\u00e3o. Um filme \u00e9\n\u00f3timo quando ele alcan\u00e7a o que ele se prop\u00f5e a fazer\u201d, sustenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira painelista da noite foi a\njornalista Ana Istschuk. Respons\u00e1vel pelo site liter\u00e1rio \u201cP\u00e1ssaro Liberto\u201d e\ncoordenadora do clube de leitura \u201cLeia Mulheres PG\u201d, a jornalista foi a\nconvidada para falar sobre cr\u00edtica liter\u00e1ria para os estudantes. A partir de\nsua experi\u00eancia pessoal, Ana explica que uma cr\u00edtica liter\u00e1ria completa \u00e9\ncomposta de tr\u00eas itens: a descri\u00e7\u00e3o da obra (relatar a sinopse da obra e sua\nexperi\u00eancia de leitura com a mesma, se o livro \u00e9 f\u00e1cil ou dif\u00edcil compreens\u00e3o,\ncurto ou longo, falar sobre a narrativa, a constru\u00e7\u00e3o de personagens, a\ndiagrama\u00e7\u00e3o do livro, os elementos externos do livro como ano de publica\u00e7\u00e3o,\ncontexto sociocultural, pa\u00eds de publica\u00e7\u00e3o e quem \u00e9 o autor), a compara\u00e7\u00e3o com\noutras obras (requer mais bagagem e consumo, mas na vis\u00e3o da painelista \u00e9 um\nesfor\u00e7o necess\u00e1rio para que a pessoa entenda melhor se vale a pena ir atr\u00e1s do\nlivro ou n\u00e3o) e a avalia\u00e7\u00e3o da obra (muito mais do que dizer se \u00e9 bom ou n\u00e3o, \u00e9\nexplicar o porque voc\u00ea gostou ou n\u00e3o do livro, o que faz com que o leitor\nconsiga chegar a uma conclus\u00e3o similar \u00e0 do cr\u00edtico). <\/p>\n\n\n\n<p>Para a jornalista, relatar todas as\nexperi\u00eancias de leitura na cr\u00edtica transmite um car\u00e1ter de veracidade da\nleitura por parte de quem est\u00e1 a avaliando e uma proximidade maior com o\nleitor, ainda mais se esta cr\u00edtica for feita sobre produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias\nregionais: \u201cPonta Grossa tem bastante escritor, tem bastante evento de\nliteratura e s\u00e3o espa\u00e7os muito ricos para conhecer obras e escritores. Esses\nespa\u00e7os de troca permitem que voc\u00ea conhe\u00e7a com mais detalhes o autor e traga\nisso para seu texto, assim mais pessoas podem ter contato com o trabalho dele\u201d,\nenfatiza. <\/p>\n\n\n\n<p>Ana tamb\u00e9m destaca pontos importantes para ampliar o repert\u00f3rio daqueles que desejam trabalhar com cr\u00edtica liter\u00e1ria: \u201cConsumir coisas que a gente n\u00e3o costuma ler, seja g\u00eaneros ou autores. Ler mais mulheres, ler mais negras, ler mais ind\u00edgenas, ler produ\u00e7\u00f5es da comunidade LGBTQIA+, porque esses grupos trazem diferentes perspectivas se comparados \u00e0 literatura cl\u00e1ssica, masculina, branca e heteronormativa brasileira\u201d. Como sugest\u00f5es de fontes para a realiza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es cr\u00edticas no cen\u00e1rio liter\u00e1rio regional, ela menciona o Censo Cultural promovido pela Prefeitura de Ponta Grossa, a Academia de Letras dos Campos Gerais, o Programa Municipal de Incentivo Fiscal \u00e0 Cultura (Promific). <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/foto-cp-evento-2-ana.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6242\" \/><figcaption>A jornalista Ana Istschuck apresenta para os estudantes um dos livros produzidos pelo projeto &#8220;Olaria Cartonera&#8221; de Ponta Grossa. Imagem: Print de tela. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O jornalista Jeferson Augusto foi o\nquarto painelista da noite. Com mais de dez anos de experi\u00eancia em reda\u00e7\u00f5es de\njornal impresso e online em Ponta Grossa, Augusto ressalta que todo cr\u00edtico\ntamb\u00e9m deve ser um leitor: \u201cCr\u00edtico n\u00e3o pode ter pregui\u00e7a. Tem que ser leitor\ndi\u00e1rio, e n\u00e3o s\u00f3 dar aquela passada de olho. Ler jornal, site, revista, o\nproduto que for, e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ler cr\u00edticas produzidas por outras pessoas, \u00e9 todo\no conte\u00fado jornal\u00edstico, para ter um embasamento na hora de falar\u201d. Todavia, o\njornalista relembra que \u00e9 preciso ponderar tudo que foi escrito como cr\u00edtica\nantes de public\u00e1-la. \u201cReflita bem sobre aquilo que voc\u00ea est\u00e1 escrevendo.\nEscreva, pare, leia, e leia de novo se for preciso, porque mesmo que os\nargumentos sejam embasados, o cuidado com as palavras \u00e9 essencial\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00edtico tamb\u00e9m ressalta que \u00e9\nimportante ter conhecimento sobre as limita\u00e7\u00f5es da imprensa local para entender\nquais tipos de conte\u00fados podem ser publicados: \u201cEntender os formatos que os\nve\u00edculos possuem e se as produ\u00e7\u00f5es possuem determinados interesses pol\u00edticos ou\ndeterminados interesses comerciais \u00e9 muito importante. Os ve\u00edculos aqui da\nregi\u00e3o est\u00e3o cada vez mais enxutos, com cada vez menos recursos de pessoal e\nrecursos de produ\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o tudo isso vai determinar se seu conte\u00fado entra ou\nn\u00e3o\u201d. A partir desta vis\u00e3o, o jornalista acredita que, na hora de produzir uma\ncr\u00edtica de m\u00eddia noticiosa, todo profissional deve partir da premissa central\nda informa\u00e7\u00e3o. \u201cQuando for criticar um produto jornal\u00edstico, voc\u00ea deve se perguntar:\nIsso que est\u00e1 escrito aqui, de alguma maneira, me informa? A partir da resposta\nque voc\u00ea tiver voc\u00ea come\u00e7a a estabelecer um norte para criticar se o ve\u00edculo\nest\u00e1 atingindo ao que se prop\u00f5e\u201d, aponta. <\/p>\n\n\n\n<p>Augusto destaca que o debate sobre a\nprodu\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica de m\u00eddia \u00e9 primordial para a evolu\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es e\ntamb\u00e9m para que a profiss\u00e3o jornal\u00edstica deixe de ser vista em segundo plano na\nsociedade brasileira e assuma novamente sua import\u00e2ncia social: \u201c\u00c9 importante\nque se discuta jornalismo. Como se faz, porque se faz, quem faz, e \u00e9 importante\nque esse debate n\u00e3o fique s\u00f3 no meio acad\u00eamico, mas que se discuta entre as\npessoas na rua. Eu j\u00e1 ouvi de um monte de gente que nem sabe o que passa no\ntelejornal, quais jornais e sites noticiosos tem aqui na cidade, ent\u00e3o voc\u00ea\npercebe que o jornalismo, quando relegado ao papel de coadjuvante, leva a um\ndesprezo da popula\u00e7\u00e3o pelo nosso trabalho. E quando voc\u00ea faz uma cr\u00edtica de\nm\u00eddia, voc\u00ea est\u00e1 pautando o jornalismo em si, trazendo ele como assunto\nprincipal, o que \u00e9 fundamental\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo painelista da noite foi o\njornalista Stiven Souza, convidado para falar para os estudantes sobre sua\natua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o em r\u00e1dio e TV local. Para ele, existe uma grande\ndificuldade de se pensar em conte\u00fados jornal\u00edsticos regionais nestes formatos\npara se criticar, uma vez que persiste tanto a escassez de produ\u00e7\u00f5es quanto seu\npouco consumo. \u201cA gente n\u00e3o acompanha como deveria a m\u00eddia regional, mas\nprincipalmente porque a oferta \u00e9 pequena em televis\u00e3o. Ent\u00e3o o primeiro passo\nde cr\u00edtica em r\u00e1dio e TV \u00e9 acompanhar. Se voc\u00ea n\u00e3o acompanhar not\u00edcias e\nprogramas n\u00e3o tem como criticar, acaba perdendo o lugar de fala sobre a\nprodu\u00e7\u00e3o\u201d, analisa. <\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do jornalista, o campo da\ncr\u00edtica de r\u00e1dio e TV \u00e9 muito amplo e subjetivo, ent\u00e3o o desafio do\nprofissional \u00e9 realizar um recorte sobre o que analisar\u00e1. \u201cQuando a gente pensa\nem criticar um canal de TV ou um programa de r\u00e1dio, pode criticar desde as\nreportagens exibidas \u00e0 um assunto em espec\u00edfico de uma delas, o formato\nescolhido pelo ve\u00edculo, a linguagem formal ou informal, se ele cabe para as\nprodu\u00e7\u00f5es veiculadas em redes sociais, se o conte\u00fado \u00e9 interessante ou\ndesinteressante, se a not\u00edcia est\u00e1 sendo apresentada em link ao vivo, VT, nota,\nreportagem, quanto tempo foi dedicado a falar do assunto, ent\u00e3o existe um leque\nbem grande para se criticar\u201d.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Souza frisa que os jornalistas n\u00e3o devem ter medo de criticar conte\u00fados jornal\u00edsticos: \u201cOutra dificuldade que eu percebo \u00e9 a de encontrar formas de como criticar o pr\u00f3prio jornalismo ou at\u00e9 mesmo de se colocar no papel de <em>ombudsman<\/em> na m\u00eddia regional. \u00c0s vezes parece mais f\u00e1cil falar de livro, filme e m\u00fasica do que de conte\u00fado jornal\u00edstico, mas na verdade esse tipo de cr\u00edtica acaba sendo at\u00e9 mais f\u00e1cil porque n\u00f3s jornalistas estudamos isso e temos muito mais conhecimento sobre jornalismo do que sobre outros setores culturais, ent\u00e3o vejo isto como um receio desnecess\u00e1rio\u201d, compreende. O jornalista cita dois pontos-chave para produzir cr\u00edtica de r\u00e1dio e TV: \u201cPrimeiro, voc\u00ea tem que justificar de forma coerente sua opini\u00e3o, at\u00e9 porque a cr\u00edtica n\u00e3o se trata do seu gosto, e sim do segundo ponto, que \u00e9 ver se o conte\u00fado apresentado cumpre com o seu objetivo, que \u00e9 nada mais do que informar a popula\u00e7\u00e3o. Assim, para a gente fazer a cr\u00edtica tem que se desprender de escrever somente a nossa opini\u00e3o e analisar se essa principal miss\u00e3o \u00e9 cumprida ou n\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>O evento, coordenado pelo professor S\u00e9rgio Gadini e\norganizado em parceria com a Ag\u00eancia de Jornalismo, o Cultura Plural e o\nMestrado em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG),\ndisponibilizou certificado de horas para os participantes, que logo mais\nestar\u00e3o dispon\u00edveis no site da PROEX. Para aqueles que n\u00e3o puderam acompanhar\nao vivo, os dois pain\u00e9is podem ser acessados na p\u00e1gina do Facebook da <a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/AgenciaJornalismoUepg\/\">Ag\u00eancia de\nJornalismo<\/a> e do <a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/culturaplural\/\">Cultura Plural. <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo dia do painel realizado pela turma de Cr\u00edtica de M\u00eddia do 3\u00ba Ano do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), \u201cLeituras pertinentes 2021! Dicas para uma cr\u00edtica de m\u00eddia regional&#8221;, ocorreu na noite de ter\u00e7a-feira, \u00e0s 19h. O evento teve como convidados cinco painelistas que compartilharam com os estudantes&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":554,"featured_media":6241,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[74,35],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6240"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/554"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6240\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}