{"id":6284,"date":"2021-07-02T16:04:41","date_gmt":"2021-07-02T19:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=6284"},"modified":"2021-07-02T16:04:41","modified_gmt":"2021-07-02T19:04:41","slug":"conversa-sobre-politicas-de-inclusao-e-marginalidade-finaliza-pre-parada-lgbtqia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/conversa-sobre-politicas-de-inclusao-e-marginalidade-finaliza-pre-parada-lgbtqia\/","title":{"rendered":"Conversa sobre pol\u00edticas de inclus\u00e3o e marginalidade finaliza Pr\u00e9-Parada LGBTQIA+"},"content":{"rendered":"\n<p>\nO 7\u00ba Col\u00f3quio Mulher e Sociedade apresentou atividades durante os\ndias 28, 29 e 30 de junho. Na \u00faltima quarta-feira, 30, uma conversa\nsobre pol\u00edticas de inclus\u00e3o e marginalidade na comunidade LGBTQIA+\nfechou o ciclo de atividades desta edi\u00e7\u00e3o do evento. Com o apoio da\nPr\u00e9-Parada LGBTQIA+ dos Campos Gerais, o col\u00f3quio trouxe a\npesquisadora Bruna Iara e o jornalista Nilson de Paula J\u00fanior,\nintegrantes da organiza\u00e7\u00e3o da parada, para contribu\u00edrem com a\nconversa. A atividade foi mediada pela acad\u00eamica do segundo ano de\nJornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Catharina\nIavorski.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna\nfoi a primeira a falar, destacando a tem\u00e1tica da noite como bastante\npertinente e popular na agenda LGBTQIA+ atual, al\u00e9m de parabenizar a\norganiza\u00e7\u00e3o do evento. \u201c\u00c9 muito especial poder contribuir um\npouco com esses ricos debates que t\u00eam acontecido nesse evento t\u00e3o\nimportante\u201d, diz. De acordo com pesquisa realizada por ela, s\u00e3o\npercept\u00edveis dois eixos por meio dos quais se trabalha a inclus\u00e3o:\na\u00e7\u00f5es de empresas privadas e pol\u00edticas sociais. \n<\/p>\n\n\n\n<p>Desde\n1996, as pol\u00edticas de inclus\u00e3o se tornaram um t\u00f3pico de discuss\u00e3o.\nDe um lado, o movimento LGBTQIA+ passou a reivindicar visibilidade e\nconquistar espa\u00e7o na agenda do Estado; por outro, o Brasil tentava\nse inserir nas agendas de outros pa\u00edses. Neste contexto, a tem\u00e1tica\nde inclus\u00e3o emerge como uma das demandas internacionais. \u201cA\ninclus\u00e3o entendida como forma de acesso e perman\u00eancia \u00e9\ndesenvolvida a partir de a\u00e7\u00f5es que expandem o pensamento da\ntem\u00e1tica\u201d, contextualiza a pesquisadora. Dos anos 2000 em diante,\na\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o passam a tomar mais espa\u00e7o. \n<\/p>\n\n\n\n<p>No\ncampo das a\u00e7\u00f5es empresariais, as pol\u00edticas de inclus\u00e3o se referem\na algumas pr\u00e1ticas, como vagas de empregos direcionadas \u00e0\ncomunidade LGBTQIA+ e a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e\nconscientiza\u00e7\u00e3o. A\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s pautas do grupo est\u00e3o se\ntornando cada vez mais comuns entre as empresas, que v\u00eam sendo\ncriticadas por seus posicionamentos, gerando discuss\u00f5es no meio\nonline. Apesar disso, Bruna acredita que debater o tema \u00e9 importante\npara desmistificar a inclus\u00e3o. \u201cAmbas as possibilidades podem\nreverberar em melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para a comunidade LGBTQIA+\npor meio da visibilidade\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Em\nseguida, o jornalista e mestre em Ci\u00eancias Sociais Aplicadas Nilson\nde Paula J\u00fanior fez sua fala sobre a marginalidade na comunidade\nLGBTQIA+. J\u00fanior faz uma breve explica\u00e7\u00e3o sobre o conceito de\nmarginalidade como o estado de um grupo de indiv\u00edduos que vivem \u00e0\nmargem da sociedade; n\u00e3o necessariamente no sentido literal, mas\ntamb\u00e9m referindo-se ao afastamento social e preconceito intr\u00ednseco.\nEle acrescenta outros grupos, como negros, ind\u00edgenas, mulheres,\nidosos, gordos e deficientes f\u00edsicos que, assim como a comunidade\nLGBTQIA+, s\u00e3o, em grande medida, exclu\u00eddos do corpo social.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00fanior\nadiciona que o grupo colocado \u00e0 parte da coletividade carrega\nconsigo, al\u00e9m do preconceito, estigmas, cicatrizes sociais que\ndificultam sua conviv\u00eancia. \u201cCabe a n\u00f3s, que temos algum\nprivil\u00e9gio, lutarmos por pol\u00edticas p\u00fablicas de maior visibilidade\n\u00e0 comunidade LGBTQIA+\u201d, reflete, reafirmando a import\u00e2ncia de\nentender sobre o assunto e lutar por essa mudan\u00e7a. Para tal, a\nprimeira tarefa \u00e9 identificar nosso privil\u00e9gio e compreender a\nimport\u00e2ncia da luta. \u201cTensionar n\u00e3o somente o estado, mas tamb\u00e9m\na sociedade civil para que essas pessoas tenham presen\u00e7a e acesso\naos bens comuns\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O\n7\u00ba Col\u00f3quio Mulher e Sociedade disponibiliza a grava\u00e7\u00e3o de todas\nas atividades no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC34v_NUIlngy1KI2A7vr-CA\">canal\ndo YouTube do projeto de extens\u00e3o ELOS<\/a>, da UEPG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 7\u00ba Col\u00f3quio Mulher e Sociedade apresentou atividades durante os dias 28, 29 e 30 de junho. Na \u00faltima quarta-feira, 30, uma conversa sobre pol\u00edticas de inclus\u00e3o e marginalidade na comunidade LGBTQIA+ fechou o ciclo de atividades desta edi\u00e7\u00e3o do evento. 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