{"id":669,"date":"2012-03-18T22:25:18","date_gmt":"2012-03-18T22:25:18","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=669"},"modified":"2012-03-18T22:25:18","modified_gmt":"2012-03-18T22:25:18","slug":"cristovao-tezza-e-miguel-sanches-neto-participam-de-debate-em-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/cristovao-tezza-e-miguel-sanches-neto-participam-de-debate-em-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Crist\u00f3v\u00e3o Tezza e Miguel Sanches Neto participam de debate em Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p>O escritor paranaense <span class=\"link-external\">Crist\u00f3v\u00e3o Tezza<\/span> esteve em Ponta Grossa na noite da \u00faltima sexta-feira, 16. Tezza participou, com o tamb\u00e9m escritor <span class=\"link-external\">Miguel Sanches Neto<\/span> e a professora Silvana Oliveira, da 1\u00aa Semana de Integra\u00e7\u00e3o de Letras da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).<\/p>\n<p>A mesa-redonda, que aconteceu no Grande Audit\u00f3rio do Campus Central da UEPG, abordou o tema <em>Vida e Literatura<\/em> e contou com grande participa\u00e7\u00e3o de estudantes, jornalistas e professores. Tezza comentou sobre sua vida liter\u00e1ria, que acaba se mesclando com sua biografia em algumas obras, como no livro <em>Trapo<\/em> (Brasiliense, 1988), onde o personagem principal \u2013 Trapo, um jovem suicida que escreve textos para a namorada com maneiras de acabar com a poesia e outras alucina\u00e7\u00f5es \u2013 \u00e9 o pr\u00f3prio autor, de maneira caracterizada. \u201cOs textos do Trapo eu escrevi durante as aulas da faculdade de Letras. Era uma s\u00e9rie de como matar a poesia. A\u00ed os textos circulavam durante as aulas e meus amigos falavam que eu tinha que public\u00e1-los. Foi quando surgiu a id\u00e9ia do livro. O Trapo era eu e o professor Manuel [o personagem \u00e9 um professor aposentado de L\u00edngua Portuguesa, que se fecha em sua casa e vive de forma que tudo deve estar organizado mentalmente] era em quem eu estava me tornando com a faculdade e, posteriormente, com o mestrado\u201d, diz Tezza.<\/p>\n<p>Sanches Neto, escritor, cr\u00edtico liter\u00e1rio e professor da UEPG, tamb\u00e9m comentou sobre seus livros e a atua\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica e do jornalismo cultural em suas obras. \u201cSempre defendi que os cadernos de literatura dos jornais n\u00e3o deviam estar separados de outros setores da cultura, como cinema e m\u00fasica. Ali\u00e1s, criaram uns nomes muito feios para esses cadernos, como <span class=\"link-external\">Ilustr\u00edssima<\/span> e <span class=\"link-external\">Sab\u00e1tico<\/span>. Mas, ent\u00e3o, com os cadernos de literatura separados, a leitura fica muito restrita a quem prefere e entende de literatura. Se \u00e9 tudo junto, quem gosta de cinema pode ler uma not\u00edcia referente a cinema e se interessar por uma de literatura que est\u00e1 perto da que ele leu\u201d, opina o autor.<\/p>\n<p>Ele comentou tamb\u00e9m o papel dos cr\u00edticos em suas obras. \u201cMeu primeiro livro [<em>Chove sobre minha inf\u00e2ncia<\/em> (Record, 2000)] recebeu cr\u00edticas negativas por ser auto-biogr\u00e1fico. Mandei ele pra cinco editoras. Uma me respondeu falando que aquilo n\u00e3o era literatura, por exemplo\u201d, relembra Miguel.\u00a0O encontro, que reuniu dois grandes escritores paranaenses, foi promovido pelo Centro Acad\u00eamico de Letras (Calet).<\/p>\n<p><strong>Crist\u00f3v\u00e3o Tezza<\/strong><\/p>\n<p>O escritor, nascido em Lages (SC) em 1952, mudou-se para Curitiba em 1961 com sua fam\u00edlia, dois anos depois da morte do pai. Come\u00e7a no teatro em 1968 e participa da primeira pe\u00e7a de Denise Stoklos. Em 1970, conclui o Ensino M\u00e9dio no Col\u00e9gio Estadual do Paran\u00e1 e, em 1971, passa alguns meses na Escola de Forma\u00e7\u00e3o de Oficiais da Marinha Mercante, no Rio de Janeiro. No final de 1974 parte para Portugal estudar Letras na Universidade de Coimbra, por\u00e9m, fica um ano perambulando pela Europa, j\u00e1 que a Universidade estava fechada por causa da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos.<\/p>\n<p>Casa-se em 1977 e muda-se para Florian\u00f3polis em 1984, para dar aulas de L\u00edngua Portuguesa na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em 1986 volta para Curitiba para lecionar na Universidade Federal do Paran\u00e1, at\u00e9 se demitir em 2009 para se dedicar exclusivamente \u00e0 literatura.<\/p>\n<p>O livro <em>Trapo<\/em> lan\u00e7ou seu nome nacionalmente. O escritor j\u00e1 ganhou diversos pr\u00eamios, como o Pr\u00eamio Petrobr\u00e1s de Literatura (<em>Aventuras Provis\u00f3rias<\/em>), Pr\u00eamio Machado de Assis da Biblioteca Nacional (<em>Breve espa\u00e7o entre cor e sombra<\/em>), Pr\u00eamio da Academia Brasileira de Letras (<em>O fot\u00f3grafo<\/em>), Pr\u00eamio Bravo! (<em>O fot\u00f3grafo<\/em> e <em>O filho eterno<\/em>), Pr\u00eamio da Associa\u00e7\u00e3o Paulista dos Cr\u00edticos de Arte (<em>O filho eterno<\/em>), Pr\u00eamio Portugal-Telecom de Literatura em L\u00edngua Portuguesa (<em>O filho eterno<\/em>), Pr\u00eamio Zaffari &amp; Bourbon da Jornada Liter\u00e1ria de Passo Fundo (<em>O filho eterno<\/em>), Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura (<em>O filho eterno<\/em>) e Pr\u00eamio Charles Brisset da Associa\u00e7\u00e3o Francesa de Psquiatria (tradu\u00e7\u00e3o de <em>O filho eterno \u2013 Le fils du Printemps<\/em>). O livro <em>O filho eterno<\/em> tem tradu\u00e7\u00f5es em Portugal, It\u00e1lia, Holanda, Espanha, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia. Atualmente, Crist\u00f3v\u00e3o Tezza \u00e9 tamb\u00e9m colunista da <span class=\"link-external\">Gazeta do Povo<\/span>.<\/p>\n<p><strong>Reportagem de Eduardo Godoy<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor paranaense Crist\u00f3v\u00e3o Tezza esteve em Ponta Grossa na noite da \u00faltima sexta-feira, 16. Tezza participou, com o tamb\u00e9m escritor Miguel Sanches Neto e a professora Silvana Oliveira, da 1\u00aa Semana de Integra\u00e7\u00e3o de Letras da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 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