{"id":7108,"date":"2022-05-04T11:26:29","date_gmt":"2022-05-04T14:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=7108"},"modified":"2022-05-04T11:26:29","modified_gmt":"2022-05-04T14:26:29","slug":"gtpg-retorna-aos-palcos-com-peca-todos-os-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/gtpg-retorna-aos-palcos-com-peca-todos-os-nos\/","title":{"rendered":"GTPG retorna aos palcos com pe\u00e7a \u201cTodos os N\u00f3s\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre os dias 20 a 23 de abril, o Grupo de Teatro de Ponta Grossa (GTPG) apresentou, no palco do Cine Teatro \u00d3pera, a pe\u00e7a \u201cTodos os N\u00f3s\u201d. A produ\u00e7\u00e3o, adaptada de um texto teatral do atual secret\u00e1rio de Cultura do munic\u00edpio, Alberto Portugal, conta sobre a vida na cidade, como se ela se resumisse a uma \u00fanica pra\u00e7a e aos moradores que a frequentam.<\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a inicia com a chegada de Ber\u00ea, um \u201cpi\u00e1\u201d do interior que veio estudar em Ponta Grossa. \u00c9 a partir deste evento que os espectadores conhecem os moradores que ocupam a pra\u00e7a da cidade. Interessados em saber mais sobre o rapaz, a pra\u00e7a come\u00e7a a encher de personagens e tamb\u00e9m de hist\u00f3rias a serem contadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O roteiro \u00e9 composto majoritariamente por express\u00f5es e vocabul\u00e1rios regionais, abrindo com a seguinte frase: \u201cVeja s\u00f3! Esse caipora veio morar na cidade princesina, vai bizoi\u00e1 os outros no meio da pra\u00e7a e vai encontrar um povar\u00e9u tipicamente ponta-grossense. Desse lusco-fusco todo surgir\u00e3o hist\u00f3rias, viv\u00eancias e mem\u00f3rias de uma forma bem regionalista de ser, nem que caia um tor\u00f3, loco v\u00e9io. Crendiospai!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_0332.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7110\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O GTPG \u00e9 composto atualmente por 15 atores. Ana Almeida foi a encarregada de assumir o papel de Leonilda, a protagonista e narradora da pe\u00e7a. Segundo a atriz, a ideia era que tudo que foi apresentado no palco representasse os pensamentos da personagem, e a miss\u00e3o dela era lev\u00e1-los para o p\u00fablico de maneira l\u00fadica e saudosa com as pr\u00f3prias mem\u00f3rias. \u201cMinha personagem \u00e9 muito amarga por causa do tempo, e esta \u00e9 justamente uma das discuss\u00f5es da pe\u00e7a. Antes todos eram mais felizes, e conforme a cidade foi crescendo e o tempo passando, eles foram se separando, virando pessoas muito diferentes umas das outras, mesmo ainda existindo um pouco de carinho pelo que j\u00e1 viveram\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana ainda conta que desenvolver a personagem foi um desafio, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 ponta-grossense e precisou buscar refer\u00eancias locais com amigos. \u201cEu me baseei na m\u00e3e de um amigo, principalmente pelo sotaque que eu n\u00e3o tenho, e tamb\u00e9m na personalidade, al\u00e9m de trabalhar com outras refer\u00eancias de senhoras ranzinzas, mas com muita hist\u00f3ria para contar\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os objetivos da pe\u00e7a estava a identifica\u00e7\u00e3o com o espectador, seja ele morador da cidade ou visitante de fora. Para isso, o grupo se inspirou em cen\u00e1rios, costumes, vocabul\u00e1rios e s\u00edmbolos que remetam o cotidiano dos ponta-grossenses. Al\u00e9m disso, o grupo tamb\u00e9m buscou construir um retrato da hist\u00f3ria da cidade, inserindo festividades e comemora\u00e7\u00f5es t\u00edpicas no roteiro, como a tradicional Festa do Divino Esp\u00edrito Santo. Em meio \u00e0s cenas, a pe\u00e7a tamb\u00e9m possui momentos musicais com can\u00e7\u00f5es t\u00edpicas da regi\u00e3o, como \u201cBicho do Paran\u00e1\u201d de Jo\u00e3o Lopes.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_0362.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7111\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Paulo Henrique, diretor geral do espet\u00e1culo, conta que a pe\u00e7a foi originalmente pensada a partir da realidade da Covid-19. Por\u00e9m, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel voltar a pisar no palco de uma maneira parecida ao per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia. \u201cQuando a gente come\u00e7ou com esse espet\u00e1culo a ideia ainda era faz\u00ea-lo de m\u00e1scara. Depois trabalhamos a ideia de uma produ\u00e7\u00e3o audiovisual, pensando em poder usar mais as express\u00f5es faciais\u201d. Segundo ele, as pr\u00f3prias cenas e o cen\u00e1rio tamb\u00e9m foram pensados para o ambiente pand\u00eamico, com distanciamento entre os atores e blocos de intera\u00e7\u00f5es com poucos personagens, evitando o contato f\u00edsico. \u201cTudo foi adequado, mas hoje j\u00e1 nos sentimos muito \u00e0 vontade para atuar sem medo\u201d, revela o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ana, a pe\u00e7a carrega duas mensagens principais: a uni\u00e3o entre as fam\u00edlias e as vilas do munic\u00edpio e os impactos do tempo nas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas pelos moradores e as viv\u00eancias compartilhadas entre si. \u201cA pe\u00e7a vai mostrando como se constroem as rela\u00e7\u00f5es entre aqueles que j\u00e1 se conhecem h\u00e1 anos at\u00e9 os que est\u00e3o chegando na cidade. Buscamos retratar isso na uni\u00e3o familiar e das vilas da cidade, mostrando os trejeitos, as falas e os costumes dos ponta-grossenses, bem como retratar que, com o tempo, as coisas v\u00e3o mudando, e essas pessoas tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor, \u201cTodos Os N\u00f3s\u201d \u00e9 um retrato fiel da sociedade ponta-grossense. \u201c\u00c9 um espet\u00e1culo feito por gente da cidade falando sobre a gente. Falamos sobre n\u00f3s de uma maneira muito exagerada no palco, afinal \u00e9 teatro, mas na verdade tudo isso acontece na nossa vida. E o final da pe\u00e7a mostra que o grande problema da cidade de Ponta Grossa somos n\u00f3s, nossos egos e nosso orgulho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Ana, o espet\u00e1culo deixa como reflex\u00e3o final para o p\u00fablico a import\u00e2ncia de valorizar o lugar de onde viemos e as pessoas que nele conhecemos. \u201cA gente tem que falar mais de onde viemos, sobre as pessoas desses lugares e as nossas origens, o que a gente ama, o que a gente aprendeu desde pequeno e as coisas que deste lugar levaremos para o resto da vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Todos os n\u00f3s<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cDe que n\u00f3s estamos falando?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Do pronome pessoal? Ou do la\u00e7o que ata duas pontas?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ou seriam todos os \u201ceus\u201d atados por la\u00e7os do cotidiano?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por la\u00e7os comuns como o espa\u00e7o geogr\u00e1fico que dividem, os costumes parecidos, as mesmas dores e alegrias, repartidas no esp\u00edrito comunit\u00e1rio?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Cada conquista, cada desafio, cada trope\u00e7o, cada vit\u00f3ria permeiam a vida destes personagens que dividem uma grande arena, entrela\u00e7ando seus destinos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Todos os n\u00f3s cabem em uma pequena vila, numa grande cidade, em uma pra\u00e7a.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Todos os n\u00f3s mostram como os altos e baixos moldam e unem as pessoas, ora pela solidariedade, ora pela dor, ora pela alegria e at\u00e9 mesmo pela amargura que o tempo \u00e0s vezes imprime em cada eu.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De que n\u00f3s estamos falando? Ta\u00ed o grande mist\u00e9rio do espet\u00e1culo\u201d.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dias 20 a 23 de abril, o Grupo de Teatro de Ponta Grossa (GTPG) apresentou, no palco do Cine Teatro \u00d3pera, a pe\u00e7a \u201cTodos os N\u00f3s\u201d. 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