{"id":7180,"date":"2022-05-21T13:15:34","date_gmt":"2022-05-21T16:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=7180"},"modified":"2022-05-21T13:15:34","modified_gmt":"2022-05-21T16:15:34","slug":"hoovaranas-a-juventude-pontagrossense-no-cenario-instrumental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/hoovaranas-a-juventude-pontagrossense-no-cenario-instrumental\/","title":{"rendered":"Hoovaranas: a juventude pontagrossense no cen\u00e1rio instrumental"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (13), a banda <em>Hoovaranas<\/em> subiu no palco do audit\u00f3rio B do Cine Teatro \u00d3pera para a primeira apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo das m\u00fasicas do \u00e1lbum \u201cAlvorada\u201d, lan\u00e7ado este ano. O show foi bem recebido pela plateia, que aplaudiu em p\u00e9 e fez com que os m\u00fasicos voltassem ao palco para tocar uma \u00faltima m\u00fasica antes de se despedirem. O show foi marcado pela intimidade da banda com o p\u00fablico e a recep\u00e7\u00e3o calorosa daqueles que j\u00e1 conheciam ou n\u00e3o a <em>Hoovaranas. <\/em>Entre uma m\u00fasica e outra, aplausos e elogios preencheram o audit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Hoovaranas <\/em>\u00e9 uma banda pontagrossense de m\u00fasica instrumental formada pelo baterista Eric Santana (22), pelo baixista Jorge Bahls (19) e pelo guitarrista Rehael Martins (19). Os m\u00fasicos j\u00e1 lan\u00e7aram dois \u00e1lbuns completos: \u201cPolui\u00e7\u00e3o Sonora\u201d, de 2019, e \u201cAlvorada\u201d, de 2022, al\u00e9m de um EP lan\u00e7ado durante a pandemia do coronav\u00edrus, em 2020, intitulado \u201cIsolamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da recep\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum, o trio se destacou neste ano ao ser inclu\u00eddo em uma playlist criada por um jornalista da Rolling Stone francesa. Al\u00e9m dos projetos lan\u00e7ados, os integrantes tamb\u00e9m contam com um projeto de improvisa\u00e7\u00e3o, o <em>Trio Bara\u00fanas<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia antes da apresenta\u00e7\u00e3o no Cine Teatro \u00d3pera, na quinta-feira (12), os integrantes da banda concederam uma entrevista para o Cultura Plural, onde falaram sobre suas lembran\u00e7as, o processo criativo e a rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a Hoovaranas come\u00e7ou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: Eu e o Rehael nos conhecemos na escola. Eu comprei um baixo e o Rehael me chamou para tocar com ele, na brincadeira. Na influ\u00eancia da coisa, conhecemos o Eric. A gente tirava uns improvisos na minha casa, e decidimos formar uma banda.<\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: Eu, o Rehael e outro amigo t\u00ednhamos um projeto instrumental. Um dia, nosso amigo n\u00e3o conseguiu ir, e o Jorge tinha comprado um baixo dele. Como ele j\u00e1 estava tocando baixo e j\u00e1 conhecia o Rehael, n\u00f3s chamamos ele para tocar. Rolou uma baita conex\u00e3o, ent\u00e3o continuamos tocando juntos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a ideia da m\u00fasica instrumental, como surgiu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: A princ\u00edpio, a gente procurou um vocalista, mas n\u00e3o encontramos ningu\u00e9m que se comprometesse e que fosse compat\u00edvel com a banda. Ent\u00e3o, decidimos fechar o projeto instrumental, j\u00e1 que era uma coisa da qual a gente gostava muito e era bem diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>REHAEL: A gente nem escutava tanto som instrumental. Muitos artistas que tocam m\u00fasica instrumental no Brasil t\u00eam v\u00e1rias influ\u00eancias e por isso decidem produzir esse tipo de m\u00fasica. A gente s\u00f3 era instrumental porque n\u00e3o t\u00ednhamos vocalista, e no final, acabou dando muito certo!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que voc\u00eas lembram da primeira vez que tocaram oficialmente como a Hoovaranas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: Quando tocamos pela primeira vez com o Jorge, foi algo aleat\u00f3rio. O primeiro show que a gente fez com o projeto j\u00e1 estabelecido foi no DCE-UEPG, em uma festa do curso de Geografia, em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>REHAEL: A gente fez tudo no improviso, com s\u00f3 uma m\u00fasica fechada e um <em>riff <\/em>do <em>Black Sabbath<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: Essa foi a primeira vez que a gente tocava oficialmente, e s\u00f3 temos uma foto desse dia, mas parece que ela foi tirada usando uma batata (risos).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que mudou desde o come\u00e7o da banda at\u00e9 agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: Quando a gente come\u00e7ou, tinha artistas e estilos que a gente ouvia e acabaram influenciando nosso som. O <em>Polui\u00e7\u00e3o Sonora <\/em>\u00e9 muito mais pesado, mais cru. Depois disso, tocamos com muitas bandas em v\u00e1rias cidades e acabamos sendo influenciados por coisas novas. Acho que mudamos drasticamente nosso gosto musical, e expandimos nossos horizontes.<\/p>\n\n\n\n<p>REHAEL: A gente j\u00e1 achou para qual caminho queremos ir com o nosso som. Claro que ainda vai se transformar um monte, mas das m\u00fasicas antigas para c\u00e1 a gente mudou muito, at\u00e9 tecnicamente. Da \u00e9poca at\u00e9 agora, criamos muito mais liberdade de cria\u00e7\u00e3o e improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: A gente aprendeu que d\u00e1 pra fazer muito mais do que a gente ouvia. Antes, eu curtia muito mais rock, e hoje em dia curto mais jazz, e isso acaba misturando uma coisa com a outra e criando um estilo pr\u00f3prio. Ficamos muito mais maduros em quest\u00e3o de sonoridade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/DSC_1493.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7182\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00eas chegam no nome das m\u00fasicas, considerando que elas n\u00e3o t\u00eam letra?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: \u00c9 mais pelo sentimento, pela sensa\u00e7\u00e3o que a m\u00fasica passa.<\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: Tem v\u00e1rios exemplos. Como \u201cMantra\u201d, que tem esse nome porque fica se repetindo. Mas o significado vai mudando de pessoa para pessoa. \u201cRessaca\u201d, para mim, tem o significado de ser a ressaca do mar, mas muita gente acha que \u00e9 ressaca de bebida (risos).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando voc\u00eas sentiram o reconhecimento do p\u00fablico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: Acho que o reconhecimento quase sempre rolou por conta da gente ser uma banda que, de alguma maneira, representa o bairro de Uvaranas. O streaming tamb\u00e9m ajudou. Por ser instrumental, isso j\u00e1 quebra a barreira da linguagem, e a internet alcan\u00e7a lugares que a gente nem imaginava. Pessoas de mais de 50 pa\u00edses j\u00e1 nos escutaram, e a gente nem sabe como isso aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: A galera sempre ficou meio surpresa. Quando a gente come\u00e7ou, eu era o \u00fanico maior de idade, ent\u00e3o as pessoas reparavam no som que a gente estava fazendo, que era instrumental, psicod\u00e9lico, diferente\u2026 Isso com certeza influenciou muito. As pessoas chamavam a gente para tocar em festivais quando s\u00f3 t\u00ednhamos um ano de banda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como surgiu a necessidade de separar a <em>Hoovaranas <\/em>do <em>Trio Bara\u00fanas?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERIC: Gostamos de ter um planejamento de n\u00e3o tocar a mesma coisa muitas vezes na mesma cidade. Uma hora ia ficar chato a <em>Hoovaranas, <\/em>com m\u00fasicas prontas, tocando toda semana nos mesmos lugares. Decidimos fazer esse projeto de improvisos para que consegu\u00edssemos rodar pela cidade com mais frequ\u00eancia para que consegu\u00edssemos nos sustentar. J\u00e1 que a gente vive de m\u00fasica, n\u00e3o rolava ficar esperando um m\u00eas para tocar com a <em>Hoovaranas <\/em>de novo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o as expectativas da banda para o futuro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>JORGE: Al\u00e9m dos shows, esperamos continuar produzindo e n\u00e3o parar, fazer mais m\u00fasicas. Esperamos conseguir ir para fora. Por ser instrumental, para a gente \u00e9 muito importante ir para outros pa\u00edses. Queremos entrar em festivais de m\u00fasica que combinem com a gente, al\u00e9m de editais, que nos ajudaram muito na pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>REHAEL: Acho que o pr\u00f3ximo \u00e1lbum vai soar diferente desse. Nenhum dos nossos trabalhos \u00e9 igual, e isso \u00e9 muito legal.<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Hoovaranas <\/em>se prepara agora para a turn\u00ea que apresenta o \u00e1lbum \u201cAlvorada\u201d para diversas cidades brasileiras. Durante os meses de maio e junho, o grupo far\u00e1 shows em cidades paranaenses, como Maring\u00e1 e Curitiba, al\u00e9m de cidades de outros estados, como Santa Catarina e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima sexta-feira (13), a banda Hoovaranas subiu no palco do audit\u00f3rio B do Cine Teatro \u00d3pera para a primeira apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo das m\u00fasicas do \u00e1lbum \u201cAlvorada\u201d, lan\u00e7ado este ano. 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