{"id":7241,"date":"2022-06-13T17:47:08","date_gmt":"2022-06-13T20:47:08","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=7241"},"modified":"2022-06-13T17:47:08","modified_gmt":"2022-06-13T20:47:08","slug":"34-fuc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/34-fuc\/","title":{"rendered":"Retomada dos shows presenciais marca 34\u00ba FUC"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size\"><em>Por Gabriel Aparecido, Isabelle Fudal, Joyce Clara, Maria Vit\u00f3ria Carollo, Matheus Gaston e Quiara Camargo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de dois anos de pandemia, o Festival Universit\u00e1rio da Can\u00e7\u00e3o volta \u00e0 modalidade presencial. Na noite deste s\u00e1bado (11), o p\u00fablico pode acompanhar a apresenta\u00e7\u00e3o de 12 can\u00e7\u00f5es autorais de m\u00fasicos de Ponta Grossa e regi\u00e3o, direto do palco do Cine-Teatro \u00d3pera. Al\u00e9m de reunir artistas e plateia novamente, a 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o do FUC tamb\u00e9m foi marcada pelo show da banda Blindagem, o primeiro p\u00f3s-pandemia e de estreia do vocalista Willian Vox.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento come\u00e7ou \u00e0s 19h, com a fala de Sandra Borsoi e Edina Schimanski, representantes da Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o e Assuntos Culturais da UEPG (PROEX), e do reitor Miguel Sanches Neto. Este ano, o FUC recebeu 32 inscri\u00e7\u00f5es de Ponta Grossa e uma de Tibagi, segundo a organiza\u00e7\u00e3o. Em seguida, as <a href=\"https:\/\/www2.uepg.br\/fuc\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2022\/06\/Livreto-34-FUC.pdf\">can\u00e7\u00f5es selecionadas<\/a> foram apresentadas. As poltronas, que estavam vazias, come\u00e7aram a ser ocupadas durante a execu\u00e7\u00e3o das primeiras m\u00fasicas. Logo depois das apresenta\u00e7\u00f5es, o p\u00fablico presente fez a indica\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica ao pr\u00eamio J\u00fari Popular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da noite, a equipe do <strong><em>Cultura Plural<\/em><\/strong><strong> <\/strong>visitou os camarins e conversou com alguns participantes. M\u00fasico h\u00e1 20 anos, o tecladista Abel J\u00fanior, que \u00e9 de Ponta Grossa, participa do FUC pela primeira vez. Para ele, a 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais diversa. Abel ainda considera o festival uma janela para a m\u00fasica independente. \u201c\u00c9 uma oportunidade para tirar a vis\u00e3o comercial da m\u00fasica e ver que tem muita gente boa tocando, muito talento, gente que ralou e estudou demais para estar aqui\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro estreante \u00e9 o m\u00fasico Vicco, que apresentou a can\u00e7\u00e3o \u201cTerra \u00e0 vista\u201d. Segundo ele, a composi\u00e7\u00e3o foi escrita no momento em que o artista se curava de uma depress\u00e3o. Vicco conta como foi a experi\u00eancia de participar do festival:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/SONORA-VICCO.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Veterana no Festival Universit\u00e1rio da Can\u00e7\u00e3o, a baixista Andria J\u00e9ssica considera que, al\u00e9m de fomentar a m\u00fasica local, o FUC \u00e9 um est\u00edmulo para que bandas e m\u00fasicos produzam conte\u00fado autoral. Ainda que tenha participado de outras edi\u00e7\u00f5es, a baixista se dizia ansiosa. \u201cNo ano passado, como era grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, a gente pode tocar a m\u00fasica v\u00e1rias vezes. No palco presencial, \u00e9 uma vez s\u00f3\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cez\u00e3o foi um dos int\u00e9rpretes da can\u00e7\u00e3o \u201cLadeiras da minha cabe\u00e7a\u201d, junto com Camilo Fink e os Rivos. O baterista v\u00ea essa edi\u00e7\u00e3o do FUC como um momento de reencontro entre artistas e o p\u00fablico. \u201c\u00c9 trazer de novo a realidade, que \u00e9 de ver, sentir a vibra\u00e7\u00e3o, escutar ao vivo, coisa que a gente n\u00e3o teve nos \u00faltimos dois anos\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Blindagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Convidada especial da noite, a banda Blindagem subiu ao palco logo ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas selecionadas. Fundado em Curitiba, o grupo \u00e9 a principal refer\u00eancia do rock paranaense. Cl\u00e1ssicos como \u201cN\u00e3o posso ver\u201d, \u201cMiragem\u201d, \u201cCheiro do mato\u201d e \u201cLoba da estepe\u201d aqueceram e contagiaram o p\u00fablico, que tamb\u00e9m soltou a voz. Em frente ao palco, alguns f\u00e3s mostraram admira\u00e7\u00e3o e carinho pelos m\u00fasicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o no Festival Universit\u00e1rio da Can\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro show presencial da Blindagem p\u00f3s-pandemia, al\u00e9m de ser a estreia do m\u00fasico Willian Vox como vocalista, que assume o lugar de Ivo Rodrigues. Em uma breve pausa durante o show, Paulo Teixeira homenageou o luthier ponta-grossense Anhaia, que fabricou sua guitarra.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a entrevista feita pela rep\u00f3rter Quiara Camargo com os integrantes da banda:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/a8a8b8f7-831d-45d1-b1b7-df245eb6502b\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>V\u00eddeo: Matheus Gaston<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Premia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois do show da banda Blindagem, a organiza\u00e7\u00e3o do 34\u00aa FUC anunciou os vencedores da edi\u00e7\u00e3o. Formada pelas cantoras Uyara Torrente, Katia Drumond e pelo m\u00fasico Thiago Xavier, a comiss\u00e3o julgadora avaliou as 12 can\u00e7\u00f5es a partir dos quesitos m\u00fasica, letra e interpreta\u00e7\u00e3o, levando em considera\u00e7\u00e3o crit\u00e9rios como melodia, harmonia, originalidade e performance.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande vencedora da noite foi a m\u00fasica \u201cF\u00e9, menino\u201d, interpretada por Vivian e a banda Eu, Voc\u00ea e os Isqueiros. Ao subir no palco, a vocalista, que j\u00e1 se apresentou em outras edi\u00e7\u00f5es do FUC, disse que sentia como se estivesse ali pela primeira vez. Em entrevista ao <strong><em>Cultura Plural<\/em><\/strong> ap\u00f3s a premia\u00e7\u00e3o, Vivian compartilhar a emo\u00e7\u00e3o de conquistar o primeiro lugar:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/1577add9-97fe-4d6f-8e3a-dea38659b6a9\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>A composi\u00e7\u00e3o \u201cAcende a luz do lampi\u00e3o\u201d, do m\u00fasico Scilas de Oliveira, de Tibagi, foi premiada com o segundo lugar e com o pr\u00eamio J\u00fari Popular, indicado pelo p\u00fablico. Scilas tamb\u00e9m conquistou a segunda coloca\u00e7\u00e3o no FUC do ano passado, com a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=woaaqA6m5pA\">m\u00fasica \u201cUm b\u00eabado iluminado\u201d<\/a>. O terceiro lugar ficou com a can\u00e7\u00e3o \u201cSil\u00eancio\u201d, escrita pelo artista Luizinho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00eamio de Melhor Interpreta\u00e7\u00e3o foi indicado \u00e0 drag queen Lilo e ao cantor Matheus Camargo, que apresentaram a can\u00e7\u00e3o \u201cFuga\u201d. No in\u00edcio do show, Lilo refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a de dois artistas LGBTQIA+ independentes no FUC, durante o M\u00eas do Orgulho. \u201c\u00c9 resist\u00eancia, muita garra e muita for\u00e7a! A gente precisa seguir e fazer o que a gente acredita\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao rep\u00f3rter Gabriel Aparecido, Matheus e Lilo explicam o significado da m\u00fasica premiada, que ser\u00e1 lan\u00e7ada nas plataformas digitais na pr\u00f3xima sexta-feira (17):<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/SONORA-LILO-MATHEUS.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica \u201cLuz dos Nossos\u201d, interpretada por Zero Meia, Swolom, Stanley e DJ Tom recebeu o pr\u00eamio de Melhor Letra. O grupo garantiu a mesma premia\u00e7\u00e3o no FUC de 2021, com a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-6YeugRoBcc\">composi\u00e7\u00e3o \u201cNum estalo\u201d<\/a>. \u201cEstamos fazendo hist\u00f3ria colocando o rap pela segunda vez no palco do festival\u201d, exalta Stanley. \u201cO fato de poder subir nesse palco \u00e9 uma experi\u00eancia \u00fanica\u201d, completa Zero Meia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Isabelle-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7252\" width=\"720\" height=\"540\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>Zero Meia e Swolom apresentaram a m\u00fasica &#8220;Luz dos nossos&#8221; | Foto: Isabelle Fudal<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Swolom lembra que, apesar de ser a segunda vez do rap no FUC, essa \u00e9 a primeira vez que o estilo participa da modalidade presencial. \u201c\u00c9 uma comemora\u00e7\u00e3o pra gente poder representar o rap, que \u00e9 uma forma de resist\u00eancia. Atrav\u00e9s dele, a galera luta, se une, move conte\u00fados que fazem jovens sa\u00edrem das ruas, estudarem, refletirem\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de certifica\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o na segunda fase do projeto FUC Reverba, os m\u00fasicos e bandas premiadas recebem os seguintes valores em dinheiro:<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro lugar: R$ 4 mil<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo lugar: R$ 3 mil<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro lugar: R$ 2 mil<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor Letra: R$ 1 mil<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor Interpreta\u00e7\u00e3o: R$ 1 mil<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00fari Popular: R$ 1 mil<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>FUC Reverbera<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2021, o programa busca promover a autogest\u00e3o dos m\u00fasicos, criar um espa\u00e7o de aprendizado e fortalecer os elos com o mercado musical por meio de mentorias, workshops e outras a\u00e7\u00f5es. \u201cEm sua forma\u00e7\u00e3o, os m\u00fasicos n\u00e3o s\u00e3o preparados para o mercado. O FUC Reverbera nasceu da necessidade de mostrar o trabalho dos nossos m\u00fasicos\u201d, explica Sandra Borsoi, diretora de Assuntos Culturais da UEPG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Sandra, no ano passado, o programa investiu cerca de R$ 162 milh\u00f5es em servi\u00e7os para acelera\u00e7\u00e3o de carreiras. Este ano, a primeira fase do FUC Reverbera aconteceu no dia 10 de maio, atrav\u00e9s de palestras com m\u00fasicos, universit\u00e1rios e profissionais da \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda fase, exclusiva para os vencedores da 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o, os participantes ter\u00e3o acesso a servi\u00e7os como planejamento estrat\u00e9gico de redes sociais, consultoria para editais, grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, sess\u00e3o fotogr\u00e1fica e participa\u00e7\u00e3o em evento na Baiacu-B\u00f6, de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o no festival. Al\u00e9m disso, os premiados tamb\u00e9m participar\u00e3o de entrevistas nos projetos <em>Cultura Plural <\/em>e <em>Cultura\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gabriel Aparecido, Isabelle Fudal, Joyce Clara, Maria Vit\u00f3ria Carollo, Matheus Gaston e Quiara Camargo Depois de dois anos de pandemia, o Festival Universit\u00e1rio da Can\u00e7\u00e3o volta \u00e0 modalidade presencial. 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