{"id":7422,"date":"2022-08-08T21:46:16","date_gmt":"2022-08-09T00:46:16","guid":{"rendered":"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=7422"},"modified":"2022-08-08T21:46:16","modified_gmt":"2022-08-09T00:46:16","slug":"historia-da-danca-e-tema-de-espetaculo-no-cine-teatro-opera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/historia-da-danca-e-tema-de-espetaculo-no-cine-teatro-opera\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Dan\u00e7a \u00e9 tema de espet\u00e1culo no Cine-Teatro \u00d3pera"},"content":{"rendered":"\n<p>A trajet\u00f3ria da dan\u00e7a ao longo dos s\u00e9culos foi contada no palco do Cine-Teatro \u00d3pera na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (30). O espet\u00e1culo, do Studio Alan Oliveira, voltou para os tempos primitivos e fez um passeio pela hist\u00f3ria de diversas na\u00e7\u00f5es e sociedades para apresentar ao p\u00fablico como a dan\u00e7a se tornou um artefato cultural e uma forma de express\u00e3o universal.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dos sons produzidos pelos p\u00e9s, que se mexiam de maneira ritmada, \u00e9 que surge a dan\u00e7a entre as tribos pr\u00e9-hist\u00f3ricas. Com o passar do tempo, o cadenciamento de gestos e movimentos foi refor\u00e7ado pelo bater das palmas, pela percuss\u00e3o e mais tarde pela instrumenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a arte de mover o corpo e ao mesmo tempo uma rela\u00e7\u00e3o entre tempo e espa\u00e7o, estabelecida por um ritmo e uma composi\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo correntes antropol\u00f3gicas, a origem da dan\u00e7a se iguala \u00e0 origem da humanidade e estava relacionada \u00e0 conquista amorosa entre integrantes de um mesmo grupo social. Portanto, era uma pr\u00e1tica individual. As dan\u00e7as em grupos, por outro lado, surgiram somente dentro de contextos religiosos. Elas eram associadas \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de for\u00e7as superiores ou \u00e0 invoca\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos, como uma maneira de agradecer o \u00eaxito nas ca\u00e7as, a chuva para o plantio, o bom tempo para a colheita e o sucesso nas expedi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrazemos em n\u00f3s a ancestralidade da dan\u00e7a\u201d \u00e9 a frase que d\u00e1 in\u00edcio ao espet\u00e1culo. No primeiro ato, os espectadores s\u00e3o convidados a uma viagem por cada fase da humanidade, em busca de conhecer as dan\u00e7as t\u00edpicas das mais diversas na\u00e7\u00f5es do globo, mostrando a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente dos passos coreogr\u00e1ficos, mas tamb\u00e9m de toda uma sociedade. Entre as coreografias apresentadas da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria e Antiguidade est\u00e3o as dan\u00e7as primitiva, eg\u00edpcia, grega, indiana e japonesa. Tamb\u00e9m fizeram parte do primeiro ato duas escolas convidadas, respons\u00e1veis por contar a partir dos movimentos da gin\u00e1stica r\u00edtmica a hist\u00f3ria da dan\u00e7a chinesa e a turma de Jud\u00f4 do col\u00e9gio Sant\u2019Ana, com uma performance de luta coreografada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na Idade M\u00e9dia o p\u00fablico conheceu mais sobre as dan\u00e7as em grupo, como a dan\u00e7a medieval carola e a dan\u00e7a macabra, relacionada ao medo que a sociedade carregava da Peste Negra. Em seguida vem o Renascimento, e com ele a cria\u00e7\u00e3o de diversos estilos de dan\u00e7a cl\u00e1ssicos, como o Ballet, o Minueto e a Valsa. O primeiro ato ainda encerra com o contraste entre as dan\u00e7as moderna e cigana.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo ato j\u00e1 traz uma nova vis\u00e3o da hist\u00f3ria da dan\u00e7a. Com a chegada do s\u00e9culo XX, cresce o n\u00famero de estilos de maneira exorbitante. Nesta parte do espet\u00e1culo, os dan\u00e7arinos apresentam para o p\u00fablico as coreografias criadas ao longo de cada d\u00e9cada, passando pelo tango, dan\u00e7a burlesca, jazz, foxtrot, samba, forr\u00f3, rock, disco e country. O espet\u00e1culo tamb\u00e9m contou com bailarinos convidados, tendo Victoria Napoli como representante do sapateado, Victor Hugo com uma performance de contempor\u00e2neo e o grupo coreogr\u00e1fico do projeto de extens\u00e3o de Dan\u00e7a da UEPG, do professor Igor Fernando, apresentando o break, o hip hop e embalando o p\u00fablico na batida do funk. A tamb\u00e9m dan\u00e7arina convidada, Bruna Gardinal, conta como foi a experi\u00eancia dessa colabora\u00e7\u00e3o para ela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/audio-bruna-online-audio-converter.com_.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-container-2 wp-block-gallery-1 wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-id=\"7428\"  src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/colocar-na-materia-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7428\" \/><figcaption>Bruna Gardinal se apresenta no palco do Cine Teatro \u00d3pera no segundo ato do espet\u00e1culo. Foto: Joyce Clara.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>O espet\u00e1culo, que contou com mais de sessenta bailarinos, esportistas e artistas de todas as idades, de crian\u00e7as a idosos, encerrou com uma apresenta\u00e7\u00e3o com todos os integrantes juntos no palco ao som da m\u00fasica pop brasileira \u201cParada Louca\u201d e uma coreografia viral criada para a rede social Tik Tok. A dan\u00e7a final simboliza o momento atual do pa\u00eds, no qual se populariza cada vez mais as dan\u00e7as curtas pensadas para bombar na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>A Hist\u00f3ria de Alan Oliveira com a dan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>O professor e dan\u00e7arino relata que entrou no *mundo* da dan\u00e7a, h\u00e1 25 anos, atrav\u00e9s da escola. A partir do primeiro contato ele foi desenvolvendo um interesse pela \u00e1rea e buscando conhec\u00ea-la melhor. Ele narra a constru\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria escola, que j\u00e1 completa nove anos de atua\u00e7\u00e3o na cidade, e exp\u00f5e que enfrentou muitas dificuldades no in\u00edcio at\u00e9 conquistar seu pr\u00f3prio espa\u00e7o, algo que, para ele, ocorreu tamb\u00e9m pela baixa presen\u00e7a da dan\u00e7a de sal\u00e3o no cen\u00e1rio local. Nesse sentido, a trajet\u00f3ria do Studio Alan Oliveira e de seus dan\u00e7arinos, definidos como fam\u00edlia pelo fundador, inclui a realiza\u00e7\u00e3o de oito espet\u00e1culos em Ponta Grossa e um processo de adapta\u00e7\u00e3o para atravessar o per\u00edodo pand\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/audio-I.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Bailarinos do Studio Alan Oliveira e convidados reunidos para a rever\u00eancia final. Foto: Joyce Clara.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema escolhido para o espet\u00e1culo, Alan exp\u00f5e que inicialmente a ideia era apresentar uma proposta diferente, na qual ele j\u00e1 vinha trabalhando e que envolvia quest\u00f5es mais atuais da sociedade, planejamento que pretende seguir para o ano que vem. Por\u00e9m, com o processo de prepara\u00e7\u00e3o para a apresenta\u00e7\u00e3o seu interesse no tema aumentou. Ele declara a import\u00e2ncia das colabora\u00e7\u00f5es que fez com outros<\/p>\n\n\n\n<p>dan\u00e7arinos e escolas da cidade para construir a Hist\u00f3ria da Dan\u00e7a. Por fim, Alan Oliveira descreve a import\u00e2ncia da dan\u00e7a em sua vida.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/audio-2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria da dan\u00e7a ao longo dos s\u00e9culos foi contada no palco do Cine-Teatro \u00d3pera na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (30). 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