{"id":748,"date":"2011-09-26T21:10:20","date_gmt":"2011-09-26T21:10:20","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=748"},"modified":"2011-09-26T21:10:20","modified_gmt":"2011-09-26T21:10:20","slug":"o-pedaco-holandes-dos-campos-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/o-pedaco-holandes-dos-campos-gerais\/","title":{"rendered":"O peda\u00e7o holand\u00eas dos Campos Gerais"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\">A participa\u00e7\u00e3o da Holanda na hist\u00f3ria do Brasil remonta s\u00e9culos passados. As grandes navega\u00e7\u00f5es e o Mercantilismo aquecem o com\u00e9rcio europeu e, portanto, os olhos do velho mundo voltam-se para a Am\u00e9rica, consequentemente, para o Brasil.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Assim como a maioria das refer\u00eancias culturais estrangeiras que o pa\u00eds adquiriu, a holandesa s\u00f3 foi poss\u00edvel por conta do interesse dos batavos nas possibilidades econ\u00f4micas do Brasil. Desta forma, todo o contexto de guerras de independ\u00eancia, disputas territoriais e expans\u00e3o mar\u00edtima levam os holandeses ao nordeste brasileiro no fim do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Nas escolas do pa\u00eds inteiro, a relev\u00e2ncia da coloniza\u00e7\u00e3o holandesa no nordeste \u00e9 ensinada com destaque. Nomes como o de Maur\u00edcio de Nassau, governador da col\u00f4nia holandesa no Nordeste de 1637 a 1644 e incentivador do desenvolvimento cultural da regi\u00e3o na \u00e9poca, s\u00e3o refer\u00eancia nos estudos da hist\u00f3ria nacional. Contudo, a maior parte do pa\u00eds desconhece que um grande peda\u00e7o da Holanda se encontra no sul, em Carambe\u00ed.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Carambe\u00ed, nome ind\u00edgena que significa \u201crio das tartarugas\u201d \u00e9 a ironia facilmente percebida pela pr\u00f3pria arquitetura da cidade. O nome nativo titula o munic\u00edpio recheado de tra\u00e7os holandeses que a prop\u00f3sito se explicam pela participa\u00e7\u00e3o batava em sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Durante o Segundo Reinado o incentivo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 crescente e formaram-se in\u00fameras col\u00f4nias no sul do pa\u00eds. Chegaram \u00e0 regi\u00e3o a partir do final do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX su\u00ed\u00e7os, alem\u00e3es, poloneses, holandeses e diversos outros colonos que se instalaram no Paran\u00e1, marcadamente nos Campos Gerais, a fim de servir como m\u00e3o-de-obra \u00e0s atividades do estado.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">De todo modo, as paisagens da regi\u00e3o n\u00e3o foram suficientes para assegurar a felicidade dos imigrantes. No caso dos holandeses, quando j\u00e1 planejavam a volta para a Holanda, receberam uma proposta da Brasil Railway Company que os leva, por volta de 1910, \u00e0 fazenda Carambe\u00ed. Estas eram terras do estado vendidas a prazo para os colonos sob a condi\u00e7\u00e3o que oferecessem leite e queijo aos trabalhadores da ferrovia constru\u00edda pela companhia. \u00c9 desse acordo e com a chegada de tr\u00eas fam\u00edlias (as tr\u00eas primeiras) em Carambe\u00ed \u2013 Jan Verschoor, Leendert Verschoor e Jan Vriesman \u2013 em 1911 que se inicia a forma\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio bem como a marcante participa\u00e7\u00e3o cultural holandesa nos Campos Gerais.<\/p>\n<p>Reportagem de Hellen Bizerra<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A participa\u00e7\u00e3o da Holanda na hist\u00f3ria do Brasil remonta s\u00e9culos passados. As grandes navega\u00e7\u00f5es e o Mercantilismo aquecem o com\u00e9rcio europeu e, portanto, os olhos do velho mundo voltam-se para a Am\u00e9rica, consequentemente, para o Brasil. 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