{"id":926,"date":"2017-07-14T20:36:30","date_gmt":"2017-07-14T20:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/culturaplural.sites.uepg.br\/?p=926"},"modified":"2017-07-14T20:36:30","modified_gmt":"2017-07-14T20:36:30","slug":"jornalismo-da-uepg-lanca-documentario-sobre-acampamento-do-mst-em-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/culturaplural\/jornalismo-da-uepg-lanca-documentario-sobre-acampamento-do-mst-em-castro\/","title":{"rendered":"Jornalismo da UEPG lan\u00e7a document\u00e1rio sobre acampamento do MST em Castro"},"content":{"rendered":"<div class=\"stx\">\n<p>A Ag\u00eancia de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa fez o lan\u00e7amento de estreia no s\u00e1bado, 8\/7, do document\u00e1rio \u201cDoze meses de resist\u00eancia: a terra como horizonte de vida\u201d, que retrata um ano de ocupa\u00e7\u00e3o do Acampamento Maria Rosa do Contestado, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento ocorreu no pr\u00f3prio Acampamento, durante a Festa Junina da comunidade Maria Rosa do Contestado. O document\u00e1rio de 46 minutos \u00e9 resultado do trabalho da Ag\u00eancia de Jornalismo, Programa de Extens\u00e3o do Curso de Jornalismo da UEPG, que mant\u00e9m a parceria com v\u00e1rias entidades, grupos e movimentos sociais populares, entre elas as comunidades do MST na regi\u00e3o, em a\u00e7\u00f5es diversas de comunica\u00e7\u00e3o e jornalismo.<\/p>\n<p>Com produ\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o pelo estudante de Jornalismo, Gabriel Ferreira Clarindo Neto, e orienta\u00e7\u00e3o da professora e coordenadora da Ag\u00eancia de Jornalismo, Hebe Gon\u00e7alves, o trabalho foi iniciado em maio do ano passado, com a apresenta\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e9via \u00e0 comunidade em 24 de agosto, no anivers\u00e1rio de um ano do Acampamento Maria Rosa do Contestado.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio constitui-se do relato de camponeses e camponesas sobre o dia da ocupa\u00e7\u00e3o do Maria Rosa, o cotidiano, a luta pela terra, as conquistas, como a gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda e o cultivo de alimentos a partir da agroecologia como horizonte de vida. \u201cTentamos registrar, a partir do depoimento dos acampados, o sentido e import\u00e2ncia da luta pela terra e as mudan\u00e7as em suas vidas em um ano de ocupa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do MST\u201d, disse a professora Hebe. \u201cProduzir o document\u00e1rio foi uma experi\u00eancia muito rica, um aprendizado. Um trabalho que fiz com muito amor\u201d, disse Gabriel Clarindo durante o lan\u00e7amento. Para uso da m\u00fasica \u201cCan\u00e7\u00e3o da Terra\u201d como trilha sonora do document\u00e1rio, Ag\u00eancia de Jornalismo obteve autoriza\u00e7\u00e3o gratuita do pr\u00f3prio cantor e compositor ga\u00facho Pedro Munhoz e da Som Livre 100% Edi\u00e7\u00f5es Musicais.<\/p>\n<p>Para o integrante do MST Joabe Mendes de Oliveira, o videodocument\u00e1rio possibilita mostrar o projeto do movimento voltado \u00e0 agricultura org\u00e2nica no Pa\u00eds: \u201cO v\u00eddeo \u00e9 um meio de expor o projeto que, de fato, a gente est\u00e1 construindo. Atrav\u00e9s do Acampamento Maria Rosa, a gente quer que todos os acampamentos do Estado do Paran\u00e1 se transformem numa grande matriz tecnol\u00f3gica agroecol\u00f3gica, de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, para fazermos o contraponto a esse modelo colocado a\u00ed. O projeto de monocultivo implantado no Pa\u00eds hoje n\u00e3o viabiliza a pequena propriedade, n\u00e3o gera renda, n\u00e3o gera emprego, destr\u00f3i a biodiversidade, acaba com os recursos naturais, acaba com a mat\u00e9ria-prima de nosso Pa\u00eds, expulsa camponeses e camponesas de suas terras \u2013 os \u00edndios, quilombolas e comunidades tradicionais \u2013 com \u00fanico objetivo de acumular lucro e capital para sustentar os pa\u00edses da Europa, que possuem um alto padr\u00e3o de consumo muito mais elevado que os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina\u201d. Joabe de Oliveira destacou ainda: \u201cEstamos fazendo o contraponto, dizendo que queremos usar essas terras para produzir comida saud\u00e1vel e barata, direto para mesa do consumidor. Atrav\u00e9s desse v\u00eddeo, podemos mostrar a import\u00e2ncia da agricultura org\u00e2nica no nosso Pa\u00eds hoje\u201d.<\/p>\n<p>Integrante do Acampamento Maria Rosa, Rosane Mainardes tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia do v\u00eddeo para o registro hist\u00f3rico da comunidade: \u201cFoi muito gratificante ver e ouvir um pouco das hist\u00f3rias das fam\u00edlias e as formas que elas chegaram ao acampamento. Ver os olhares delas de felicidade e de grandes conquistas. Ver a import\u00e2ncia que elas falavam do alimento sem agrot\u00f3xico e a diferen\u00e7a que o Movimento Sem Terra teve em suas vidas. Esse filme resgata a import\u00e2ncia da reforma agraria\u201d.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de \u201cDoze meses de resist\u00eancia: a terra como horizonte de vida\u201d o contou com o apoio dos estudantes de Jornalismo, Carine Cruz e Felipe Prates, de Geografia, Rodrimar Paes, e do professor do Departamento de Jornalismo, S\u00e9rgio Luiz Gadini. O document\u00e1rio est\u00e1 dispon\u00edvel nas p\u00e1ginas da Ag\u00eancia de Jornalismo nas redes sociais <span class=\"link-https\"><a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6WcTMx4a-N4\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6WcTMx4a-N4<\/a><\/span> e <span class=\"link-https\"><a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AgenciaJornalismoUepg\/\">https:\/\/www.facebook.com\/AgenciaJornalismoUepg\/<\/a><\/span> e tamb\u00e9m ser\u00e1 veiculado na TV Comunit\u00e1ria de Ponta Grossa (TVCom, canal 17, no cabo).<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, \u00e0s 5h da manh\u00e3 de uma segunda-feira, em 24 de agosto de 2015, a Fazenda Cap\u00e3o Cip\u00f3, onde estava instalada a Funda\u00e7\u00e3o ABC, voltada \u00e0s pesquisas agropecu\u00e1rias para as Cooperativas Capal (Arapoti), Batavo e Castrolanda, na regi\u00e3o dos Campos Gerais, no Paran\u00e1. Cerca de 150 fam\u00edlias, entre homens, mulheres e crian\u00e7as, ocuparam a Fazenda situada a sete quil\u00f4metros de Castro.<\/p>\n<p>As terras onde estava instalada a Funda\u00e7\u00e3o ABC s\u00e3o de propriedade da Uni\u00e3o, que, desde 30 de abril de 2014, aguardava a reintegra\u00e7\u00e3o de posse. Isto \u00e9, atrav\u00e9s de medida liminar, a Uni\u00e3o pedira \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o ABC deixar as terras, por ter encerrado per\u00edodo de comodato, segundo o MST.<\/p>\n<p>A Fazenda Cap\u00e3o Cip\u00f3 possui cerca de 300 hectares de \u00e1rea. As fam\u00edlias sem terra vieram dos munic\u00edpios de Castro, Lapa, Teixeira Soares, Ipiranga e Ponta Grossa e constru\u00edram no local o Acampamento Maria Rosa do Contestado.<\/p>\n<p>Texto produzido pela <strong>Ag\u00eancia de Jornalismo<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa fez o lan\u00e7amento de estreia no s\u00e1bado, 8\/7, do document\u00e1rio \u201cDoze meses de resist\u00eancia: a terra como horizonte de vida\u201d, que retrata um ano de ocupa\u00e7\u00e3o do Acampamento Maria Rosa do Contestado, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 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