{"id":1058,"date":"2021-05-13T01:09:46","date_gmt":"2021-05-13T01:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=1058"},"modified":"2021-05-13T23:43:35","modified_gmt":"2021-05-13T23:43:35","slug":"caminhos-de-tropas-no-parana-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/caminhos-de-tropas-no-parana-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Caminhos de Tropas no Paran\u00e1 \u2013 s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nota Introdut\u00f3ria <\/strong><\/p>\n<p>O verbete aqui analisado \u2013\u201cCaminho de Tropas\u201d \u2013 tem dois objetivos bem definidos e, em nosso olhar, esclarecedores. Dar uma pequena dimens\u00e3o do tamanho da atividade tropeira em alguns n\u00fameros e apresentar um conjunto de informa\u00e7\u00f5es sobre os caminhos que cruzavam o Paran\u00e1 descritos logo ap\u00f3s sua emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em 1853.<\/p>\n<p>Os Campos Gerais do Paran\u00e1 t\u00eam sua hist\u00f3ria intimamente atrelada ao tropeirismo. Vamos partir deste consenso. Apenas vamos, a princ\u00edpio, situ\u00e1-lo melhor. No bel\u00edssimo texto de Suprinyak (2008) sobre a circula\u00e7\u00e3o de animais no Registro de Rio Negro entre 1830 e 1869 \u2013 ou seja, colocando o per\u00edodo que aqui ser\u00e1 analisado, 1856, dentro exatamente do mesmo contexto \u2013 o autor analisa a documenta\u00e7\u00e3o relativa aos registros de Rio Negro e a barreira de Itapetininga, revelando a estrutura do sistema de comercializa\u00e7\u00e3o de animais de carga \u2013 muares e cavalares.<\/p>\n<p>Ao lermos Suprinyak ficamos sabendo que neste per\u00edodo (1830-1869) entre muares, cavalos e \u00e9guas, circularam 1.608.189 animais, com m\u00e9dia anual de 49.235 animais. O tamanho m\u00e9dio das 2.572 tropas que passavam pela barreira de Itapetininga era de 263,63 animais e em Rio Negro de 228,21 para um total de 2.929 tropas. Elabora ainda \u201ctr\u00eas diferentes modalidades de participa\u00e7\u00e3o no mercado de animais: condutores de tropas, propriet\u00e1rios de tropas e fiadores\u201d (SUPRINYAK 2008, p. 336) e as informa\u00e7\u00f5es precisas contidas na documenta\u00e7\u00e3o \u201cdata da passagem; quantidade de animais conduzidos de cada esp\u00e9cie (bestas muares, cavalos e \u00e9guas); valor recolhido em direitos; nomes do propriet\u00e1rio, do condutor e do fiador da tropa; locais de origem do condutor e do fiador; local onde a tropa era invernada.\u201d (IDEM, p. 323). Desta feita o autor indica com clareza o papel fundamental da regi\u00e3o dos Campos Gerais e de Castro na din\u00e2mica tropeira. Esta observa\u00e7\u00e3o nos obriga a refletir que a maior parte dos caminhos, sess\u00f5es e ramais indicados no Relat\u00f3rio do Vice-Presidente da Prov\u00edncia Henrique de Beaurepaire Rohan (1856) d\u00e3o conta exatamente da centralidade de Castro tamb\u00e9m neste processo. As estradas partem ou chegam at\u00e9 Castro. E se circulavam animais, igualmente circulava dinheiro. E circulava muito dinheiro. Num texto de Maria Petrone (1976) \u00e9 indicado que por volta dos anos da independ\u00eancia, aproximadamente 5% de todo o capital circulante no Brasil estava empatado em neg\u00f3cios de bestas e reses.<\/p>\n<p>Nossa observa\u00e7\u00e3o final nos impele a problematizar exatamente esta posi\u00e7\u00e3o de destaque que o bin\u00f4mio tropeiros-Castro desempenhou na forma\u00e7\u00e3o de muitos aspectos da sociedade do Paran\u00e1 em sua fase de 5\u00aa. Comarca ou Provincial, entre 1853-1889.\u00a0 A leitura do relat\u00f3rio indicou agudamente isso pois as refer\u00eancias mais expressivas quantitativamente eram sobre os caminhos que ligavam Castro nestas rotas tropeiras, mais, inclusive, que os caminhos que ligavam litoral, com Paranagu\u00e1 e Morretes, at\u00e9 a capital, Curitiba. Lembremos apenas que o que circulava entre estes dois pontos tamb\u00e9m se fazia nos lombos de mulas, ou de escravos.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o s\u00e3o estradas, s\u00e3o trilhos mais ou menos transit\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>A Prov\u00edncia do Paran\u00e1 havia sido rec\u00e9m-criada, apenas 3 anos antes, quando em 1856, seu Vice-Presidente Henrique de Beaurepaire Rohan apresentou um detalhado relat\u00f3rio sobre as condi\u00e7\u00f5es da mesma. Num longo documento de 193 p\u00e1ginas o engenheiro militar, bacharel em f\u00edsica e matem\u00e1tica, membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro, futuro presidentes das Prov\u00edncias do Par\u00e1 e da Para\u00edba, futuro Ministro da Guerra detalhava em 41 t\u00edtulos as quest\u00f5es centrais da jovem prov\u00edncia. Optando por n\u00e3o fazer mais digress\u00f5es biogr\u00e1ficas queremos apenas registrar, e isso justifica a op\u00e7\u00e3o neste texto, nossa concord\u00e2ncia com Rufino Gillies (2002 p. 19) para quem:<\/p>\n<p><em>Beaurepaire n\u00e3o foi uma figura heroica ou pol\u00eamica \u2013 o que, de qualquer forma, n\u00e3o \u00e9 o que as pesquisas hist\u00f3ricas de hoje em dia privilegiam -, tanto quanto algu\u00e9m cujas ideias, propostas e atua\u00e7\u00e3o permitem penetrar dentro da sociedade, do universo do qual fez parte.<\/em><\/p>\n<p>Por isso acabamos encontrando um n\u00famero relativamente pouco expressivo de obras que se referem a este personagem e, acaba facilitando a op\u00e7\u00e3o por fazer uma defini\u00e7\u00e3o bem centrado no seu relat\u00f3rio e observa\u00e7\u00f5es sobre o caminho das tropas no Paran\u00e1. Uma nota essencial a ser destacada aqui, ent\u00e3o, \u00e9 indicar que nosso verbete vai apenas descrever e indicar alguma breve reflex\u00e3o de um documento oficial que se refere a uma atividade econ\u00f4mica essencial no Brasil Col\u00f4nia e Imp\u00e9rio: o tropeirismo.<\/p>\n<p>A frase acima que abre este t\u00f3pico do verbete, levemente modificada, \u00e9 exposta logo no primeiro par\u00e1grafo do t\u00edtulo do relat\u00f3rio de Beaurepaire Rohan intitulado \u201cEstradas\u201d. Entre as p\u00e1ginas 116 e 149, Beaurepaire Rohan, ent\u00e3o Vice-Presidente da Prov\u00edncia vai tra\u00e7ar um quadro bastante preciso sobre as condi\u00e7\u00f5es de trafegabilidade pelo territ\u00f3rio paranaense e o quadro que desenha \u00e9 pouco elogioso. Diz ele acreditar que um dia estradas de ferro iriam cortar o territ\u00f3rio paranaense, mas, naquele momento, com poucos recursos dispon\u00edveis, melhorar as condi\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fego ou al\u00e7ar as estradas ao n\u00edvel das europeias n\u00e3o passava de um sonho. Para ele, tudo naquele momento consistia em:<\/p>\n<p><em>Melhorar as que existem, quanto a seus declives longitudinais, de modo a facilitar a rodagem; consolidar os terenos menos consistentes, por meio de materiais de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o; abrir novos trilhos, que ponham em rela\u00e7\u00e3o as nossas diversas popula\u00e7\u00f5es, tal deve ser na atualidade a mira daqueles que tem a seu cargo promover o bem estar da nossa agricultura, do nosso com\u00e9rcio, e em geral de todos os ramos de nossa ind\u00fastria. (BEAUREPAIRE ROHAN, p. 116).<\/em><\/p>\n<p>Sendo assim, fica muito n\u00edtida que sua preocupa\u00e7\u00e3o se centrava exatamente naquilo que era um papel elementar desempenhado pelos tropeiros, afinal, em torno destes, grande parte do com\u00e9rcio e circula\u00e7\u00e3o de mercadorias se desenvolvia, o contato entre a popula\u00e7\u00e3o de diferentes regi\u00f5es do estado se dava e a agricultura tamb\u00e9m de articulava intensamente com a atividade do tropeirismo negociando v\u00edveres com estes ou fazendo circular a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de passar a descri\u00e7\u00e3o propriamente dita dos caminhos, diz que o conhecimento das condi\u00e7\u00f5es mais objetivas das estradas e atalhos que cruzavam o territ\u00f3rio paranaense era quest\u00e3o que se fazia sens\u00edvel, com reclama\u00e7\u00f5es constantes vindas de diversas regi\u00f5es solicitando melhoras ou aberturas de novos trechos. Lembra que tudo seria mais f\u00e1cil com uma carta de reconhecimento (topogr\u00e1fica), que havia tentado atribuir tal tarefa ao engenheiro Frederico H\u00e9greville, mas que o mesmo foi transferido para outra comiss\u00e3o provincial. Desta forma apenas daria conta do que existia e das necessidades j\u00e1 identificadas.<\/p>\n<p><strong>A Estrada Geral das Tropas<\/strong><\/p>\n<p>Uma primeira considera\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria nesta reflex\u00e3o. O trecho total considerado da Estrada Geral das Tropas considerava o trecho at\u00e9 Lages, onde se adentrava no territ\u00f3rio catarinense. E, ao longo do seu relat\u00f3rio, Beaurepaire Rohan vai retomar a quest\u00e3o dos limites e apontar os desentendimentos com o governo de Santa Catarina, mas n\u00e3o vamos nos aprofundar nisso aqui.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir do seu relat\u00f3rio que vamos entender como o governo provincial concebia as Estrada das Tropas, suas divis\u00f5es e subdivis\u00f5es, o estado de conserva\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de cada trecho bem como os melhoramentos necess\u00e1rios, indicando ainda as respectivas dist\u00e2ncias percorridas em cada setor.\u00a0 A primeira informa\u00e7\u00e3o destacada \u00e9 que a dist\u00e2ncia total percorrida neste caminho era de 67 l\u00e9guas. Se considerarmos a li\u00e7\u00e3o de Iraci Del Nero Costa (1994), pensando a medida de l\u00e9gua para o per\u00edodo colonial brasileiro, teremos: cada &#8220;polegada&#8221; era equivalente a 2,75\u00a0cm e a rela\u00e7\u00e3o sendo a seguinte rela\u00e7\u00e3o: 1\u00a0<strong>l\u00e9gua<\/strong>\u00a0= 3 000\u00a0bra\u00e7as\u00a0= 6 000\u00a0varas\u00a0= 30 000\u00a0palmos\u00a0= 660 000\u00a0cent\u00edmetros\u00a0= 6. 600\u00a0metros, temos a dist\u00e2ncia total deste caminho de 442,2 km.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia total era dividida em 7 se\u00e7\u00f5es, sendo cada uma delas:<\/p>\n<p>&#8211; 1\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: de Itarar\u00e9 at\u00e9 Jaguaria\u00edva, percorrendo 9 l\u00e9guas e sem nenhuma comunica\u00e7\u00e3o que permitisse alguma observa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; 2\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: De Jaguaria\u00edva at\u00e9 Castro, percorrendo uma dist\u00e2ncia 14 l\u00e9guas e que maiores informa\u00e7\u00f5es receberam um tratamento especial.<\/p>\n<p>&#8211; 3\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: de Castro at\u00e9 Ponta Grossa, percorrendo uma dist\u00e2ncia de 7 l\u00e9guas, sendo que seu estado era p\u00e9ssimo, notadamente no Passo do Tabo\u00e3o, onde seria necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de uma ponte.<\/p>\n<p>&#8211; 4\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: de Ponta Grossa at\u00e9 Palmeira, com dist\u00e2ncia total de 7 l\u00e9guas e n\u00e3o apresentava nenhum detalhamento sobre seu estado de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>&#8211; 5\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: de Palmeira at\u00e9 Pr\u00edncipe (Lapa), com dist\u00e2ncia de 9 l\u00e9guas. Para tal caminho a c\u00e2mara de vereadores indicava a necessidade de criar um atalho, desde o rio Igua\u00e7u at\u00e9 a Vila Nova, melhorando muito o tr\u00e2nsito e encurtando a dist\u00e2ncia em 1 \u00bd l\u00e9gua.<\/p>\n<p>&#8211; 6\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: do Pr\u00edncipe ao Rio Negro, com dist\u00e2ncia de 8 l\u00e9guas. A estrada se achava em p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o, precisando de uma ponte sobre o rio Negro e reparos na ponte do rio da V\u00e1rzea, al\u00e9m de aterramento.<\/p>\n<p>&#8211; 7\u00aa. Se\u00e7\u00e3o: do rio Negro at\u00e9 o rio Canoinhas, com extens\u00e3o de 13 l\u00e9guas. Esta se\u00e7\u00e3o tinha melhoramentos propiciados por Francisco Xavier de Assis, que tamb\u00e9m havia sido respons\u00e1vel pelas melhorias realizadas na 6\u00aa. Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m deste caminho os tropeiros tamb\u00e9m trafegavam por Castro contava ainda com outros dois ramais importantes: uma que seguia at\u00e9 o Jatha\u00ed com 36 l\u00e9guas, sendo uma ramifica\u00e7\u00e3o do Caminho das Tropas e sendo muito \u00fatil para a comunica\u00e7\u00e3o como Mato Grosso; outra que seguia de Castro at\u00e9 Tibagi e com 10 l\u00e9guas de extens\u00e3o, sendo classificada como uma pequena ramifica\u00e7\u00e3o do Caminho das Tropas. Este trecho, por seu p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o, necessitava de 100 mil r\u00e9is para reparos na Serra do Guarassoiava[1].<\/p>\n<p>A Prov\u00edncia contava ainda com a estrada de Guarapuava at\u00e9 Palmas e \u00e9 considerada importante ramifica\u00e7\u00e3o do Caminho das Tropas. Partindo de Castro se estendia por 81 l\u00e9guas, de Ponta Grossa 77 l\u00e9guas e de Palmeira por 73 l\u00e9guas, sendo que se reuniam todos no Passo da Balsa, no rio Tibagi. Assim surgia um trilho comum para Guarapuava, reunindo-se ao de Palmeira no Campo do Cupim.<\/p>\n<p>Concluindo os caminhos de tropas descreve o ramal Castro at\u00e9 Tibagi com 9 l\u00e9guas, sem nenhuma observa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei se a refer\u00eancia \u00e9 um ramal alternativo, pois indica uma dist\u00e2ncia menor em uma l\u00e9gua do que a refer\u00eancia j\u00e1 feita com o nome Castro-Tibagi, ou se foi uma repeti\u00e7\u00e3o que passou despercebida. O ramal Ponta Grossa at\u00e9 Tibagi com algo entre 4 1\/5 e 5 l\u00e9guas que estava em bom estado e passava por diversos trilhos cruzando v\u00e1rios campos. O ramal Palmeira at\u00e9 o Campo do Cupim, com 11 l\u00e9guas a partir da Fazenda Santa Cruz, encontrava-se em bom estado entre os campos dos Carrapatos e Guara\u00fana, mas nos tempos de chuva se convertia num atoleiro, principalmente pelo rio das Almas. Por \u00faltimo a se\u00e7\u00e3o Tibagi at\u00e9 Guarapuava com 25 l\u00e9guas de extens\u00e3o. Esta se encontrava toda em p\u00e9ssimo estado em seus diversos trechos, com tr\u00e2nsito dif\u00edcil e perigoso. Al\u00e9m de melhoramentos, se fazia necess\u00e1rio tamb\u00e9m desviar a Serra dos Patos e da Ribeira, o que seria f\u00e1cil de fazer e bastante vantajoso. J\u00e1 no trecho da Serra da Esperan\u00e7a n\u00e3o era poss\u00edvel nenhum melhoramento, mas a \u201cmagistral estrada\u201d carecia de diminuir sua inclina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>NOTAS <\/strong><\/p>\n<p>Aires de Casal indicava que esta serra tinha 3 l\u00e9guas de comprimento e era \u201ctoda um puro mineral de ferro\u201d. AIRES DE CASAL, Manuel. <em>Corografia Brazilica<\/em>; ou, rela\u00e7ao historico-geografica do reino do Brazil. Vol. 1. Rio de Janeiro: Impress\u00e3o R\u00e9gia: 1817, p. 203.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FONTES<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>AIRES DE CASAL, Manuel. <em>Corografia Brazilica<\/em>; ou, rela\u00e7ao historico-geografica do reino do Brazil. Vol. 1. Rio de Janeiro: Impress\u00e3o R\u00e9gia: 1817.<\/p>\n<p>BEAUREPAIRE ROHAN, Henrique de. <em>Relatorio apresentado \u00e1 Assembl\u00e9a Legislativa Provincial do Paran\u00e3 no dia 1\u00ba de mar\u00e7o de 1856 pelo Vice-Presidente em exerc\u00edcio, Henrique de Beaurepaire Rohan<\/em>. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/ddsnext.crl.edu\/titles\/179?terms=henrique%20&amp;item_id=4176#?h=henrique&amp;c=4&amp;m=4&amp;s=0&amp;cv=0&amp;r=0&amp;xywh=-1%2C-379%2C2032%2C1918\">http:\/\/ddsnext.crl.edu\/titles\/179?terms=henrique%20&amp;item_id=4176#?h=henrique&amp;c=4&amp;m=4&amp;s=0&amp;cv=0&amp;r=0&amp;xywh=-1%2C-379%2C2032%2C1918<\/a>. Acesso em: 10\/01\/2021.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>COSTA, Iraci del Nero da.\u00a0Pesos e medidas no per\u00edodo colonial brasileiro: denomina\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es. N\u00facleo de Estudos em Hist\u00f3ria Demogr\u00e1fica (NEHD); Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade; Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).\u00a0<em>Boletim de Hist\u00f3ria Demogr\u00e1fica<\/em>, 1994.<\/p>\n<p>GILLIES, Ana Maria Rufino. <em>Pol\u00edticas p\u00fablicas e utensilagem mental<\/em>: uma an\u00e1lise das reformas propostas por Henrique de Beaurepaire Rohan em 1856 e 1878. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria). Curitiba: UFPR, 2002.<\/p>\n<p>PETRONE, Maria Tereza Schorer. <em>O Bar\u00e3o de Iguape, um empres\u00e1rio da \u00e9poca da Independ\u00eancia<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cia. Editora Nacional, 1976.<\/p>\n<p>SUPRINYAK, Carlos Eduardo.\u00a0O mercado de animais de carga no centro-sul do Brasil imperial: novas evid\u00eancias.<em>\u00a0Estud. Econ.<\/em>\u00a0[online]. 2008, vol.38, n.2 [cited\u00a0 2021-01-25], pp.319-347. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101-41612008000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 1980-5357. Acesso 12\/01\/2021.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>:<\/p>\n<p>Ilton Cesar Martins<\/p>\n<p>Professor Adjunto do Departamento de Hist\u00f3ria da UEPG.<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2021<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Introdut\u00f3ria O verbete aqui analisado \u2013\u201cCaminho de Tropas\u201d \u2013 tem dois objetivos bem definidos e, em nosso olhar, esclarecedores. Dar uma pequena dimens\u00e3o do tamanho da atividade tropeira em alguns n\u00fameros e apresentar um conjunto de informa\u00e7\u00f5es sobre os caminhos que cruzavam o Paran\u00e1 descritos logo ap\u00f3s sua emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em 1853. 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