{"id":1239,"date":"2024-04-10T19:25:31","date_gmt":"2024-04-10T19:25:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=1239"},"modified":"2024-04-10T19:25:31","modified_gmt":"2024-04-10T19:25:31","slug":"producao-cultural-em-ponta-grossa-a-contribuicao-de-faris-michaele-na-cultura-de-ponta-grossa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/producao-cultural-em-ponta-grossa-a-contribuicao-de-faris-michaele-na-cultura-de-ponta-grossa\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o Cultural em Ponta Grossa: A Contribui\u00e7\u00e3o de Faris Michaele na Cultura de Ponta Grossa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Faris Antonio Salom\u00e3o Michaele nasceu em 1911 no estado de S\u00e3o Paulo, especificamente no munic\u00edpio de Mococa, situado a cerca de 113 quil\u00f4metros de Ribeir\u00e3o Preto e 260 da capital. Na inf\u00e2ncia mudou-se com a fam\u00edlia para Ponta Grossa. Sua escolariza\u00e7\u00e3o iniciou no Col\u00e9gio S\u00e3o Luiz (Ensino Prim\u00e1rio), continuou no Col\u00e9gio Regente Feij\u00f3 (Ensino Secund\u00e1rio) e foi conclu\u00edda na Faculdade de Direito do Paran\u00e1, em Curitiba. Foi um estudante habilidoso e conhecedor de diversos assuntos, e posteriormente tornou-se um respeitado professor. A hist\u00f3ria cultural de Ponta Grossa deve muito a Faris Michaele, principalmente por ter contribu\u00eddo na cria\u00e7\u00e3o e sedimenta\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o intelectual de diversos de seus moradores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sua trajet\u00f3ria est\u00e1 marcada por participar e dirigir a cria\u00e7\u00e3o de diversos espa\u00e7os culturais e educativos, entre os quais o Centro Cultural Euclides da Cunha (CCEC), em 1947, a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ponta Grossa (1949), o Museu Campos Gerais (que iniciou como museu do CCEC em 1950), e a primeira biblioteca de Ponta Grossa. Tamb\u00e9m atuou no magist\u00e9rio de Ensino Secund\u00e1rio e Ensino Superior. Faris Michaele foi um poliglota, dominava pelo menos 33 l\u00ednguas, al\u00e9m de ser poeta, fil\u00f3sofo, jornalista, cronista e antrop\u00f3logo. Para al\u00e9m de atuar em Ponta Grossa, Faris Michaele tamb\u00e9m atuou em institui\u00e7\u00f5es culturais de outros munic\u00edpios paranaenses. Ocupou a 12\u00aa cadeira da Academia Paranaense de Letras, como sucessor do Professor Dr. Jos\u00e9 de S\u00e1 Nunes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Faris Michaele tamb\u00e9m teve seu nome ligado a entidades e associa\u00e7\u00f5es nacionais e estrangeiras. Ditzel (1998) elenca as 60 principais, dentre as quais destacamos as seguintes: Academia Universal de Humanidades, de Buenos Aires; Instituto Argentino de Cr\u00edticos Liter\u00e1rios; Instituto de Cultura Americana de La Plata; Asociaci\u00f3n de Escritores de la Provincia de Buenos Aires; Instituto de Etnolog\u00eda, Historia y Folklore de Tucum\u00e1n; Academia de Cultura de Asunci\u00f3n, Asociaci\u00f3n Internacional de la Prensa de Montevideo; Asociaci\u00f3n de Escritores y Artistas Americanos, de La Habana; American International Academy, de Nova York; Confraternit\u00e9 Balzacienne de Paris; Acad\u00edmie Ansaldi de Paris; Accademia Letteraria Araldica Scientifi ca, de Treviso, It\u00e1lia; Accademia Letteraria Scientifi ca Internazionale, de N\u00e1poles; Internatinal Council of Musems, de Londres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vale ressaltar que Faris Michaele foi aluno da primeira turma no Gin\u00e1sio Regente Feij\u00f3, em 1927. Na sua passagem como estudante pela institui\u00e7\u00e3o revelou seu papel de lideran\u00e7a cultural, pois fundou o Gr\u00eamio Liter\u00e1rio Visconde de Taunay e o jornal escolar denominado \u201cO Fanal\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma pauta importante da sua vida foi a milit\u00e2ncia a favor dos ind\u00edgenas, que em sua \u00e9poca muitas vezes eram considerados indolentes, sem terem legado influ\u00eancia positiva em nossa cultura. Armas importantes para Faris Michaele foram os livros que escreveu e o jornal cultural TAPEJARA, que ele criou e dirigiu, este um espa\u00e7o de debates culturais onde colaboraram intelectuais do Brasil, da Am\u00e9rica e da Europa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Faris Michaele faleceu em 1977.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">DE CAMPOS, N\u00e9vio; MARCHESE, Elisa. Faris Michaele: Trajet\u00f3ria de um intelectual moderno. <\/span><b>Olhar de professor<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, v. 13, n. 1, p. 185-199, 2010.<\/span><\/p>\n<p><b>Autor:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Bruno Desplanches<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Acad\u00eamico do 4\u00ba ano do Curso de Licenciatura em Hist\u00f3ria da UEPG.<\/span><\/p>\n<p><b>Ano:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> 2023.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faris Antonio Salom\u00e3o Michaele nasceu em 1911 no estado de S\u00e3o Paulo, especificamente no munic\u00edpio de Mococa, situado a cerca de 113 quil\u00f4metros de Ribeir\u00e3o Preto e 260 da capital. Na inf\u00e2ncia mudou-se com a fam\u00edlia para Ponta Grossa. 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