{"id":1261,"date":"2024-07-10T21:44:27","date_gmt":"2024-07-10T21:44:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=1261"},"modified":"2024-07-10T21:48:36","modified_gmt":"2024-07-10T21:48:36","slug":"a-trajetoria-indigena-nos-campos-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/a-trajetoria-indigena-nos-campos-gerais\/","title":{"rendered":"A Trajet\u00f3ria Ind\u00edgena nos Campos Gerais"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Pouco se \u00e9 difundido e estudado acerca dos povos ind\u00edgenas que residiam na regi\u00e3o dos Campos Gerais, seja por carregar consigo uma pol\u00edtica de persegui\u00e7\u00e3o e apagamento dessas popula\u00e7\u00f5es, ou por falta de estudos a fundo nesse assunto. A regi\u00e3o carrega consigo uma extensa diversidade de ocupa\u00e7\u00f5es de diferentes povos ao longo de centenas de anos, desde o per\u00edodo pr\u00e9-colombiano \u00e0 nossa atualidade, tendo suas ocorr\u00eancias mais antigas datadas de 15 mil anos atr\u00e1s, passando pelo encontro com os espanh\u00f3is e a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, que resultou em uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica na forma de viver desses povos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a arque\u00f3loga Claudia In\u00eas Parellada, o primeiro contato que a regi\u00e3o dos Campos Gerais teve com popula\u00e7\u00f5es humanas se deu atrav\u00e9s da chegada de povos paleo\u00edndios n\u00f4mades, popula\u00e7\u00e3o essa que mais a frente recebem o nome Humait\u00e1, povo esse que se desenvolveu desde o sul do estado de S\u00e3o Paulo at\u00e9 o Rio Grande do Sul. Ap\u00f3s esse fato, a 9 mil anos atr\u00e1s, devido a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, temos a chegada do povo Umbu como ca\u00e7adores e coletores. No livro \u201cAs representa\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas e zoomorfas da tradi\u00e7\u00e3o planalto; A Arte nos Campos Gerais\u201d, de Cinara Souza Gomes, a historiadora descreve os achados arqueol\u00f3gicos desse povo, sendo grande parte, l\u00e2minas de machado, talhadores, pic\u00f5es, raspadores, plainas, facas, furadores, pontas e lascas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em rela\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o Humait\u00e1, h\u00e1 discuss\u00f5es a respeito de seu surgimento e data\u00e7\u00e3o, pois, como dito antes, essa cultura pode ser ligada com os paleo\u00edndios, por\u00e9m, se desenvolveu de fato apenas a cerca de 6000 anos atr\u00e1s, dividindo espa\u00e7o com a tradi\u00e7\u00e3o Umbu e mais a frente, expandindo-se para toda a regi\u00e3o sul. Segundo o livro \u201cO museu de Ci\u00eancias Naturais: Geodiversidade e Biodiversidade\u201d, organizado por Ant\u00f4nio Liccardo, a principal caracter\u00edstica que diferencia essas duas tradi\u00e7\u00f5es \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com os rios, onde na cultura Humait\u00e1, a proximidade com riachos \u00e9 muito mais forte, j\u00e1 que a mat\u00e9ria de seus objetos l\u00edticos prov\u00e9m de rochas pr\u00f3ximas a eles, como o basalto e o arenito. Em contrapartida, os Umbu apresentam artefatos provenientes do quartzo, silexito, calced\u00f4nia e \u00e1gata.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As principais habita\u00e7\u00f5es desses povos s\u00e3o abrigos naturais na rocha, pr\u00f3ximos \u00e0 Escarpa Devoniana, que segundo o ge\u00f3grafo Rafael Balestieri, eram muito mais requisitados pelos povos ind\u00edgenas do que cavernas ou fendas, pois al\u00e9m de possu\u00edrem abrigos para as chuvas, tamb\u00e9m possuem grande luminosidade. Os Humait\u00e1 preferiam ocupa\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas aos rios, funcionando como acampamentos multifuncionais que se alastram para o c\u00e9u aberto, n\u00e3o se limitando apenas aos abrigos naturais. Gra\u00e7as a essas ocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 que encontramos as pinturas rupestres nas rochas e resqu\u00edcios de objetos em seus entornos, que nos auxiliam a ter uma melhor compreens\u00e3o de suas formas de vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A primeira men\u00e7\u00e3o dessas pinturas rupestres na regi\u00e3o se deu ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o em jornal de 1956, da descoberta por Peter Lund, das cavernas de Cordisburgo e Sete Lagoas, em Minas Gerais. Um fazendeiro da cidade de Pira\u00ed do Sul, identificou semelhan\u00e7as da imagem divulgada no jornal com desenhos vistos na Escarpa Devoniana, presentes em sua propriedade. Ap\u00f3s essa descoberta, com o decorrer dos anos, os achados arqueol\u00f3gicos nesta regi\u00e3o foram se tornando cada vez mais frequentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das mais recentes descobertas acerca dessas pinturas \u00e9 o fato de suas diversas origens, variando as data\u00e7\u00f5es, de acordo com o povo que as pintou. Ou seja, na mesma regi\u00e3o, mas feito em tempos e por povos completamente diferentes, sendo eles os Humait\u00e1s, depois os Umbus, mais recentemente os Proto-J\u00eas (a 4 mil anos atr\u00e1s) &#8211; chamados tamb\u00e9m de Itarar\u00e9 &#8211; e os Guaranis (a 2 mil anos atr\u00e1s). A principal diferen\u00e7a desses \u00faltimos dois povos com os seus antecessores \u00e9 o dom\u00ednio da cer\u00e2mica e da agricultura, como comprovam as escava\u00e7\u00f5es e suas pinturas, que representam plantas como a mandioca e tamb\u00e9m a proximidade deles com os rios, especialmente o rio Tibagi, que os auxiliaria a desenvolver a pr\u00e1tica da cer\u00e2mica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As representa\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o dos Campos Gerais se enquadram na Tradi\u00e7\u00e3o Planalto, a mesma presente em Minas Gerais e que se estende at\u00e9 o Rio Grande do Sul. Essas tradi\u00e7\u00f5es ocorrem devido ao conte\u00fado das pinturas e suas caracter\u00edsticas e est\u00e3o espalhadas por todo o Brasil. A que se encontra nos Campos Gerais tem o nome de Tradi\u00e7\u00e3o Planalto por se localizar no segundo planalto brasileiro e possuir figuras majoritariamente da cor vermelha &#8211; colora\u00e7\u00e3o advinda da hematita &#8211; e grande parte representando a fauna local, como cerv\u00eddeos e aves, com pouqu\u00edssimas figuras humanas ou geom\u00e9tricas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vale ressaltar que o termo empregado aqui como \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201ccultura\u201d n\u00e3o delimita necessariamente uma divis\u00e3o de povos, mas sim uma organiza\u00e7\u00e3o de atividades e viv\u00eancias das comunidades, pois as tradi\u00e7\u00f5es Umbu e Humait\u00e1 s\u00e3o parte dos chamados ind\u00edgenas Kaigang e Xokleng.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Falando agora exclusivamente de Ponta Grossa, temos 2 pontos de pinturas rupestres no local. O primeiro \u00e9 o Abrigo Cambiju, onde n\u00e3o h\u00e1 nenhuma atividade ceramista, ou seja, s\u00e3o pinturas Humait\u00e1 ou Umbu, por\u00e9m existe uma representa\u00e7\u00e3o de um cerv\u00eddeo f\u00eamea desproporcional, com um cervo menor dentro, caracterizando uma forma de pedido ou magia para a fertilidade e crescimento da fauna. J\u00e1 a segunda localidade, \u00e9 o Morro do Castelo, que possui 4 ocupa\u00e7\u00f5es em tempos diferentes, a primeira a 8200 anos atr\u00e1s, a segunda a 7 mil anos, depois a 4500 anos e por fim, a ceramista mais recente Proto-J\u00ea ou Guarani.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com o in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do Paran\u00e1, os espanh\u00f3is encontraram grandes dificuldades devido a uma resist\u00eancia por parte dos ind\u00edgenas, especialmente Guaranis. Por esse motivo, foram criadas as Quatorze Redu\u00e7\u00f5es Jesu\u00edticas em todo o Sul do Brasil, com o intuito de apaziguar esses conflitos e catequizar os ind\u00edgenas. Contudo, apesar de serem feitas por interesses espanh\u00f3is, foram atacadas e destru\u00eddas por bandeirantes portugueses vindos do estado de S\u00e3o Paulo, deixando com isso um territ\u00f3rio vazio na regi\u00e3o dos Campos Gerais, j\u00e1 que os remanescentes dos Guaranis, em grande maioria, migraram para as regi\u00f5es de Gua\u00edra e outros pontos no Oeste, fazendo com que a terra ao Leste fosse ocupada gradativamente pelos Caingangues, estes sendo descendentes dos Proto-J\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas redu\u00e7\u00f5es jesu\u00edtas tinham o ind\u00edgena homem como forma de trabalho bra\u00e7al e a mulher no setor das artes, vivendo em aldeias planejadas arquitetonicamente para a catequiza\u00e7\u00e3o e para a comunidade. Apesar de possu\u00edrem propriedades de cultivo familiar, mesmo que seus dep\u00f3sitos fossem comunit\u00e1rios devido ao medo da imprevisibilidade ind\u00edgena, a hierarquia tribal ainda foi mantida, pois os ind\u00edgenas com maior poder ocuparam cargos altos no controle da redu\u00e7\u00e3o, como o alcaide, para assuntos administrativos e o corregedor, para o judici\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A redu\u00e7\u00e3o de San Miguel, nos Campos Gerais, foi uma das primeiras a ser atacada devido a sua proximidade ao rio Tibagi, rota usada pela bandeira de Raposo Tavares e Manuel Pr\u00eato para chegar a Guair\u00e1. Essas bandeiras tinham como principal objetivo o ataque e sequestro dos ind\u00edgenas, devido ao seu alto lucro de venda. Em Ponta Grossa, ainda vemos um resqu\u00edcio das antigas redu\u00e7\u00f5es devido a preserva\u00e7\u00e3o da Capela Santa B\u00e1rbara, que apesar de pertencer a jesu\u00edtas portugueses e ser constru\u00edda cerca de 100 anos ap\u00f3s a expedi\u00e7\u00e3o de Raposo Tavares, essa capela preserva quase perfeitamente uma pequena parte da forma de vida dos jesu\u00edtas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Saint-Hilaire, um franc\u00eas participante de uma comitiva europeia de documenta\u00e7\u00e3o da natureza da Am\u00e9rica no s\u00e9culo XIX, tem sua passagem pelos Campos Gerais, onde al\u00e9m de descrever a flora, comenta acerca de um povo ind\u00edgena vivente nas proximidades, chamado de Coroados, devido a uma pintura no topo de suas cabe\u00e7as que se assemelhava a uma coroa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa popula\u00e7\u00e3o foi descrita por Saint-Hilaire como sendo superiores em intelig\u00eancia e beleza se comparados com outros povos da regi\u00e3o, possuindo casas com paus cruzados ao estilo portugu\u00eas e folhas de bambu ou palmeira no telhado, al\u00e9m de cultivarem feij\u00e3o e milho em suas aldeias. Tamb\u00e9m estavam sempre em conflito com os portugueses, sendo sempre ca\u00e7ados com justificativas falsas de ataques a propriedades locais, al\u00e9m de diversas mulheres e crian\u00e7as serem sequestradas para viverem junto aos brancos e se casarem com os paulistas pobres. Essa pr\u00e1tica de sequestro permaneceu at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XX na regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao mesmo tempo, houve no Paran\u00e1 uma tentativa de retorno das miss\u00f5es jesu\u00edticas, revoada de problemas e discuss\u00f5es com o que fazer com os ind\u00edgenas, indo desde a catequese at\u00e9 guerras, branqueamento, exclus\u00e3o em reservas ou inser\u00e7\u00e3o na civiliza\u00e7\u00e3o branca, que ap\u00f3s um longo debate, foi proposto que as col\u00f4nias tivessem o objetivo de inserir os ind\u00edgenas na sociedade, principalmente atrav\u00e9s da f\u00e9 cat\u00f3lica. Nada disso foi colocado em pr\u00e1tica na regi\u00e3o dos Campos Gerais, que permaneceu sem nenhuma legisla\u00e7\u00e3o com ou contra esses povos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Muitos anos depois, na \u00e9poca da ditadura, vemos uma tentativa da FUNAI, descrita em um jornal dos Campos Gerais de 25 de outubro de 1974, de integrar o ind\u00edgena a nossa sociedade, possivelmente sendo um dos primeiros passos para que em 1988 a constitui\u00e7\u00e3o prever direitos b\u00e1sicos a estas popula\u00e7\u00f5es, antes tendo seus anseios e pedidos completamente ignorados pela popula\u00e7\u00e3o e poder p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao longo dos anos, os ind\u00edgenas receberam um apagamento de suas exist\u00eancias no Brasil, sendo sempre colocados apenas no momento do contato com os colonizadores e depois simplesmente desaparecem do campo da hist\u00f3ria. Nos Campos Gerais isso n\u00e3o \u00e9 diferente. Quase n\u00e3o se \u00e9 falado dessas popula\u00e7\u00f5es e muitas vezes at\u00e9 nem vistas como existentes ou pertencentes a regi\u00e3o. Esse verbete, apesar de curto, tem o intuito de ser um ponto de partida para facilitar novas pesquisas mais aprofundadas, esperando que com o decorrer do tempo, possa-se ter uma melhor compreens\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria que ainda permanece enevoada e invis\u00edvel aos olhos de grande parcela da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p><b>O Museu de Ci\u00eancias Naturais: geodiversidade e biodiversidade<\/b><span style=\"font-weight: 400\">\/ organizado por Antonio Liccardo. Ponta Grossa: Est\u00fadio Texto, 2022. 128p., il.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">GOMES, Cinara Souza. <\/span><b>As representa\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas e antropom\u00e9tricas da tradi\u00e7\u00e3o Planalto A Arte nos Campos Gerais<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, 22 ed. Curitiba: Secretaria do Estado da Cultura, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">DRABIK, Alexandre. <\/span><b>Nova Vis\u00e3o de Nossa Hist\u00f3ria<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Curitiba: Imprensa Oficial, 2006.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MOTA, L\u00facio, Tadeu. <\/span><b>As col\u00f4nias ind\u00edgenas no Paran\u00e1 provincial.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Curitiba: Aos Quatro Ventos, 2000.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MOTA, L\u00facio Tadeu. <\/span><b>A constru\u00e7\u00e3o do \u201cvazio demogr\u00e1fico\u201d e a retirada da presen\u00e7a ind\u00edgena da hist\u00f3ria social do Paran\u00e1.\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">NOVAK, \u00c9der da Silva; MOTA, L\u00facio Tadeu. <\/span><b>A pol\u00edtica indigenista e os territ\u00f3rios ind\u00edgenas no Paran\u00e1 <\/b><span style=\"font-weight: 400\">(1900-1950). Dourados, MS: Fronteiras: Revista de Hist\u00f3ria, 18. Volume. 32.ed. p 76-97. 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Di\u00e1rio dos Campos Gerais, Ponta Grossa, 3a.-feira, 29 de outubro de 1974.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Di\u00e1rio dos Campos Gerais, Ponta Grossa, 6a-feira, 25 de outubro de 1974.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SAINT-HILAIRE, Auguste de. <\/span><b>Viagem \u00e0 Comarca de Curitiba<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Curitiba: Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, 1995.<\/span><\/p>\n<p><b>O Lugar Antes de Mim<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, amplercinetv, Youtube, 16 de agosto de 2022, 120 minutos. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nwBebPpShxc&amp;t=186s\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nwBebPpShxc&amp;t=186s<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BALHANA, Altiva; MACHADO, Brasil; WESTPHALEN, Cec\u00edlia. <\/span><b>Hist\u00f3ria do Paran\u00e1, 1. Volume<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, 1. ed. Curitiba: Grafipar, 1969.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MICHAELE, F.A.S. et al. <\/span><b>Hist\u00f3ria do Paran\u00e1, 3. Volume<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, 1. ed. Curitiba: Grafipar, 1969.<\/span><\/p>\n<p><b>Projeto EspeleoPira\u00ed: em defesa do patrim\u00f4nio natural de Pira\u00ed da Serra\/PR\/<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> organizado por Henrique Sim\u00e3o Pontes; La\u00eds Luana Massuqueto. 1 ed. Ponta Grossa. ABC Projetos, 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">HELM, C.M.V. <\/span><b>Kaingang, Guarani e Xet\u00e1 na Historiografia Paraense.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Curitiba: Design Est\u00fadio Gr\u00e1fico, 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Parellada, C.I.,<\/span><b> Paisagens transformadas: a arqueologia de povos J\u00ea no Paran\u00e1,<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> sul do Brasil. R. Museu Arq, 27: 158-167, 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">TOMMASINO, Kimiye. <\/span><b>A Hist\u00f3ria dos Kaingang da bacia do Tibagi<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: Uma sociedade J\u00ea meridional em movimento. Universidade de S\u00e3o Paulo, 1995.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BONFIM, Odair Machado de.; MIODUTZKI, Evelyn.; ROQUE, Bernadete Silva.; Cavalheiro, Silvia. <\/span><b>Povos Ind\u00edgenas no Paran\u00e1.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Anais do 14 Encontro Cient\u00edfico Interinstitucional. 2016.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Autor: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Jo\u00e3o Victor Maciel de Souza<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Acad\u00eamico do 2<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00ba ano de Licenciatura em Hist\u00f3ria, UEPG<\/span><\/p>\n<p><b>Ano: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">2023<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco se \u00e9 difundido e estudado acerca dos povos ind\u00edgenas que residiam na regi\u00e3o dos Campos Gerais, seja por carregar consigo uma pol\u00edtica de persegui\u00e7\u00e3o e apagamento dessas popula\u00e7\u00f5es, ou por falta de estudos a fundo nesse assunto. A regi\u00e3o carrega consigo uma extensa diversidade de ocupa\u00e7\u00f5es de diferentes povos ao longo de centenas de&nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":362,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1261"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/users\/362"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1261"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1269,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1261\/revisions\/1269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}