{"id":422,"date":"2018-11-01T16:52:40","date_gmt":"2018-11-01T16:52:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=422"},"modified":"2021-05-17T19:48:15","modified_gmt":"2021-05-17T19:48:15","slug":"alemaes-do-volga-estabelecimento-na-vila-de-palmeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/alemaes-do-volga-estabelecimento-na-vila-de-palmeira\/","title":{"rendered":"Alem\u00e3es do Volga, estabelecimento em Palmeira"},"content":{"rendered":"<p>Na d\u00e9cada de 1870 muitos dos alem\u00e3es residentes \u00e0s margens do Rio Volga, na R\u00fassia Imperial, viram-se obrigados a abandonar o territ\u00f3rio devido \u00e0s tentativas do czar Alexandre II em obrig\u00e1-los ao servi\u00e7o militar e ao pagamento de impostos diversos. Os grupos de alem\u00e3es desta regi\u00e3o \u00a0estavam isentos das duas obriga\u00e7\u00f5es desde que ali haviam se estabelecido em meados do s\u00e9culo XVIII ao tempo da czarina Catarina II, de origem alem\u00e3 .<\/p>\n<p>Aos poucos, diante do nacionalismo que emergia com o fortalecimento do lema &#8220;a<em>\u00a0R\u00fassia para os russos<\/em>\u201d (BACH, 2004, p. 11), os habitantes germ\u00e2nicos do Volga passaram a ser vistos com hostilidade.\u00a0Dessa feita, uma boa parte deles \u00a0decidiu migrar em dire\u00e7\u00e3o para outras terras. Os solos f\u00e9rteis da Am\u00e9rica do Sul, neste contexto, atra\u00edam muitos imigrantes europeus , conforme evidenciavam as propagandas em prol da imigra\u00e7\u00e3o para o Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Bach (2004, p.12), muitos alem\u00e3es do Volga que vieram para a regi\u00e3o de Palmeira acreditavam que na \u201cdistante terra brasileira\u201d n\u00e3o havia inverno, que as uvas cresciam \u201catr\u00e1s das cercas\u201d, que p\u00eassegos emergiam \u201cem \u00e1rvores altas\u201d e que na nova regi\u00e3o de moradia as ma\u00e7\u00e3s e os figos eram \u201cbem vermelhos\u201d. Com tal expectativa, quase mil imigrantes aportaram na Col\u00f4nia Sinimbu, na Vila de Palmeira, no decorrer do 1\u00ba semestre de 1878. Desta col\u00f4nia se originaram diversos n\u00facleos, sendo os seguintes destinados aos cat\u00f3licos: Pugas, Lago, Santa Quit\u00e9ria e Alegrete. Os protestantes, por sua vez, fixaram-se em Papagaios Novos e Quero-Quero.<\/p>\n<p>Mapa demonstrativo dos &#8220;N\u00facleos estabelecidos na Col\u00f4nia Sinimbu com Russos-Alem\u00e3es na Vila de Palmeira&#8221;, publicado no jornal <em>O Dezenove de Dezembro <\/em>em 17 de outubro de 1878 (p. 2)<em>\u00a0<\/em>informava que em todos os agrupamentos coloniais ali existentes havia um total de 762 colonos distribu\u00eddos em 240 fam\u00edlias. Os cat\u00f3licos somavam 471 indiv\u00edduos e os protestantes, por sua vez, eram em n\u00famero de 291. Animais tamb\u00e9m foram registrados: 248 vacas, 216 bois, 128 cavalos, 150 porcos \u00a0e 1075 galinhas.<\/p>\n<p><strong>FONTES<\/strong><\/p>\n<p><em>O Dezenove de Dezembro<\/em>, 17 de outubro de 1878.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>BACH, Arnoldo Monteiro. <em>Alem\u00e3es do Volga no Pugas<\/em>. Gr\u00e1fica Planeta: Ponta Grossa, 2004.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: Jo\u00e3o Antonio Machado<\/p>\n<p>Acad\u00eamico do 4\u00ba ano do curso de Bacharelado em Hist\u00f3ria da UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano:<\/strong> 2018<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na d\u00e9cada de 1870 muitos dos alem\u00e3es residentes \u00e0s margens do Rio Volga, na R\u00fassia Imperial, viram-se obrigados a abandonar o territ\u00f3rio devido \u00e0s tentativas do czar Alexandre II em obrig\u00e1-los ao servi\u00e7o militar e ao pagamento de impostos diversos. 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