{"id":474,"date":"2018-11-03T14:34:36","date_gmt":"2018-11-03T14:34:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=474"},"modified":"2021-05-18T14:59:46","modified_gmt":"2021-05-18T14:59:46","slug":"vila-hilda-mansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/vila-hilda-mansao\/","title":{"rendered":"Ecletismo arquitet\u00f4nico em Ponta Grossa, a mans\u00e3o Vila Hilda"},"content":{"rendered":"<p>Segundo Jaqueline V. C. Pedone (2005, p. 135)\u00a0<span style=\"font-size: 1rem\">&#8220;o Ecletismo em Arquitetura pode ser considerado como o procedimento que buscou inventar uma arquitetura adaptada aos novos tempos, por meio do uso de elementos e de sistemas escolhidos na hist\u00f3ria da arquitetura, com o objetivo de criar novas composi\u00e7\u00f5es&#8221;. O estilo ecl\u00e9tico arquitet\u00f4nico brasileiro, que emergiu com mais for\u00e7a no final do s\u00e9culo XIX e nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, seguiu tal procedimento e\u00a0misturou diferentes influ\u00eancias e linguagens est\u00e9ticas na constru\u00e7\u00e3o, como o barroco, o neocl\u00e1ssico, o art nouveau, entre outras.<\/span><\/p>\n<p>Nos Campos Gerais, especificamente na cidade de Ponta Grossa, tem-se um exemplo ilustrativo de constru\u00e7\u00e3o ecl\u00e9tica, a Vila Hilda. O im\u00f3vel, hoje denominado &#8220;mans\u00e3o&#8221;, foi constru\u00eddo na d\u00e9cada de 1920. O propriet\u00e1rio, Alberto Thielen, filho do propriet\u00e1rio da Cervejaria Adri\u00e1tica, foi quem deu esse nome \u00e0 constru\u00e7\u00e3o em homenagem \u00e0 esposa Hilda.<\/p>\n<p>A propriedade seguiu os padr\u00f5es de uma \u00e9poca em que a modernidade e a busca do embelezamento da cidade eram sin\u00f4nimo da mescla de variadas tend\u00eancias art\u00edsticas, por isso o termo ecletismo para definir o padr\u00e3o est\u00e9tico da Vila Hilda. Al\u00e9m disso, o C\u00f3digo de Posturas de 1915 preconizava que as edifica\u00e7\u00f5es tinham que ser constru\u00eddas n\u00e3o apenas tendo em vista o respeito \u00e0 \u201chigiene e seguran\u00e7a das obras\u201d, mas tamb\u00e9m deveriam garantir o \u201cembelezamento da cidade e de seus arrabaldes\u201d (C\u00d3DIGO DE POSTURAS DE PONTA GROSSA, 1915).<\/p>\n<p>No Livro Tombo Hist\u00f3rico da Secretaria de Estado da Cultura do Paran\u00e1 o processo n.\u00ba 03\/90, inscri\u00e7\u00e3o n.\u00ba 99, de 10\/05\/1990, est\u00e1 registrado sobre a Vila Hilda:<\/p>\n<p><em>Localizada na Rua J\u00falia Wanderley, 936, foi constru\u00edda no centro de amplo terreno de esquina; est\u00e1 organizada em tr\u00eas n\u00edveis: o por\u00e3o alto, o pavimento principal e os torre\u00f5es. O vocabul\u00e1rio ornamental \u00e9 ecl\u00e9tico: o bloco de embasamento correspondente ao por\u00e3o alto tem os par\u00e2metros externos revestidos \u00e0 bossagem, j\u00e1 o principal \u00e9 decorado com aplica\u00e7\u00f5es de massa em alto-relevo, com inspira\u00e7\u00f5es flor\u00edsticas: guirlandas sob as janelas e frisos de flores encadeadas sob a cornija superior.<\/em><\/p>\n<p>Conforme aponta Maiara Garbuio (2018, p. 22), &#8220;a<span style=\"font-size: 1rem\">\u00a0propriedade foi adquirida pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PR) em 1968, quando passou a sediar a Biblioteca P\u00fablica Municipal Professor Bruno Enei, e tombada em maio de 1990 como Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Art\u00edstico e Cultural do Estado do Paran\u00e1&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A partir de 1996 o im\u00f3vel passou a ser a sede da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 prefeitura da cidade de Ponta Grossa.<\/p>\n<p><strong>FONTES<\/strong><\/p>\n<p>C\u00f3digo de Posturas Municipais de Ponta Grossa, 1915.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>GARBUIO, Maiara.\u00a0<span style=\"font-size: 1rem\">A Conserva\u00e7\u00e3o da Mans\u00e3o Vila Hilda, do Col\u00e9gio Regente Feij\u00f3 e da\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 1rem\">Esta\u00e7\u00e3o Paran\u00e1: um Princ\u00edpio Fundamentado pela Sociedade.\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 1rem\"><em>Revista Perspectiva Geogr\u00e1fica<\/em>&#8211; Campus Marechal C\u00e2ndido Rondon, v. 13, no. 18, p. 15-31, jan.-jun., 2018.<\/span><\/p>\n<p>PARAN\u00c1 (Estado). Secretaria de Estado da Cultura. <em>Espirais do Tempo<\/em>&#8211; Bens Tombados do Paran\u00e1. Curitiba, Paran\u00e1, Brasil. 2006.<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>PEDONE, Jaqueline Viel Caberlon.\u00a0<span style=\"font-size: 1rem\">O esp\u00edrito ecl\u00e9tico na arquitetura. <em>ARQTEXTO<\/em>, UFRGS n\u00ba6, 2005, p.126-137.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Autora<\/strong>:\u00a0Carmelinda Conti dos Santos<\/p>\n<p>Acad\u00eamica do 4\u00ba ano do Curso de Licenciatura em Hist\u00f3ria da UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2018<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Jaqueline V. C. 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