{"id":494,"date":"2018-12-19T02:59:39","date_gmt":"2018-12-19T02:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=494"},"modified":"2021-05-17T20:02:43","modified_gmt":"2021-05-17T20:02:43","slug":"imigrantes-japoneses-nos-campos-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/imigrantes-japoneses-nos-campos-gerais\/","title":{"rendered":"Imigrantes japoneses nos Campos Gerais"},"content":{"rendered":"<p>A ancorada do navio Kasato Maru no porto de Santos, em 1908, \u00e9 considerada marco inicial da\u00a0imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil (SOUZA, 2018). A embarca\u00e7\u00e3o transportava cerca de 160 fam\u00edlias que buscavam o in\u00edcio de uma nova vida de trabalho em terras distantes do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria dos imigrantes japoneses que vieram ao pa\u00eds no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, e outros que vieram posteriormente, fixaram-se no Estado de S\u00e3o Paulo ou no norte do Paran\u00e1, especialmente nos munic\u00edpios de Londrina e Assa\u00ed.<\/p>\n<p>De acordo com o Sr. Fernando Shigueo Horie, ex-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Ponta Grossa, houve uma primeira iniciativa de coloniza\u00e7\u00e3o japonesa nos Campos Gerais na d\u00e9cada de 1930, com as fam\u00edlias Watanabe, Oba, Terawasa e Ikeda, que formaram uma col\u00f4nia no Desvio Ribas, regi\u00e3o pr\u00f3xima do atual Parque Nacional de Vila Velha. Como a col\u00f4nia n\u00e3o prosperou, os integrantes dessas fam\u00edlias se dispersaram para outras localidades. Os Oba, por exemplo, vieram a se estabelecer na zona urbana de Ponta Grossa e, na Rua Santos Dumont, \u00a0abriram uma peixaria denominada Oceania.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, um novo impulso de imigra\u00e7\u00e3o japonesa ocorreu na regi\u00e3o, com vistas ao desenvolvimento de agricultura intensiva no cultivo de determinadas culturas, como soja e batata.<\/p>\n<p>Como desdobramento da maior presen\u00e7a de \u00a0japoneses nos Campos Gerais foi criada a Associa\u00e7\u00e3o Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Ponta Grossa. Esta foi organizada com o intento de reunir os imigrantes para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de confraterniza\u00e7\u00e3o nas quais a l\u00edngua materna fosse utilizada. O idioma japon\u00eas para os imigrantes e seus descendentes sempre atuou como uma quest\u00e3o identit\u00e1ria do grupo.\u00a0Ainda hoje h\u00e1 pessoas idosas, imigrantes ou filhos de imigrantes, que n\u00e3o dominam bem o portugu\u00eas e se re\u00fanem na Associa\u00e7\u00e3o para conversar na l\u00edngua japonesa.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>Entrevista oral realizada com Fernando Shigeo Horie, concedida a Jo\u00e3o Antonio Machado, no dia 24 de outubro, de 2018.<\/p>\n<p>SOUZA, Diogo M. de. A imigra\u00e7\u00e3o japonesa vista pelo cinema brasileiro: \u00a0apontamentos sobre &#8220;Gaijin, caminhos da liberdade&#8221;, de Tizuka Yamasaki (1980) . In: \u00a0<em>Anais \u00a02\u00ba Simp\u00f3sio Eletr\u00f4nico de Hist\u00f3ria Oriental,<\/em> \u00a02018,\u00a0\u00a0p. 89-97.<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: Jo\u00e3o Antonio Machado<\/p>\n<p>Acad\u00eamico do 4\u00ba ano do curso de Bacharelado em Hist\u00f3ria UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2018<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ancorada do navio Kasato Maru no porto de Santos, em 1908, \u00e9 considerada marco inicial da\u00a0imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil (SOUZA, 2018). A embarca\u00e7\u00e3o transportava cerca de 160 fam\u00edlias que buscavam o in\u00edcio de uma nova vida de trabalho em terras distantes do Jap\u00e3o. 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