{"id":510,"date":"2019-05-07T18:36:45","date_gmt":"2019-05-07T18:36:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/?p=510"},"modified":"2021-05-17T20:14:13","modified_gmt":"2021-05-17T20:14:13","slug":"saint-hilaire-e-os-rios-iapo-e-tibagi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.uepg.br\/dicion\/saint-hilaire-e-os-rios-iapo-e-tibagi\/","title":{"rendered":"Rio Iap\u00f3 e Rio Tibagi na narrativa de Saint-Hilaire"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\">Muitos viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil no s\u00e9culo XIX perpassaram por trechos de diversos rios. Foi o caso de Auguste de Saint-Hilaire, que cruzou a regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 em 1820. O bot\u00e2nico franc\u00eas adentrou os Campos Gerais afirmando que eles come\u00e7avam \u201cna margem esquerda do [rio] Itarar\u00e9\u201d (Saint-Hilaire, 1995, p. 12), e n\u00e3o se furtou em descrever outros cursos de \u00e1guas nos seus relatos sobre as riquezas naturais da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na narrativa de Saint-Hilaire fica evidenciado que os rios n\u00e3o apenas tornavam a paisagem mais bela, mas possu\u00edam uma not\u00e1vel variedade: alguns rochosos, turbulentos e volumosos, outros mais l\u00edmpidos, planos e naveg\u00e1veis; outros, ainda, com maior ou menor sortimento de plantas em suas margens.\u00a0Dos rios descritos da regi\u00e3o dos Campos Gerais, Saint-Hilaire deteve-se mais demoradamente sobre o Iap\u00f3 e o Tibagi.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Sobre o Rio Iap\u00f3 destacou especialmente a paisagem de suas margens, enfatizando o aspecto obscuro das \u00e1guas em virtude da grande quantidade de arauc\u00e1rias ao longo do curso percorrido. Quando passou na vila de Castro, descreveu: \u00a0&#8220;O rio Iap\u00f3 serpenteia aos p\u00e9s desta, por entre arbustos de cujos ramos pendem l\u00edquens esbranqui\u00e7ados, semelhantes \u00e0s barbas de um velho e que balan\u00e7am \u00e0 mais ligeira brisa&#8221; (Idem, p. 74). \u00a0Por contas das chuvas que enfrentou nos Campos Gerais, Saint-Hilaire precisou acampar tr\u00eas dias em um local do rio chamado Barra do Iap\u00f3, pr\u00f3ximo do ponto de des\u00e1gua no Rio Tabagi.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Com rela\u00e7\u00e3o ao Rio Tibagi, o bot\u00e2nico tamb\u00e9m relatou adversidades decorrentes das chuvas quando por ele cruzou. Classificou o Tibagi (ap\u00f3s receber as \u00e1guas do Iap\u00f3) como tendo &#8220;mais ou menos a mesma largura&#8221; dos rios franceses &#8220;de quarta ordem&#8221; ( Ibidem, p. 64) . Por\u00e9m, sua narrativa enfatizou a riqueza de diamantes e ouro em seu leito. \u00c0 \u00e9poca houve, inclusive, um intenso fluxo de aventureiros para explora\u00e7\u00e3o destes recursos minerais do rio at\u00e9 que um dos hospedeiros do viajante franc\u00eas, o coronel Jos\u00e9 Felix da Silva, comunicou ao governo este fato. O governantes, ent\u00e3o, se incumbiram de perseguir e expulsar os garimpeiros do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Saint-Hilaire n\u00e3o deixou de mencionar que outros viajantes anotaram que as origens dos nomes dos cursos de \u00e1gua na regi\u00e3o procediam quase sempre da l\u00edngua tupi-guarani. Iap\u00f3 significava \u201crio do vale ou do p\u00e2ntano\u201d (Ibidem, p. 63) e Tibagi provinha da uni\u00e3o de duas palavras, &#8220;tyba, posto de com\u00e9rcio, e gy, machado\u201d ( Ibidem, p. 65).<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>SAINT-HILAIRE, Auguste de. <em>Viagem \u00e0 Comarca de Curitiba<\/em>. Curitiba: Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, 1995.<\/p>\n<p><strong>Autores<\/strong>:\u00a0Andr\u00e9 Angelo da Costa; Thiago Maceno dos Santos<\/p>\n<p>Acad\u00eamicos do 4\u00ba ano do curso de Bacharelado em Hist\u00f3ria UEPG<\/p>\n<p><strong>Ano<\/strong>: 2019<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong>: 2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil no s\u00e9culo XIX perpassaram por trechos de diversos rios. Foi o caso de Auguste de Saint-Hilaire, que cruzou a regi\u00e3o dos Campos Gerais do Paran\u00e1 em 1820. 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